Showing posts with label Assassinato. Show all posts
Showing posts with label Assassinato. Show all posts

Saturday, January 9, 2016

Alta Tensão, por Harlan Coben





Sinopse
Um dos autores mais lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com seu personagem mais premiado. Myron Bolitar ficará frente a frente com um passado de mentiras e traição. Uma mensagem anônima deixada no Facebook da ex-estrela do tênis Suzze T põe em dúvida a paternidade de seu filho. Grávida de oito meses, ela pede a ajuda de seu agente e amigo Myron Bolitar para descobrir o responsável por essa intriga e trazer de volta seu marido, o astro do rock Lex Ryder, que saiu de casa depois de ler o texto. 
Descobrir o paradeiro de Lex não é tarefa difícil para um ex-agente do FBI. Mas, na mesma boate onde o encontra, Myron é surpreendido ao ver Kitty, a mulher que fugiu com seu irmão, Brad, e o afastou para sempre da família. Tentando ajudar a amiga e reencontrar o irmão mais novo, Myron se vê preso numa rede de segredos obscuros que põe em risco as pessoas que ele mais ama. Agora, só a verdade poderá salvá-las. Mas, para que ela prevaleça, nenhuma mentira pode restar – seja ela de Suzze, Lex, Kitty ou do próprio Myron. Nesta premiada história, Harlan Coben mais uma vez consegue construir uma trama envolvente, que fala de fama, ganância e rivalidade e surpreende por seu toque humano. Na aventura mais difícil de Myron Bolitar, seu passado vem à tona e, junto com ele, feridas que jamais se fecharão.



        Harlan Coben é um dos poucos autores que posso dizer que tenho a segurança de comprar um livro sem precisar ler a sinopse ou pesquisar opiniões sobre. Isso porque todos os seus livros - pelo menos todos os que li até hoje - seguem uma linha de escrita que naturalmente prende o leitor com histórias extremamente envolventes, e que sempre trazem consigo um elemento surpresa. O personagem principal deste livro, Myron Bolitar, é o preferido do autor, e possui outros 9 livros antes dele, não necessariamente em ordem. 
    Myron eu diria que é o que Robert Langdon é para as obras de Dan Brown: brilhante, inteligente e racional. Em "Alta Tensão" ele é sócio da MB Representações, junto com seu melhor amigo Win - outro personagem que poderia existir na vida real. Myron trabalha como agente de celebridades e empresas, tendo sido ex-agente do FBI. 
     Um dos seus maiores problemas pessoais - conflitos com seu irmão que o levaram ir embora pelo mundo sem deixar pistas - retornam à cena quando uma de seus clientes o procura pedindo ajuda para investigar quem havia postado em sua página no Facebook uma declaração pondo em dúvida sobre a real paternidade de seu filho, o que levara seu marido a sair de casa. Se há uma característica muito bonita deste fantástico personagem é sua compaixão com as pessoas. Ele vai muito além de realizar o seu trabalho, ele procura ser amigo de seus clientes, tomando para si os problemas de cada um e fazendo questão de resolver um por um. A competência de Myron está além das paredes de seu escritório, está em sua alma.
     Assumindo a responsabilidade de ajudar sua cliente nesta busca, nesse caminho ele acaba por encontrar com a esposa de seu irmão o que o leva de volta à toda a questão que o passado mantinha com seu irmão e os conflitos que haviam entre eles há mais de quinze anos. Dessa forma, Myron se vê em uma busca frenética envolvendo laços familiares, mistérios e a vida de muitas outras pessoas.
     Um ponto forte do livro - e de todos os outros do autor - é a inteligência de ações. Cada passo é muito bem pensado e sagaz, e quando tudo parece perdido há sempre um elemento surpresa - que ás vezes vem a surpreender até mesmo o próprio Myron. Esse elemento coloca na leitura um ar de potência, de ansiedade satisfatória, que só caminha a prender mais o leitor, visto que há uma tendência no mundo literário em tudo o que for impossível ou difícil de acontecer na realidade venha a interessar mais o público - sendo esta uma das armas do entretenimento. E por que não?
     Fantástico, leitura alucinante, ação e mistério recheiam essa história fascinante que só nos leva a pensar a ler mais os livros de Harlan Coben. Indico a todos que buscam uma história forte, misteriosa, inteligente e repleta de ação.



Depressão pós-livro: 60%
Avaliação Final: 97%




Saturday, September 13, 2014

Em Chamas, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o terceiro Massacre Quaternário, uma edição da luta na arena com regras ainda mais duras que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

   
     Depois de uma aprovação quase instantânea de Jogos Vorazes, Em Chamas seguiu o mesmo ritmo, e quando parei de ler, já estava totalmente imersa no mundo de Katniss. Mais uma vez.

