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Saturday, September 7, 2013

O Símbolo Perdido, por Dan Brown

                                             Sinopse
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.


     Como já era de se esperar, Dan Brown superou as expectativas para sua obra O Símbolo Perdido. Apesar de já ter lido outras obras renomadas do autor como "Anjos e Demônios" e "O Código da Vinci", e estar acostumada com a escrita de Dan Brown, me impressionei mais uma vez com sua capacidade de criar uma narrativa repleta de enigmas, suspense, e um mistério inteligente. O Símbolo Perdido narra mais uma aventura do professor e simbologista de Harvard Robert Langdon ao desvendar  mensagens ocultas e mistérios do passado - uma trama que envolve a irmandade da Francomaçonaria e a sua relação com os homens do poder e de maior prestígio dos Estados Unidos. A essência da história ocorre em volta da busca pelo desvendamento da antiga pirâmide maçônica que, segundo sua lenda, carrega uma mensagem para que, aquele que é merecedor, possa desvendá-la e alcançar o poder e o conhecimento para a apoteose - o fenômeno em que o homem torna-se um deus, através de um conhecimento supremo.
     O que sempre me cativa e torna as histórias de Dan Brown ainda mais interessantes são a sua associação de informações verídicas - como a Maçonaria e símbolos ocultos em cidades como Washington que remetem-nos a mistérios do passado à sua história. Esses fatos realmente existem e estão presentes na sociedade em que vivemos, e Dan Brown divulga como que o mundo pode ser visto através de outros ângulos e como isso pode mudar nossa percepção do mundo. Não acredito em todas as opiniões com referência religiosa e intelectual exibidas no livro, mas acho que cada leitor deve tirar proveito das mensagens de conhecimento que Dan Brown nos transmite, bastando filtrar aquilo que lhe pareça coerente a sua opinião; acho válido considerarmos tudo, e somente após conhecer, termos uma visão crítica.
     O Símbolo Perdido trata de alguns assuntos que não são muito divulgados, a história dos Estados Unidos, e como, desde a sua Independência pregava-se um país de fundações cristãs, porém seu próprio Capitólio, em Washington, serve como prova de que desde os seus fundadores, os Estados Unidos é envolvido com artes e magias ocultas que foram encobertas por sua faixada de país cristão - Na Rotunda do Capitólio dos EUA há uma pintura que demonstra o pai de sua nação, George Washington, com uma pedra angular, e a representação de deuses ao seu lado, que lhe trariam o conhecimento e a tecnologia àquele país.
      A história explora também um novo campo de estudo: a ciência noética, a qual envolve filosofia e ciência explorando a capacidade da mente humana trabalhar com pensamentos e estes, terem o poder de alterar o mundo físico. O Símbolo Perdido traz mensagens que estão diretamente ligadas à ciência noética, o que torna o livro ainda mais rico intelectualmente. 
        Um ponto em que não concordei com o livro foi na contradição em algumas mensagens transmitidas pela história envolvendo a Bíblia - o autor criticava a Bíblia implicitamente em alguns momentos, e em outros, quando era de seu interesse provar um ponto, usava-se de seus versículos para solidificar sua opinião.
     O Símbolo Perdido é uma leitura densa, repleta de informações e adrenalina - a história ocorre durante um dia em 489 páginas, o que faz o leitor ávido para virar a página a cada capítulo. O suspense está sempre presente, e revelações que mudam totalmente o caminhar da narrativa invadem os últimos capítulos do livro, o que cria no leitor um efeito de reconhecimento ao fato de que, ao mudar o ângulo em que vemos o mundo, tudo a nossa volta mudará também. Este é um livro que nos prende, devoramos cada capítulo e nos surpreendemos muito com cada um deles. Não vemos a hora de chegar no final, para descobrirmos qual é o símbolo tão importante que dá para quem o encontrar, tamanho saber. A cada capítulo você se surpreende mais do que no anterior, e o fim é totalmente inesperado. Nem em seus maiores devaneios, iria descobrir como termina esta história.
     Indico O Símbolo Perdido principalmente ao público adulto, por conter cenas fortes, de impacto. A história resultaria em uma ótima adaptação para o cinema. Dan Brown mais uma vez impressionou os leitores com sua capacidade de escrever conhecimento, mistério e suspense em uma só trama de dinâmica incessante.

