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Sunday, May 8, 2016

Mar de Rosas, por Nora Roberts




Sinopse

Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.


    Um tanto decepcionante mas de forma alguma ruim, Nora Roberts traz em suas segunda trama da série "Quarteto de Noivas" uma história dedicada a uma das quatro amigas apaixonadas por casamentos e fundadoras da Votos, sua empresa que organiza essas celebrações. 
     Emmaline é a responsável pela organização e confecção de buquês e qualquer artefato decorativo que envolva flores, sua especialidade. Por ter crescido numa família tradicionalmente romântica e com laços afetivos muito fortes, ela sempre estabeleceu como seu ideal encontrar um amor um dia. Apesar de estar acostumada a conhecer homens diferentes, nunca teve essa área da sua vida completamente preenchida. 
     Em contrapartida, ela sempre teve uma atração secreta e internamente proibida por Jack, amigo da família e dos seus amigos há muitos anos, o que os fazia com que se vissem como irmãos muito próximos, gerando uma regra implícita de que não haveria possibilidade ética de se envolverem em um relacionamento amoroso. Dessa forma, Jack e Emma nutriam uma atração e amor platônico um pelo outro, que sempre estivera escondido.
     Na oportunidade mais remota, esse amor estourou e ambos não acreditavam no que acontecia. Sua paixão sempre fora posta na caixinha mental 'Ignorados', e de repente esse compartimento era revirado de cabeça pra baixo, e tudo saiu dele. 
     A história possui muito potencial pra tornar-se A Referência em um romance difícil, porém conquistável. Contudo, a autora manteve um ritmo muito normal no enredo, com acontecimentos de impacto medianos, não criando  uma esfera de atração no leitor. O que enriquece bastante a trama é o momento do clímax, que desta vez, fora muito bem trabalhado ganhando um destaque dos demais pontos da história.
     Considero o livro indicado para os românticos de plantão, e leitores insistentes. Em muitos momentos a história mantém uma frequência não tão estimulante assim, embora seja muito importante para a compreensão da história de vida do "Quarteto de Noivas" como um todo, que compõe a série. 


Trechos: "Para Emmaline, o romance torna as mulheres especiais. Faz com que todas sejam bonitas e transforma os homens em príncipes. Com romance, a vida de uma mulher é tão imponente quanto a de uma rainha, porque o seu coração passa a ser precioso."
"O amor pode ferrar bastante com você antes que descubra como conviver com ele. E uma vez que você descobre, fica se perguntando como conseguiu viver até ali sem ele."
"Corações partidos se curavam. Talvez as marcas ficassem para sempre, como cicatrizes, mas iam sarar. As pessoas viviam e trabalhavam, riam e comiam, andavam e falavam sem ligar para essas marcas."


Depressão pós-livro: 80%
Avaliação Final: 75%

Sunday, January 17, 2016

Álbum de Casamento, por Nora Roberts



Sinopse
Primeiro livro da série Quarteto de Noivas, 'Álbum de Casamento' conta uma linda história de amor, amizade e família – e daqueles momentos imprevisíveis que transformam uma imagem bonita numa verdadeira obra de arte. Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.