     Depois de vencer a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes com um ato de inteligência e ingênuo ataque contra a Capital, Katniss volta pra casa com um fardo maior do que o que esperava: sua atitude na arena incentivou multidões nos distritos a organizarem levantes contra a Capital. A partir disto, ela e sua família e amigos não estão mais seguros, e cada ação sua pode trazer mais problemas para aqueles que ama.
     Enquanto encontra-se numa situação complicada entre Gale e Peeta, a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes chega com o Massacre Quaternário, que só ocorre de 25 em 25 anos, levando Katniss e Peeta de volta à Arena. Dessa vez os riscos são maiores, e não somente suas vidas estão em jogo, como também a de suas famílias.
    Repleto de novidades e muita ação, Em Chamas não dá chances para o leitor recuperar o fôlego; a aventura é perseguida por surpresas a todo instante, as quais se orquestram muito bem com um mar de criatividade e enigmas bem bolados. 
     O título é perfeito para a história, uma vez que em Jogos Vorazes Katniss era a faísca que se alastrou por toda Panem, que agora está em chamas.
     Este é um livro extremamente cativante e envolvente. É claro o amadurecimento dos personagens com o passar do tempo, e a qualidade da escrita de Collins me atraem demasiadamente. Gostaria de ver a autora futuramente mais presente na literatura juvenil, com outros títulos.
     Ansiosamente aguardando por "A Esperança".

Quer saber o que outros leitores estão comentando sobre este livro? Clique aqui.


Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Sunday, September 7, 2014

Jogos Vorazes, por Suzanne Collins



Sinopse
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

    Sempre tive muita vontade de ler a Saga de Jogos Vorazes, não só pela fama que esta série conquistou, tanto no meio literário quanto no meio cinematográfico, mas também por sua sinopse inédita. Amante de distopias, não tinha baixas expectativas para esta história, e Suzanne Collins não me decepcionou. 
     Katniss Everdeen vive num mundo pós apocalítico, que era antigamente conhecido como Estados Unidos. No país de Panem, há 12 distritos, e cada um deles é fortemente controlado pela Capital. Cada distrito é responsável pela produção de um produto ou bem de consumo específico, que são enviados a Capital, que por sua vez é o centro da riqueza e da sociedade elitizada. A maioria dos habitantes dos distritos vive em completa miséria, cenário contrastante com a realidade da Capital. Em meio a isso, há anos atrás os distritos organizaram um levante contra a Capital, no qual esta saiu vencedora, tendo destruído o antigo distrito 13, e estabelecido a implementação dos Jogos Vorazes. 
     Os Jogos Vorazes ocorrem todos os anos em Panem, e são como um lembrete a todos dos distritos de como estão submetidos às forças da Capital; são como uma punição que pagam pelos levantes organizado há anos atrás. Dois jovens, chamados de tributos, entre 12 e 18 anos são selecionados em cada distrito, sendo um menino e uma menina para participar obrigatoriamente dos Jogos, que são uma disputa em que somente um jovem sai vencedor, quando os demais estão mortos. Eles são submetidos a variados tipos de situações como fome, sede, lutas e todo tipo de coisa na Arena, espaço onde os Jogos se desenrolam, até que haja somente um sobrevivente. Este programa é nada mais nada menos que um bom retrato do que conhecemos hoje em dia como um reality show, que funciona como um entretimento para as elites da Capital.
     Para salvar a irmã, Katniss se voluntaria a tomar o seu lugar e ir para os Jogos Vorazes, acompanhada de Peeta Mellark, jovem filho do padeiro de seu distrito. O leitor embarca na aventura dos dois na Arena. Uma característica muito forte para mim deste livro é sua vivacidade. Nunca li uma história tão viva, tão acordada. A autora tem uma enorme capacidade de fazer o leitor se envolver com a história, a ponto de sofrer junto com os personagens, ou comemorar com eles em cada momento.
     Este é sim um dos melhores livros que já li. Não o classificaria como juvenil, pois trata de assuntos implícitos como o Controle Social, as ideias de Big Brother e o impacto que isso exerce nas pessoas, disfarçado em um enredo muito bom, incrementado com um romance delicioso e angustiante ao mesmo tempo.
     Impossível de largar do início ao fim, Jogos Vorazes deixa um legado muito bom para os próximo livros da série.



Quer saber o que outros leitores estão comentando sobre este livro? Clique aqui.

Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Saturday, July 26, 2014

Cidade da Penumbra, por Lolita Pille



Sinopse
Na Cidade de Clair-Monde, em um futuro próximo, sob uma espessa camada de nuvens e bruma, vivem os habitantes de uma cidade ideal na qual, para o bem de cada indivíduo, tudo o que pode ser prejudicial é proibido: os implantes bancários subcutâneos controlam os gastos, uma brigada antissuicídios fiscaliza as crises depressivas, a compatibilidade sexual é exibida em uma tela-rastreador portátil, as drogas são vendidas livremente, todos têm direito à cirurgia estética e à juventude quase eterna. Se não se deseja mais ser feliz, agora há escolha: viver nos confins da cidade, entre mortos-bancários, drogados, obesos, malucos. "Com a Clair-Monde, a felicidade não é mais uma utopia."Nessa sátira a uma sociedade utópica baseada na premissa da felicidade obrigatória, em uma atmosfera de policial noir, a autora faz referências a pesos-pesados da ficção científica, como Philip K. Dick, autor de Do Androids Dream of Electric Sheep?, o livro que inspirou o filme Blade Runner. Cidade da penumbra é um retrato muito bem-acabado do consumismo e do endividamento bancário, do uso indiscriminado de remédios e drogas e da ditadura da felicidade a qualquer preço. Ao lidar com esses temas que já assombram o presente, Lolita Pille cria polêmica e aborda o totalitarismo, o racismo, a desinformação, a vigilância big brother, as cibertecnologias e assim, mais uma vez, desafia convenções.


     Cidade da Penumbra sempre me chamou atenção por sua proposta de abordagem não tão cliché: uma governo totalitário que prega a felicidade a qualquer custo e uma sociedade cega entorpecida por todos os meios, vivendo sob o vício das drogas e sexo. Uma sociedade em que a depressão é a realidade comum em meio a uma falsa - e despercebida -felicidade anunciada. Se há uma forma correta de descrever este livro, diria que este é uma expressão dos diversos males mais profundos do ser humano. 
     A Cidade da Penumbra - Clair-Monde - recebe esse nome por justamente viver sob uma grande penumbra que não permite que seus moradores enxerguem ou tenham contato com o sol há um bom tempo; por conta disso, há grandes bolhas que objetivam gerar a iluminação que deveria ser do sol, recriando o céu. Consigo observar uma simples e significativa metáfora utilizada pela autora através deste símbolo: a verdade é tapada nesta cidade com uma penumbra que lhes cega e telas que tentam projetar a satisfação e felicidade imposta. 
     Uma série de medidas governamentais são tomadas visando o estabelecimento da plena felicidade: a legalização das drogas - tomadas até em refrigerantes -, a pedofilia, o direito a cirurgias plásticas e o serviço de proteção contra si mesmo (SPS). O trabalho escravo, a venda de crianças podem pagar dívidas; e o rastreador, equipamento eletrônico que cada morador possui, avisa sobre qualquer tipo de compatibilidade romântica.
    Em um certo dia, conhecido como o dia do apagão, quando as telas projetoras sofrem um blackout, um obeso comete suicídio. Há muito tempo enclausurado em casa, vivendo as contas de pensão por deformidade, Colin não aguentou ficar sem energia elétrica por alguns minutos - a televisão de realidade aumentada era seu refúgio. Para casos como este, é que existe a preventiva-suicídios, órgão dentro do SPS.  Este especificamente foi parar nas mãos de Syd Paradine. Alcoólatra e em processo de divórcio  com a filha do dono de metade da cidade - Aqui os casamentos expiram após 4 anos de união - ele se recusa a se adaptar as regras dessa sociedade, ignorando inclusive a Confissão obrigatória de 15 minutos diária em que todos os moradores devem despejar seus problemas e dificuldades para uma máquina. Essa sua percepção diferente daquele meio que o cercava é que o fez perceber algo estranho na cidade. Em meio a fugas e aventuras, Syd corre atrás de uma verdade, de uma clareza que não será fácil de ser achada nesta sociedade controlada por uma vigilância Big Brother.
     Lolita Pille tem uma forma própria e bem peculiar de escrita. Assim como os escritores de sua geração, ela não poupa o leitor da verdade. É direta e sincera. Aprecio esta forma de escrita, porém em alguns momentos do livros ele resultou em descrições grotescas e fortes. Sendo uma distopia bem tradicional, sou atraída pelo propósito do livro, porém a forma em que foi escrito tornou-o confuso, não sei se pela tradução do francês ou se pela própria escrita original. Este é um livro massivo, porém que vale a pena. 
     A história trata dos vícios e maldades que se encontram em cada ser humano, assim como das instituições falidas e governos falhos que encobrem todo o tipo de acontecimentos em benefício próprio. Além de destacar a dependência das pessoas e sua cegueira para o que é real.

Trechos: " Restrição da vida para proteção da vida"

Depressão pós-livro: 75%
Avaliação Final: 60%

Saturday, January 18, 2014

A Menina que não Sabia Ler, por John Harding

A Menina Que Não Sabia Ler


Sinopse
1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?