Trechos: "Às vezes uma lenda que dura muitos séculos... tem um motivo para durar."
"Abram a mente, meus amigos. Todos nós tememos aquilo que foge à nossa compreensão."
"Quanto mais o homem aprendia, mais dava conta de sua ignorância."
"O conhecimento é uma ferramenta e, como todas as ferramentas, seu impacto está nas mãos do usuário."
"A aceitação generalizada de uma ideia não é prova de sua validade."
"A má compreensão dos símbolos de uma cultura é uma fonte comum de preconceito."
"A riqueza é algo comum, mas o saber é raro."
"As grandes mentes são sempre temidas pelas mais medíocres."
"Todas as grandes verdades são simples."
"Ás vezes basta uma ínfima mudança de perspectiva para vermos algo conhecido sob uma luz totalmente nova."
"Seremos capazes de projetar a realidade em vez de simplesmente reagir a ela."

     
     Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 95%

Friday, February 15, 2013

O Código da Vinci, por Dan Brown


Sinopse
''Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. "O Código Da Vinci" prende o leitor da primeira à última página.''



     Não pensando em variar nem um pouquinho, Dan Brown continua lá em cima no meu conceito, em '' O Código da Vinci''.    Novamente, Brown narra uma ficção extremamente inteligente, que explora religião, história, simbologia e, é claro, aquela minúscula pitada de romance muito bem-vinda em meio a uma obra repleta de mistérios e suspense.
     'O Código da Vinci' se assemelha bastante a ' Anjos de Demônios', obra do mesmo autor, principalmente em sua parte inicial; começamos logo com um impacto, um assassinato, que dá origem a corridas contra o tempo que vão desvendando mistérios do passado, que vão chegando a vários ápices de intensidade, que acabam por desenbocar num final não esperado, porém inteligente, que por sua vez, nos engana com o próprio engano, e aí sim, o verdadeiro final é revelado. E ao final do livro é impossível o leitor não parar para refletir sobre várias questões que envolvem até sua existência e cultura.
    O livro se baseia na busca pelo Santo Graal, que na realidade, seriam documentos que afirmam que Jesus Cristo era casado com Maria Madalena, e teve decendentes. E ainda, o livro também afirma que a Bíblia Sagrada atual é como um 'copia e cola' resultante dos interesses do rei da época, que ia 'escolhendo' quais evangelhos pôr na Bíblia,de acordo com seus interesses. O cristianismo que conhecemos hoje, segundo Dan Brown, em sua metade, foi mesclado com a religião da época de Adoração ao Sol. Não é á toa que o 'Dia Sagrado' das religiões até hoje é o Domingo, que no inglês, se escreve Sun-Day, ou Dia do Sol.
     Dan Brown também explora o assunto sobre o controle que a Igreja Católica mantém sobre o mundo. A fé tornou-se algo político e uma forma de manipulação pela Igreja.  E acredito que, por isso, '' O Código da Vinci'' tenha feito mais sucesso do que ''Anjos de Demônios'', por tratar mais profundamente do campo da religião; pois na minha opinião, 'Anjos e Demônios'' vem com mais mistérios e especulações que têm mais a ver com a situação atual do mundo. Não desmerecenco, claro, ' O Código da Vinci' que também é uma obra fantástica.
     Por se tratar de assuntos bastante polêmicos, são inúmeros os livros e comentários que afirmam que as informação ditas como factuais no livro são falsas, e que tudo é uma farsa.  Acredito que nem tudo realmente seja verdade, mas acredito em grande parte, pois, em geral o livro afirma que ' Quem escreve a história é o vencedor', e isso é óbvio, podemos comprovar isso claramente hoje; até  mesmo no ''''''Descobrimento do Brasil'''''''', onde os portugueses Venceram, E ELES escreveram a história que hoje somos obrigados a saber. É facil identificarmos hoje os homens e sua ganância em busca principalmente de riqueza, prestígio e poder. 
      Apesar de não ser muito fã daqueles finais sugeridos pelos autores que dependem da sua imaginação para criá-los, posso dizer que Dan Brown soube lidar muito bem com isso. E aliás, ' O Código da Vinci' deixa um gostinho já de saudade das aventuras de Roberrt Langdon, que ainda bem, não acabam por aqui. 


Todo mundo adora uma conspiração.
Trecho: Os homens fazem muito mais o que temem, do que para obter o que desejam. 


Depressão pós-livro: 80%

Avaliação Final: 100%