     Como uma autora altamente aclamada pelo mundo literário, Nora Roberts sempre me despertou a curiosidade sobre o diferencial de suas obras com relação à outros livros da categoria de romance, principalmente pela quantidade de obras publicadas nessa linha pela autora. "Álbum de Casamento" é o primeiro de uma série de quatro livros que trazem a história de quatro melhores amigas que se conhecem desde pequenas, e já adultas são donas de uma empresa que gerencia e organiza casamentos, a Votos.
    Fugindo da realidade predominante nos meios de mídia e comunicação que expõem o homem como líder, ou sempre com uma posição superior ou privilegiada, a série "Quarteto de Noivas" de início já me conquistou por esse detalhe que faz toda a diferença ao trazer quatro mulheres como protagonistas nas histórias. 
     Desde crianças sonhando e brincando com casamentos de mentirinha, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac alcançam o que o destino já previa: elas fundam a Votos, empresa de casamentos bem-sucedida no seu ramo de atuação. Estando cada uma responsável por uma área específica, todas trabalham como excelentes profissionais e melhores amigas. Mackensie, a quem "Álbum de Casamentos" é dedicado, é a fotógrafa da empresa tendo um talento nato para ângulos e iluminação. 
     Por ter crescido em uma família desestruturada com um pai ausente e uma mãe que se divorciava e casava várias vezes, Mac nunca teve muita fé no amor. Ela não acreditava que os casamentos que realizava, e as fotos dos casais felizes e animados para o Grande Dia fossem de fato algo duradouro. Sendo assim, ela nutria uma desestabilização interna, em conflitos com ela mesma e com o amor em si. Quando Carter Maguire, antigo colega de escola, aparece em seu estúdio por conta de sua irmã estar se casando pela Votos, o mundo de Mac começa a ser revolucionado e ela inicia uma busca não só pelo amor, mas por si mesma.
     Acho bastante interessante a autora ter ressaltado um ponto que acho essencial para um relacionamento: cada um deve se conhecer e confiar em si como pessoa, ser completo consigo mesmo para que então possa vir a completar outra pessoa. Buscar a outra metade não sendo um inteiro usualmente leva a conflitos no relacionamentos - não necessariamente inciais. A busca pelo eu é fundamental para se chegar ao nós.
    Carter Maguire, professor de inglês na mesma escola em que cresceu, traz uma segurança que Mac desconhecia, e a compreende e respeita seu caminho de busca por si. Eles sofrem uma atração desde os primeiros momentos em que se revêem, e começam uma história que passa por altos e baixos até chegar ao ponto da constância. 
     Apesar de a história ser cativante e sua ideia muito boa, comparada com outros livros de romance (Como a série Os Bridgertons de Julia Quinn), Nora Roberts deixou a desejar em termos de conteúdo. Um fator que pode prender bem o leitor é sua escrita leve e dinâmica. Contudo, a obra poderia ser muito mais interessante e trabalhar mais afundo as lições que traz. A ideia de trazer personagens femininos marcantes e protagonistas, e um personagem masculino nada clichê é sim uma inovação para o mercado de romance, que por convenção está estufado de linhas óbvias. Como o primeiro livro que li da autora Nora Roberts, pude apreciar mais sua escrita do que sua obra, e sustento assim esperanças maiores para os próximos livros da série. 


Trechos: "Há coisas na vida que escapam ao nosso controle. Podemos fazer disso uma festa ou uma tragédia."
"Momentos vêm e vão, pensou. É o amor que une todos eles para formar uma vida."



Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 88%




Friday, May 15, 2015

The Death Cure, by James Dashner





Synopsis
     It´s the end of the line. WICKED has taken everything from Thomas: his life, his memories, and now his only friends - the Gladers. But it´s finally over. The trials are complete, after one final test. What WICKED doesn´t know is that Thomas remebers far more than they think. And it´s enough to prove that he can´t believe a word of what they say. Thomas beat the Maze. He survived the Scorch. He´ll risk anything to save his friends. But the truth might be what ends it all. The time for lies is over.


      I always wondered what it would be like to find a new beginning for a humanity that chased its own destruction because of the hypocrisy and selfishness in its heart. How long could humans live for with a mentality of power that was always present throughout their whole history? How far would go their hearts to overpower their rationality? All these questions pop up in the minds of the Deth Cure´s readers. This is a dystopia and if there´s something I most like about them is how they bring us out of the box and to think of our roles in the world.
     In the third book of the Maze Runner series, Thomas and his friends keep proving us how strong they are - and I don´t mean the strength we get for having muscles, but the one you conquer by being smart. They never gave up fighting against what they believed. WICKED proved to be lying and Thomas never doubted his remaining memories. 
    They are finally able to see what the world really looks like, how it is after the great catastrophe. The only possible ending for the human race is more destruction; the Flare is uncontrollable, and the resources that are left are being wasted in a cruel project which is far from finding a cure. 
     The truth is terrifying, and there´s no turning back now. Thomas and his friends are the only hopes, and it will take courage and humility from someone we wouldn´t expect it to come from - to save the human race. And far more than that, I can´t help but wonder: is it possible to find a new beginning for humans, if we still carry the same hearts and desires of power? Would it be a happy ending or just a different part of the cycle? 




Depression after reading: 100%
Final Rating: 99%
     

The Scorch Trials, by James Dashner




Synopsis
     Solving the Maze was supposed to be the end. Thomas was sure that escape from the Maze wouldn´t mean freedom for him and the Gladers. But WICKED isn´t done yet. Phase Two has just begun. The Scorch. There are no rules. There is no help. You either make it or die. The Gladers have two weeks to cross the Scorch - the most burned-out section of the world. And WICKED has been sure to adjust the variables and stack the odds against them. 