     John Harding surpreendeu-me e emocionou-me com uma história que eu diria levar uma pitada de Stephen King e A Menina que Roubava Livros.
    Florence, a menina que não sabia ler, ou até onde todos sabiam, ela não lia, é a protagonista de uma história que começa na Nova Inglaterra em 1891. Ela e seu irmão Giles são meio-irmãos órfãos de pai e de mãe, e vivem sob a custódia de seu tio, o qual sempre os negligenciou, numa mansão em Blithe que mais parece um castelo afastado da cidade. Por motivos até então desconhecidos, seu tio enviara ordens para que Florence nunca fosse alfabetizada. Quando seu irmão é enviado a uma escola na cidade, ela passa a fazer do tédio uma busca ao conhecimento. Aprende sozinha a ler, aprende vários idiomas e é apaixonada por vários livros e autores consagrados; porém, vive no dilema de esconder isso dos criados e funcionários da casa.
    Quando seu irmão é expulso da escola e lhe é conferida uma governanta, a vida de Florence muda. Após a morte da preceptora anterior na casa, a nova funcionária, sr.Taylor, traz um novo mundo de preocupações e horrores pra vida de Florence, e o único amigo que lhe resta, o único confidente, são os livros. 
     Florence reúne várias pistas e informações e arrisca-se a entender seu passado e seu presente: o que são as premonições com as quais ela vive? O que a nova preceptora esconde? Por que proibiram-lhe de ler?
    Todas essas informações são fervorosamente buscadas por Florence, e a história chega a um ponto em que o leitor deve decidir se o fim é fruto da imaginação da personagem, ou se de fato ocorreu. Uma questão fantasiosa pode ser interpretada de várias maneiras, e Florence deixa esse barco pro leitor responder.
     Não classifico "A Menina que não sabia Ler" como um livro extraordinário pelo seu tom subjetivo e fantasioso que ao mesmo tempo que pode encantar um leitor, pode desnortear outro. Este é o tipo de história que se encaixaria melhor nas telas de cinema do que nas páginas de um livro por simplesmente não carregar um significado maior consigo, e esse funcionamento é típico dos filmes: um enredo mais superficial do que histórias de livros.

Depressão pós-livro: 40%
      Avaliação Final: 77%        



Confira quem já leu e os comentários para este livro: Orelha de Livro.

Saturday, December 28, 2013

Roubada, por Lesley Pearse



Sinopse

Ao se aproximar, David percebeu, para seu horror, que era uma mulher. Suas pernas desnudas ainda estavam dentro da água e, quando as ondas chegavam, levantavam a saia do vestido e faziam com que se agitassem. A cabeça não ficou visível até que ele se aproximasse, e David percebeu que ela era jovem, com mais de 20 anos, esguia e bela, e que seu cabelo loiro havia sido cortado de forma descuidada e brutal. —Quem é você?—ele perguntou, abaixando-se ao seu lado nos pedriscos da praia, erguendo-a até que estivesse sentada e apoiada contra seu ombro. David tomou o pulso da mulher. Embora a pele dela estivesse fria como o gelo e muito enrugada por causa da submersão, ele conseguiu sentir uma pulsação leve.” Contrariando todas as expectativas, ela está viva, mas não faz a menor ideia de quem seja. Contudo, quando sua foto é colocada no jornal local, uma antiga companheira de trabalho no cruzeiro que fez pela América do Sul a reconhece. Quando uma bela moça loira foi encontrada desacordada em uma praia, ela não tinha nenhuma lembrança de quem era ou dos horrores pelos quais havia passado antes de chegar ali. A esteticista Dale não via Lotte Wainwright há tempos, mas, para seu pesar, reconheceu sua amiga na foto publicada pela imprensa local em um artigo que noticiava as misteriosas circunstâncias do aparecimento da jovem que, recentemente, havia dado à luz...

     Lesley Pearse, renomada autora inglesa que já vendeu mais de 7 milhões de cópias de seus escritos pelo mundo, os quais já foram traduzidos para 30 idiomas, encantou-me com a potencialidade de "Roubada". Não dava tantos créditos a este livro até que o li. Está aí uma autora que superou as expectativas.
     As melhores palavras para qualificar esta obra seriam "Agonia" e "Coragem". Lotte Wainwhright foi encontrada na beira da praia no litoral de uma cidade inglesa ainda viva e sofrendo de perda de memória. Ela não sabia quem era e nem o que lhe havia acontecido. Com o passar do tempo ela recobra algumas lembranças de um passado mais distante, mas nenhuma delas respondia a pergunta sobre o que aconteceu para ter sido jogada no mar. Com a divulgação do seu caso nos noticiários locais, alguns amigos seus aparecem e contam-lhe sobre um passado que ela não reconhece como seu. Ao descobrir no hospital que ela deu à luz a uma criança, ela passa a não dormir direito, pois não suporta a ideia de ter tido um filho e não saber nada sobre ele. Quando um homem aparece no hospital e tenta estrangulá-la, seu caso já aparece em noticiário nacional, e as investigações sobre seu passado aumentam. O que ela teria feito para que alguém a odiasse? Seria ela uma má pessoa? Todas essas perguntas e o sofrimento pelo qual a protagonista passou enchem as páginas de agonia. E o mais brilhante desta obra é que essa agonia, com o decorrer da história, transforma-se em coragem, quando a força feminina aparece intensamento até o fim do livro quando Lotte Wainwhright prova que a determinação de uma pessoa é capaz de ditar o seu futuro.
     Lesley Pearse envolve seus leitores em uma trama de passo forte, que é ao mesmo tempo envolvente e revoltante. A revolta surge quando o leitor percebe-se em um mar de injustiça, que apesar de ser somente uma obra fictícia, também está presente na realidade mundial. Porém, suas páginas envolventes são impossíveis de deixar de lado. O livro explora um pouco de tudo: romance, drama, assassinato, suspense, ação.
     Indico o livro a adultos e pessoas de pulso firme.


Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 90%

Monday, October 21, 2013

Sob a Redoma, por Stephen King


Sinopse

Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer.
Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade.
Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas.
No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.


     "Sob a Redoma" é um livro tão vigoroso e concreto que acabou por prender-me desde a sinopse, que de cara aborda um tema bem interessante: A pequena cidade do interior, Chester´s Mill, fora cercada por uma redoma da qual ninguém conhece e nem ouviu falar. Com o tempo, os habitantes da cidade percebem que terão de lutar pela sua sobrevivência dentro da redoma, uma vez que esta é permeável apenas por uma porção bem pequena de ar, e nada mais. Acidentes ocorrem, e muitos morrem. A redoma tem origem desconhecida, e atingiu animais, pássaros e pessoas que cruzavam a fronteira da cidade no momento em que caiu, e tornou-se ainda mais assustadora quando provocou acidentes aéreos e matou os que se aproximaram desta portando aparelhos eletrônicos.
     Durante esta crise, Big Jim Rennie, o segundo vereador da cidade, tenta estabelecer uma ditadura, controlando  a população. O medo aumenta quando percebem que, presos a redoma, seus recursos são limitados, como energia elétrica, saneamento, gás e comida. Fatores ambientais também vão se agravando com o decorrer dos dias: o ar torna-se bem poluído, e não há chuva. Dale Barbara, veterano da guerra do Iraque, é nomeado como coronel na cidade durante essa crise, e com a ajuda de Julia Shumway, editora do jornal da cidade, e outros importantes personagens, tentam descobrir a origem da redoma e como combatê-la, ao mesmo tempo que lutam contra os planos de Big Jim, que está disposto a tudo, até matar, para manter-se no controle.
     "Sob a Redoma" recordou-me do livro "Senhor dos mosquitos" (Lord of the Flies), que também retrata a espécie humana submetida a uma situação em que seus instintos falam mais alto quando o assunto é sobrevivência e poder, exposta ao seu mais íntimo ser.
     O livro possui 951 páginas de pura tensão e mistério, que prendem o leitor do início ao fim, fazendo-o refletir sobre o que a humanidade vem se tornando, e como somos frágeis. 
     Indico "Sob a Redoma" a um público mais maduro. A história também conta com uma adaptação para a TV, a série "Under the Dome", em inglês.

Trechos: " As ideias são como micróbios de resfriado: mais cedo ou mais tarde, alguém pega."
" Toda cidade tem as suas formigas, o que é bom, e os seus gafanhotos, que não são tão bons, mas nós podemos conviver com eles porque os entendemos e podemos obrigar que façam o que é melhor pra eles, mesmo que seja preciso apertar um pouco."
" Alguns homens são grandes, outros têm a grandeza lançada sobre eles."
" O medo era a emoção mais fácil para se trabalhar."
" A negação dá lugar à aceitação; a aceitação gera dependência."
" Não havia nada como um cenário de destruição para fazer todo mundo brincar de seguir o líder."



Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 100%
      

Thursday, September 12, 2013

O Caçador de Pipas, por Khaled Hosseini

                                             Sinopse
O livro conta a história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.
  
     "O Caçador de Pipas" consiste em uma narrativa emocionante do início ao fim, um incrível romance de estreia do autor Khaled Hosseini, que apesar de ter sido lançado em 2007, até hoje envolve leitores de todo o mundo.
     A obra trata da história de dois meninos afegãos, Hassan e Amir, que viviam na época de 1970, quando seu país ainda não havia sido tomado pelas forças do Talibã e dos ataques comunistas. Eles viviam uma vida feliz, apesar da grande diferença social que havia entre eles, por serem de classes e etnias diferentes. Eles viviam praticamente juntos e compartilhavam de uma boa amizade, porém, Amir sempre teve uma vida mais avantajada, por ter nascido rico e em uma boa família, mas não tinha o que mais queria que era a apreciação e o carinho de seu pai. Hassan, seu amigo hazara,sempre foi mais valente e corajoso, e sempre protegeu o amigo. Hassan é representado como uma alma ingênua e pura, de um caráter humilde.
     No inverno de 1975 ocorre um evento que mudaria a vida dos dois meninos para sempre; após um campeonato de pipas, Hassan prova sua lealdade e amizade por Amir, porém, acaba sendo traído por este, que tenta corrigir seus erros, que só se tornam maiores. Em um meio de traições e sofrimento, o Afeganistão é tomado pelas forças talibanesas, que trazem desgraças e mortes e destruição para os afegãos, que nunca mais viriam a vida que levavam até a época de 1970.
    Os dois meninos crescem, e Amir viaja para os Estados Unidos, e eles perdem o contato. Mas as lembranças sempre estiveram ali: erros do passado que atingiriam o futuro mais do que eles imaginavam. 
     O Caçador de Pipas foi escrito por um autor afegão que também viveu nos Estados Unidos, e leva o leitor a enxergar tudo o que ouve-se falar sobre a cultura muçulmana e os sofrimentos dos países do Oriente Médio de uma forma diferente, vemos tudo através do olhar deles, daqueles que estiveram lá e sofreram. O leitor tem a oportunidade de ser imergido na cultura afegã, com um texto rico em palavras em farsi, e items da cultura do Afeganistão. Através desses diferentes olhos, o leitor passa a enxergar como o Afeganistão era antes de ter sido tomado por forças opressoras, e após,  pode observar o impacto que isso teve na vida das pessoas que lá habitavam, e ainda, O Caçador de Pipas pode quebrar pré-conceitos que, inevitavelmente, (desde sempre e principalmente depois do ataque às Torre Gêmeas em 11 de Setembro de 2001), são encontrados no Ocidente em relação ao Oriente Médio. 
     Admiro muito esta obra de Khaled Hosseini, a qual me envolveu mais do que as expectativas que tinha pelo o livro. O Caçador de Pipas é uma leitura forte, e pesada, porém traz muitas boas mensagens, e possui uma trama envolvente, que prende o leitor do início ao fim.


Trechos: " E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é."
" Mas é melhor uma verdade que dói do que uma mentira que conforta."
" No Afeganistão, ter alguma coisa que viesse dos Estados Unidos,e , principalmente, que não fosse de segunda mão, era sinal de riqueza."
" Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça. Não há ato mais infame do que roubar."
" Pode ser injusto, mas o que acontece em poucos dias, às vezes até uma única vez, pode alterar o rumo da vida inteira, Amir."
" Sempre dói mais ter algo e perdê-lo do que não ter aquilo desde o começo."
" Mas o tempo pode ser uma coisa bem voraz - às vezes se apodera de todos os detalhes só para si mesmo. "
" Só permitem que alguém seja assim tão feliz se estão se preparando para lhe tirar algo."


Depressão pós-livro: 98%
Avaliação Final: 95%

    

Saturday, September 7, 2013

O Símbolo Perdido, por Dan Brown

                                             Sinopse
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.