     After swallowing every page of The Maze Runner book 1, it couldn´t be diffetent with The Scorch Trials. James Dashner has an incredible pace of writing that mesmerizes the reader in a way you can´t leave the book before you´re done with it - or until you know there´s a book 2.
     Holding the hope that finding the Maze´s exit would be the end of all the Gladers´s suffering wasn´t enough. James Dashner didn´t spare Thomas and his friends on his creativity as a writer. Now the challenges are bigger and deeper, and there´s no rule or no help. The Gladers now are obligated to go through the Scorch and face the worst place on earth to be at - a burned landscape area where danger could come from every direction. Although they had a choice to either go or not to the Scorch, they were promised to be given the cure for the Flare - the awful virus that took control of a great part of the population after the Sun flares burned the earth. The human race is fading and now they can see it with their eyes, and now they have no choice but cooperate with WICKED in order to try to have a "normal" life.
     What the reader does not expect to see is the testing of how far a friendship can go. How can you be sure someone is loyal to you when you do not even remember your past? One of the tests the Scorch promotes is about the strength of the Gladers´s friendship, combined with many other peculiarities in order to examine their actions to a bigger purpose. Will all of this effort be worth it?
     The author proves again his ability to write in a fast-paced rythm and conquers the reader with it, though sometimes the sequence of events can be overwhelming and lead to a exhaustive reading. Thinking out of the box is still present in book 2, but mostly of all, it makes the public think about how far humans can go in a limited world and their unlimited selfishness. I wonder if all the dystopias aren´t just what the future holds for us. Maybe they are. 



Depressions after reading: 100%
Final Rating: 98%


Saturday, December 13, 2014

O Visconde que me Amava, por Julia Quinn



Sinopse
A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração. Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.



     Atendendo à todas as devidas expectativas, O Visconde que me Amava está muito bem situado em meu ranking de leituras. Julia Quinn permanece com seu senso de humor intacto, e é claro, toda a imersão á Inglaterra dos anos de 1800 traz uma vivacidade e riqueza ao livro que são dificilmente encontradas nas ficções atuais.
    Anthony Bridgerton, irmão mais velho e agora chefe da grande família Bridgerton sempre fora um libertino da alta sociedade. Após casar sua irmã Daphne, ele chega aos 28 anos e decide que é hora de se casar e sossegar. Suas maiores prioridades numa mulher são gerar herdeiros, uma amiga, e cama. Nada de amor. Para ele, o amor é uma força capaz de envolver um homem e torná-lo algo que ele não tem mais controle sob. Dessa forma, ele investiga que Edwina Sheffield é a debutante mais bela da temporada. Recém chegada à cidade, ela preenche todas as prioridades do visconde Bridgerton acerca da escolha de uma mulher.
     O que o visconde também descobre é que para cortejar Edwina, terá de passar por Katherine, sua irmã, e convencê-la de que será um bom marido para ela. Dessa forma, Kate apresenta-se como uma pedra no meio do caminho, uma vez que está disposta a fazer o possível para que sua irmã não se case com ele. Ela não acredita que ex-libertinos possam se tornar bons maridos após o casamento.
     Envolto nessa jornada para alcançar sua futura esposa, Anthony encontra-se cada vez mais atraído e envolvido por Katherine. Ela não preenche de forma alguma suas expectativas numa mulher, entretanto o atrai como ninguém. Será difícil evitar que o coração tome o controle de tudo. Será isso o amor?
     Julia Quinn mantém sua maestria na escrita da época antiga; além de muito engraçados, seus livros são envolventes e muito bonitos. Sim, uma beleza diferente, não facilmente encontrada nos amores ficcionais dos clichês atuais. Para o bem dos leitores, há mais 6 livros na série, e não vejo a hora de lê-los!



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 99%

Monday, December 8, 2014

O Duque e Eu, por Julia Quinn



Sinopse
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Primeiro dos oito livros da série Os Bridgertons, O duque e Eu é uma bela história sobre o poder do amor, contada com o senso de humor afiado e a sensibilidade que são marcas registradas de Julia Quinn, autora com 8 milhões de exemplares vendidos. 