     Como já era de se esperar, Dan Brown superou as expectativas para sua obra O Símbolo Perdido. Apesar de já ter lido outras obras renomadas do autor como "Anjos e Demônios" e "O Código da Vinci", e estar acostumada com a escrita de Dan Brown, me impressionei mais uma vez com sua capacidade de criar uma narrativa repleta de enigmas, suspense, e um mistério inteligente. O Símbolo Perdido narra mais uma aventura do professor e simbologista de Harvard Robert Langdon ao desvendar  mensagens ocultas e mistérios do passado - uma trama que envolve a irmandade da Francomaçonaria e a sua relação com os homens do poder e de maior prestígio dos Estados Unidos. A essência da história ocorre em volta da busca pelo desvendamento da antiga pirâmide maçônica que, segundo sua lenda, carrega uma mensagem para que, aquele que é merecedor, possa desvendá-la e alcançar o poder e o conhecimento para a apoteose - o fenômeno em que o homem torna-se um deus, através de um conhecimento supremo.
     O que sempre me cativa e torna as histórias de Dan Brown ainda mais interessantes são a sua associação de informações verídicas - como a Maçonaria e símbolos ocultos em cidades como Washington que remetem-nos a mistérios do passado à sua história. Esses fatos realmente existem e estão presentes na sociedade em que vivemos, e Dan Brown divulga como que o mundo pode ser visto através de outros ângulos e como isso pode mudar nossa percepção do mundo. Não acredito em todas as opiniões com referência religiosa e intelectual exibidas no livro, mas acho que cada leitor deve tirar proveito das mensagens de conhecimento que Dan Brown nos transmite, bastando filtrar aquilo que lhe pareça coerente a sua opinião; acho válido considerarmos tudo, e somente após conhecer, termos uma visão crítica.
     O Símbolo Perdido trata de alguns assuntos que não são muito divulgados, a história dos Estados Unidos, e como, desde a sua Independência pregava-se um país de fundações cristãs, porém seu próprio Capitólio, em Washington, serve como prova de que desde os seus fundadores, os Estados Unidos é envolvido com artes e magias ocultas que foram encobertas por sua faixada de país cristão - Na Rotunda do Capitólio dos EUA há uma pintura que demonstra o pai de sua nação, George Washington, com uma pedra angular, e a representação de deuses ao seu lado, que lhe trariam o conhecimento e a tecnologia àquele país.
      A história explora também um novo campo de estudo: a ciência noética, a qual envolve filosofia e ciência explorando a capacidade da mente humana trabalhar com pensamentos e estes, terem o poder de alterar o mundo físico. O Símbolo Perdido traz mensagens que estão diretamente ligadas à ciência noética, o que torna o livro ainda mais rico intelectualmente. 
        Um ponto em que não concordei com o livro foi na contradição em algumas mensagens transmitidas pela história envolvendo a Bíblia - o autor criticava a Bíblia implicitamente em alguns momentos, e em outros, quando era de seu interesse provar um ponto, usava-se de seus versículos para solidificar sua opinião.
     O Símbolo Perdido é uma leitura densa, repleta de informações e adrenalina - a história ocorre durante um dia em 489 páginas, o que faz o leitor ávido para virar a página a cada capítulo. O suspense está sempre presente, e revelações que mudam totalmente o caminhar da narrativa invadem os últimos capítulos do livro, o que cria no leitor um efeito de reconhecimento ao fato de que, ao mudar o ângulo em que vemos o mundo, tudo a nossa volta mudará também. Este é um livro que nos prende, devoramos cada capítulo e nos surpreendemos muito com cada um deles. Não vemos a hora de chegar no final, para descobrirmos qual é o símbolo tão importante que dá para quem o encontrar, tamanho saber. A cada capítulo você se surpreende mais do que no anterior, e o fim é totalmente inesperado. Nem em seus maiores devaneios, iria descobrir como termina esta história.
     Indico O Símbolo Perdido principalmente ao público adulto, por conter cenas fortes, de impacto. A história resultaria em uma ótima adaptação para o cinema. Dan Brown mais uma vez impressionou os leitores com sua capacidade de escrever conhecimento, mistério e suspense em uma só trama de dinâmica incessante.

Trechos: "Às vezes uma lenda que dura muitos séculos... tem um motivo para durar."
"Abram a mente, meus amigos. Todos nós tememos aquilo que foge à nossa compreensão."
"Quanto mais o homem aprendia, mais dava conta de sua ignorância."
"O conhecimento é uma ferramenta e, como todas as ferramentas, seu impacto está nas mãos do usuário."
"A aceitação generalizada de uma ideia não é prova de sua validade."
"A má compreensão dos símbolos de uma cultura é uma fonte comum de preconceito."
"A riqueza é algo comum, mas o saber é raro."
"As grandes mentes são sempre temidas pelas mais medíocres."
"Todas as grandes verdades são simples."
"Ás vezes basta uma ínfima mudança de perspectiva para vermos algo conhecido sob uma luz totalmente nova."
"Seremos capazes de projetar a realidade em vez de simplesmente reagir a ela."

     
     Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 95%

Tuesday, March 5, 2013

Promise Me, by Harlan Coben

Synopsis 
The school year is almost over. In these last pressure cooker months of high school, some kids will make the all too common and all too dangerous mistake of drinking and driving. But Myron is determined to help keep his friends’ children safe, and so he makes two neighborhood girls promise him that if they are ever in a bind but are afraid to call their parents, they will call him. Several nights later, the call comes at two a.m. The next day, a girl is missing, and Myron is the last person who saw her. Desperate to fulfill a well-intentioned promise turned horribly wrong, Myron races to find her before she’s gone forever. 





     As I knew from the second I got "Promise Me" from the bookshelf, this book became an "addictive page-turner" for me. Not just because Forbes or Entertainment Weekly said the same, but because Harlan Coben has always been a master in grabbing the reader with his fascinating suspense and involving mood. I've read other titles by Harlan Coben such as "Trust Me" and "When she was gone", both read in portuguese. Now I had the chance to read one of his most sold titles, "Promise Me" which I knew would be a great and smart story, especially because the main character is Myron Bolitar who is the main figure in other 6 books by Harlan Coben.
     The way Harlan Coben works with Myron Bolitar is amazing. His personality and thoughts are a huge part of the story. Myron has an incredible perceptive mind in which leads the reader to deep thoughts. 
     "Promise Me" could be said as a typical Coben's story. It starts with a simple point, a simple and innocent beginning about a promise made by Myron to help senior high-schoolers to prevent them getting in trouble for drinking and driving, and maybe, saving their lives. What Myron did not know when he made this promise was that it would initiate a whole set of entangled problems involving not just the girl's life, Aimee Biel, but also her family,doctor, teachers...
     The book summarizes itself as a pursue for Aimee Biel when she disappears after Myron's help, and he became the first target of the police and of her parents who begged him to help them find their daughter. Making another promise, Myron seeks the girl and tries to solve and understand the context she was involved in, as an detective.
     A brilliant point of this book is how the facts connect with each other in the end. What seemed to be impossible to make even a little bit of sense, after some conclusions, becomes clear and the reader realizes how the answer could have been right there, right in front of you, and Myron Bolitar comes as a smart and intelligent character who breaks the mystery step by step. 
     The book shows how we can change and how far we can go for whose we love. It is not a matter of just love, it is a natural instinct, especially from parents, how it is showed in the book.
     "Promise Me" as a Harlan Coben work, captures the reader and tells lessons revealed by mystery well told. 




Depression after the reading: 70%
Final Rating: 90%

Friday, February 15, 2013

O Código da Vinci, por Dan Brown


Sinopse
''Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. "O Código Da Vinci" prende o leitor da primeira à última página.''



     Não pensando em variar nem um pouquinho, Dan Brown continua lá em cima no meu conceito, em '' O Código da Vinci''.    Novamente, Brown narra uma ficção extremamente inteligente, que explora religião, história, simbologia e, é claro, aquela minúscula pitada de romance muito bem-vinda em meio a uma obra repleta de mistérios e suspense.
     'O Código da Vinci' se assemelha bastante a ' Anjos de Demônios', obra do mesmo autor, principalmente em sua parte inicial; começamos logo com um impacto, um assassinato, que dá origem a corridas contra o tempo que vão desvendando mistérios do passado, que vão chegando a vários ápices de intensidade, que acabam por desenbocar num final não esperado, porém inteligente, que por sua vez, nos engana com o próprio engano, e aí sim, o verdadeiro final é revelado. E ao final do livro é impossível o leitor não parar para refletir sobre várias questões que envolvem até sua existência e cultura.
    O livro se baseia na busca pelo Santo Graal, que na realidade, seriam documentos que afirmam que Jesus Cristo era casado com Maria Madalena, e teve decendentes. E ainda, o livro também afirma que a Bíblia Sagrada atual é como um 'copia e cola' resultante dos interesses do rei da época, que ia 'escolhendo' quais evangelhos pôr na Bíblia,de acordo com seus interesses. O cristianismo que conhecemos hoje, segundo Dan Brown, em sua metade, foi mesclado com a religião da época de Adoração ao Sol. Não é á toa que o 'Dia Sagrado' das religiões até hoje é o Domingo, que no inglês, se escreve Sun-Day, ou Dia do Sol.
     Dan Brown também explora o assunto sobre o controle que a Igreja Católica mantém sobre o mundo. A fé tornou-se algo político e uma forma de manipulação pela Igreja.  E acredito que, por isso, '' O Código da Vinci'' tenha feito mais sucesso do que ''Anjos de Demônios'', por tratar mais profundamente do campo da religião; pois na minha opinião, 'Anjos e Demônios'' vem com mais mistérios e especulações que têm mais a ver com a situação atual do mundo. Não desmerecenco, claro, ' O Código da Vinci' que também é uma obra fantástica.
     Por se tratar de assuntos bastante polêmicos, são inúmeros os livros e comentários que afirmam que as informação ditas como factuais no livro são falsas, e que tudo é uma farsa.  Acredito que nem tudo realmente seja verdade, mas acredito em grande parte, pois, em geral o livro afirma que ' Quem escreve a história é o vencedor', e isso é óbvio, podemos comprovar isso claramente hoje; até  mesmo no ''''''Descobrimento do Brasil'''''''', onde os portugueses Venceram, E ELES escreveram a história que hoje somos obrigados a saber. É facil identificarmos hoje os homens e sua ganância em busca principalmente de riqueza, prestígio e poder. 
      Apesar de não ser muito fã daqueles finais sugeridos pelos autores que dependem da sua imaginação para criá-los, posso dizer que Dan Brown soube lidar muito bem com isso. E aliás, ' O Código da Vinci' deixa um gostinho já de saudade das aventuras de Roberrt Langdon, que ainda bem, não acabam por aqui. 


Todo mundo adora uma conspiração.
Trecho: Os homens fazem muito mais o que temem, do que para obter o que desejam. 


Depressão pós-livro: 80%

Avaliação Final: 100%