     
     O Duque e Eu é uma história que soube superar todas as expectativas que eu carregava até sua leitura. É fato que Julia Quinn é uma verdadeira Jane Austen contemporânea, tratando de romance de época como ninguém. Porém, ela vai além disso, e presenteia o leitor com um enredo divertidíssimo, personagens muito ricos e sagazes e uma história super atraente. Estar imersa nesta época de costumes tão diferentes é uma experiência muito interessante.
     Este livro inicia a série Os Bridgertons, a qual nos apresenta uma família típica da nobreza inglesas da época de 1813, que possui oito filhos que receberam nomes em ordem alfabética. Em nossa história, a protagonista é Daphne Bridgerton, quarta filha da família. Ela está participando há 1 ano do que é conhecido como Temporada, período de festas e bailes da nobreza no qual frequentam jovens senhoritas debutantes. Tais bailes são ricos em mães casamenteiras que procuram por um bom partido para suas filhas, tudo dentro dos conformes como diz a tradição. Violet Bridgerton, mãe de Daphne, está louca por um marido para a filha, e não mede esforços ao exercer sua função.
     Paralelo a isto, todos comentam em Londres sobre o retorno de Simon Basset, o novo duque que passou 6 anos no exterior viajando e agora está de volta para governar suas propriedades em Londres, uma vez que seu pai faleceu. Simon sofreu grande rejeição do pai desde criança, e por conta disso, criou uma lei para si: jamais deve se casar. O agora duque da Hastings é totalmente contra a continuação do ducado de seu pai, visto a enorme mágoa que carrega dele. 
     Para fazer jus a esta lei contra o casamento, Simon cria um plano infalível para permanecer solteiro e ao mesmo tempo não ser atacado pelas mamães casamenteiras nos bailes e festas da alta sociedade; Daphne, irmã mais nova de Anthony, seu melhor amigo está a procurar um bom marido, entretanto, todos os que se interessam por ela são pouco inteligentes ou nada dotados de charme. Dessa forma, os dois se unem, e Simon finge cortejar a senhorita, sendo que ele afasta as mães, e Daphne atrai boa atenção e bons olhos para si, uma vez que um duque apresenta-se interessado por ela. 
     A mãe de Daphne fica totalmente encantada com toda a situação, e o casal segue firme no fingimento. Contudo, ninguém é capaz de prever o amor, e exatamente por conta disso, torna-se cada vez mais impossível para os dois não se apaixonarem, enquanto um arde de desejo pelo outro.
     Esta é uma bela história, Julia Quinn possui uma das melhores escritas que já conheci. Ela soube unir a formalidade exigida pela contexto da época e ironias e diversão através de trocadilhos muito inteligentes. Este é um dos melhores e mais atraentes livros que já li, o que só aumenta minha curiosidade para os próximos livros da série!



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 99%

Monday, September 29, 2014

A Esperança, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?


     Após um término arrasador de "Em Chamas", estava ávida para iniciar "Esperança". Não tão surpreendente e envolvente como os demais livros da série, mas inteligente, este livro trabalha com vários momentos de uma guerra contra o sistema. Acredito que o que sempre me atraiu mais à série de Jogos Vorazes é a sua denúncia contra um sistema opressor, qualidade que não podemos 100% descartar com relação aos dias de hoje.
     Depois de sobreviver duas vezes à arena dos Jogos Vorazes, Katniss pensava que não precisaria mais lutar, mas estava enganada. Com a crescente guerra contra a Capital, veio a necessidade de um estímulo, do verdadeiro Símbolo da Revolta: O Tordo. Ainda muito debilitada e atormentada por tudo o que passou, a personagem sai da arena direto para o 13, o lendário Distrito que não sobreviveu aos Dias Escuros do passado. Os rebeldes precisam de um Tordo, alguém com coragem suficiente para ir contra a opressão, alguém que até nos simples atos desafie a Capital e o seu poder totalitário. Katniss fica entre a difícil escolha entre colaborar na luta a favor da liberdade, e ao mesmo tempo, arriscar a vide de sua família e seus amigos novamente. A luta é maior em tempos de guerra do que na arena.
     Mantendo o ritmo de toda a série, "Esperança" é um dos melhores livros que já li, mas que se comparado ao livro anterior, não atende completamente às expectativas, por conta de sua má organização com relação à narração sobre as diferentes fases da guerra, e também por conta da quebra de alguns propósitos que vêm com a história desde o primeiro livro. Entretanto, a crítica ao sistema opressor e a mensagem de incentivo à luta contra a manipulação por parte do governo são bem claras e trabalhadas.
     Esperança já ganhou sua adaptação para o cinema em duas partes finais que serão lançadas em 2014 e 2015.


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Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 98%

Sunday, September 7, 2014

Jogos Vorazes, por Suzanne Collins



Sinopse
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

    Sempre tive muita vontade de ler a Saga de Jogos Vorazes, não só pela fama que esta série conquistou, tanto no meio literário quanto no meio cinematográfico, mas também por sua sinopse inédita. Amante de distopias, não tinha baixas expectativas para esta história, e Suzanne Collins não me decepcionou. 
     Katniss Everdeen vive num mundo pós apocalítico, que era antigamente conhecido como Estados Unidos. No país de Panem, há 12 distritos, e cada um deles é fortemente controlado pela Capital. Cada distrito é responsável pela produção de um produto ou bem de consumo específico, que são enviados a Capital, que por sua vez é o centro da riqueza e da sociedade elitizada. A maioria dos habitantes dos distritos vive em completa miséria, cenário contrastante com a realidade da Capital. Em meio a isso, há anos atrás os distritos organizaram um levante contra a Capital, no qual esta saiu vencedora, tendo destruído o antigo distrito 13, e estabelecido a implementação dos Jogos Vorazes. 
     Os Jogos Vorazes ocorrem todos os anos em Panem, e são como um lembrete a todos dos distritos de como estão submetidos às forças da Capital; são como uma punição que pagam pelos levantes organizado há anos atrás. Dois jovens, chamados de tributos, entre 12 e 18 anos são selecionados em cada distrito, sendo um menino e uma menina para participar obrigatoriamente dos Jogos, que são uma disputa em que somente um jovem sai vencedor, quando os demais estão mortos. Eles são submetidos a variados tipos de situações como fome, sede, lutas e todo tipo de coisa na Arena, espaço onde os Jogos se desenrolam, até que haja somente um sobrevivente. Este programa é nada mais nada menos que um bom retrato do que conhecemos hoje em dia como um reality show, que funciona como um entretimento para as elites da Capital.
     Para salvar a irmã, Katniss se voluntaria a tomar o seu lugar e ir para os Jogos Vorazes, acompanhada de Peeta Mellark, jovem filho do padeiro de seu distrito. O leitor embarca na aventura dos dois na Arena. Uma característica muito forte para mim deste livro é sua vivacidade. Nunca li uma história tão viva, tão acordada. A autora tem uma enorme capacidade de fazer o leitor se envolver com a história, a ponto de sofrer junto com os personagens, ou comemorar com eles em cada momento.
     Este é sim um dos melhores livros que já li. Não o classificaria como juvenil, pois trata de assuntos implícitos como o Controle Social, as ideias de Big Brother e o impacto que isso exerce nas pessoas, disfarçado em um enredo muito bom, incrementado com um romance delicioso e angustiante ao mesmo tempo.
     Impossível de largar do início ao fim, Jogos Vorazes deixa um legado muito bom para os próximo livros da série.



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Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Thursday, August 14, 2014

Allegiant, by Veronica Roth



Synopsis
The faction-based society that Tris Prior once believed in is shattered—fractured by violence and power struggles and scarred by loss and betrayal. So when offered a chance to explore the world past the limits she’s known, Tris is ready. Perhaps beyond the fence, she and Tobias will find a simple new life together, free from complicated lies, tangled loyalties, and painful memories. 
But Tris’s new reality is even more alarming than the one she left behind. Old discoveries are quickly rendered meaningless. Explosive new truths change the hearts of those she loves. And once again, Tris must battle to comprehend the complexities of human nature—and of herself—while facing impossible choices about courage, allegiance, sacrifice, and love. 
Told from a riveting dual perspective, Allegiant, by #1 New York Times best-selling author Veronica Roth, brings the Divergent series to a powerful conclusion while revealing the secrets of the dystopian world that has captivated millions of readers in Divergent and Insurgent.


     This is the end. This book means to me both the end of a window of thought I have developed and a new beggining for Tri´s world. Big Divergent fans got astonished as they read the conclusion of this thrilling dystopian series. There´s a lot of death reaching  the dearest ones. There´s new information, a whole world discovered beyond the city limits. Beyond the reader´s limits.
     After the truth about the city was revealed in the end of Insurgent, Allegiant brings a new reality to be explored. Tris and friends go outside the city just so they can understand the truth and the existence of their city - lasted found out as an experiment. 
     Allegiant isn´t as close to an action book as Insurgent is. It explores ideologies, genetics, mind, technology and human behavior. There are those who say it hasn´t achieved their expectations in the matter of action, saying it´s too much drama. I guess what they haven´t noticed is that there was so much speed already, seeking for a truth they put their beliefs on. And when you acknowledge a revelation, you´ve got to spend some time until it settles in your mind. It may not be as easy as it seems to realize the life you had and the world you gave everything for wasn´t real, or wasn´t for real. 
     I was surprised and glad to have the chance to see Tris´s and Tobias´s realtionship grow more mature each page I got to turn. Even thoug they were young, they went through a lot together, and that shows to me that you grow emotionally mature when you get to experience both sides of life with the one you love - the good and the bad. Those moments shape who you are and who you are together.
     Roth leaves the reader with an astonishing end, but satisfying. I was afraid that the peace or maybe part of it wouldn´t be achieved once these book series perceives the deep humam nature, and for me humanity wouldn´t be able to reach complete peace, since one is always looking forward to be better than the neighboor. Partial piece is enough for now.
     I could list here how many things I learned through this reading, but I think it all consists in how I view myself and mankind. It´ll be different from now on. My fears now belong to my fear landscape and nowhere else. Selflessness became the true bravery. True love is stronger than it haven´t been before.
     Be brave.

Quotes: "People always organize into groups.That´s a fact of our existence."
"A system that relies on a group of uneducated people to do its dirty work without giving them a way to rise is hardly fair."
"Our ability to know about ourselves and the world is what makes us human."
"You don´t believe things because they make your life better, you believe them because they´re true."
"When you control information, or manipulate it, you don´t need force to keep people under your thumb. They stay there willingly."
"And I know, without being told, that´s what love does, when it´s right - it makes you more than you were, more than you thought you could be."
"There are so many ways to be brave in this world. Sometimes bravey involves laying down your life for something bigger than yourself, or for someone else. Sometimes it involves giving up everything you have ever known, or everyone you have ever loved, for the sake of something greater."
"Since I was young, I have always known this: Life damages us, every one. We can´t escape that damage."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%

Sunday, August 10, 2014

Insurgent, by Veronica Roth



Synopsis
One choice can transform you--or it can destroy you. But every choice has consequences, and as unrest surges in the factions all around her, Tris Prior must continue trying to save those she loves--and herself--while grappling with haunting questions of grief and forgiveness, identity and loyalty, politics and love. 

Tris's initiation day should have been marked by celebration and victory with her chosen faction; instead, the day ended with unspeakable horrors. War now looms as conflict between the factions and their ideologies grows. And in times of war, sides must be chosen, secrets will emerge, and choices will become even more irrevocable--and even more powerful. Transformed by her own decisions but also by haunting grief and guilt, radical new discoveries, and shifting relationships, Tris must fully embrace her Divergence, even if she does not know what she may lose by doing so.



Read the first book´s review here.

     There´s one thing I loved about Insurgent right away: it starts just after the point Divegent ended; it actually seems like the author didn´t even had the thought of creating a trilogy in the beggining, so smooth is the conection between the books. This is an awesome follow-up, so explosive throughout all the pages. 
     After Tris´s Initiation Ceremony, the world as she knew was never the same. The war was set. The factions got disestablished, and the reader gets into a frenetic pace reading. During a war, we´ve got to choose sides and to make choices - in less than a second - that will affect your life forever. Tris will suffer the loss of many of her friends through Insurgent. The heavy weight she and Tobias are carrying make things get complicated between them.
     Insurgent means "rising in active revolt" or "a rebel or a revolutionary". I think it describes really well the purpose of the book: Tris and her friends are rebelling against the system which is tried to be set in this society that is falling apart. I see this book as a good opportunity for the reader to get insider of the faction-based world they live (lived) in, as we can experience how life is like in almost all of the factions headquarters. Every detail here is important for the upcoming book - Allegiant - as it brings answers for the whole mysterious puzzle, mostly after a big truth is revealed at the end of the book, leaving the reader even more anxious for the continuation. 
     I could say Roth doesn´t hesitate to kill off characters, change the game completely or to recreate the storyline at every turn - you´ve got to be ready for intense emotions.
     I couldn´t be more satisfied with the DIvergent series; besides Veronica´s great ability to kill the people you most get attached to, it´s still worth it. The learning I get from a reading is the most important part for me and this series haven´t left me without it not even a moment.

Check out what other readers are saying about Insurgent : here.

Quotes: " Like a wild animal, the truth is too powerful to remain caged."
"The truth has a way of changing a person´s plans."
"Grief is not as heavy as guilt, but it takes more away from you."
"Insurgent. Noun. A person who acts in opposition to the established authority, who is not necessarily regarded as a belligerent."
"People, I have discovered, are layers and layers of secrets. You believe you know them, that you understand them, but their motives are always hidden from you, buried in their own hearts. You will never know them, but sometimes you decide to trust them."

Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%


Sunday, August 3, 2014

Divergent, by Veronica Roth




Synopsis
In Beatrice Prior's dystopian Chicago, society is divided into five factions, each dedicated to the cultivation of a particular virtue—Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). On an appointed day of every year, all sixteen-year-olds must select the faction to which they will devote the rest of their lives. For Beatrice, the decision is between staying with her family and being who she really is—she can't have both. So she makes a choice that surprises everyone, including herself.
During the highly competitive initiation that follows, Beatrice renames herself Tris and struggles to determine who her friends really are—and where, exactly, a romance with a sometimes fascinating, sometimes infuriating boy fits into the life she's chosen. But Tris also has a secret, one she's kept hidden from everyone because she's been warned it can mean death. And as she discovers a growing conflict that threatens to unravel her seemingly perfect society, she also learns that her secret might help her save those she loves . . . or it might destroy her.


     I can´t find a better way to start this review but admitting: This is the second best book I´ve read in my life. Divergent has played a big role on changing my point of view about how to control myself and how I should analyse the world we live in. It was such a great experience to read it. It isn´t just a surprisingly teenager adventure - it goes further than that - it´s about making choices and understanding others. 

      Beatrice lives in a society which is divided into five factions, each connected to a different value - Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). When kids turn sixteen, they´re supposed to take an aptitude test and choose a faction to belong in. Beatrice is naturally from Abnegation, but she isn´t satisfied with the life she has got - the rules she has to follow hide who she really is. And she will make a choice that has the power to change her world - and mainly to change her perspective about herself.
     The consequences for the choice she made are tough - Beatrice, now called Tris, needs to go through a competitive and brutal initiation to her faction. She´ll find out about what her biggest fears are and learn how to deal with them. Besides these obstacles, she finds herself drawn to a boy who seems to both threaten and protect her.
     This thrilling story is set in a futurist  post-apocalypt version of Chicago and takes the reader to an exploration of a clearly controlled society. The system of factions was created in order to prevent humanity from another war. Each individual works to the faction they belong in, and the factions work together as a strategy to survive. The book settles a great contrast to the deep human being wills - it is often called status quo - wealthy, prestige and power. And these three are combined in Divergent, showing how, even in a post-apocalypt world, societies cannot find piece. Someone has to be in power, and the Abnegation faction, known for its selflessness has always occupied the government positions - until the human instinct and attraction for power calls louder.
     Tris´s choices need to take into account the fragile world she is living in, besides her family and friends. It isn´t about selflessness anymore. It´s about being brave. Or maybe the two are strictly connected.
     There are many reasons this is a great formulated book. One of them is that I could take a lot from it - I got to learn how to deal with my fears and how I should face them. I feel braver after this reading. And that´s what attracts me to a book: not just its power to entertain me, but to make me reflect about my life and the directions it is turning to, and to deeply learn. Learning gets to knowledge, and knowledge is a power no one can take away from me.

Quotes: "Decades ago, our ancestors realized that it is not political ideology, religious belief, race, or nationalism that is to blame for a warring world. Rather, they determined that it was the fault of human personality - of humankind´s inclination toward evil, in whatever form that is. They divided into factions that sought to eradicate those qualities they believed responsible for the world´s disarray."

"In our factions, we find meaning, we find purpose, we find love."
"My father says that those who want power and get it live in terror of losing it. That´s why we have to give power to those who do not want it."
"Intentios are the only thing they care about. They try to make you think they care about what you do, but they don´t. They don´t want you to act a certain way. They want you to think a certain way. So you´re easy to understand. So you won´t pose a threat to them."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%