Saturday, January 9, 2016

A Linha, por Teri Hall




Sinopse
Rachel vive com sua mãe na Propriedade. O lado bom é que o lugar fica longe da cidade, onde o governo opressivo é mais atuante. O lado ruim, pelo menos para a maioria das pessoas, é que fica perto da Linha – uma porção intransponível do Sistema de Defesa das Fronteiras Nacionais, uma barreira invisível que circunda todo o país.Ela pode ver a Linha através das janelas da estufa, mas está proibida de se aproximar dela. Apesar de Rachel ter ouvido incontáveis rumores sobre os perigos que existem do outro lado da Linha, ela nunca acreditou de fato neles. Até o dia em que ouve uma gravação que só poderia ter vindo de lá. É uma voz pedindo socorro. Quem enviou a mensagem? O que sua mãe estará escondendo? E até onde Rachel irá para fazer o que acha que é certo? Com uma narrativa impressionante, A Linha investiga o esforço de uma menina para tentar atravessar – não apenas a Linha, mas as barreiras que sua mãe traçou para protegê-la.


     Futurista, misterioso, distópico. Essas características de cara já me conquistaram quando esbarrei com este livro - em uma irresistível feirinha de rua. Em seu livro de estreia, resolvi apostar em Teri Hall, com altas expectativas.
     Rachel vive na Propriedade, espaço que compreende a casa de uma senhora para quem sua mãe trabalha, e onde ela acaba tendo de viver. Sem muitas informações sobre o mundo exterior, Rachel passa a maior parte do seu tempo na Propriedade, trabalhando na estufa e auxiliando sua mãe, a mesma pessoa que a ensina e passa matérias escolares. Nelas, ela aprende sobre um governo que está lá fora e é opressor com aqueles que não podem pagar por uma liberdade maior. Guerras do passado levaram à criação de uma Linha pelo governo, que delimita todo o território dos Estados Unificados, e nada nem ninguém pode ultrapassá-la, a não ser que possua uma autorização especial. Essa estratégia de controle do governo desperta muito o interesse de Rachel pelo mundo em que vive, e principalmente por ultrapassar as barreiras que sua mãe cria para protegê-la desse tempo em que vivem. 
     Há muitos rumores sobre o que há do outro lado da Linha. Centauros? Homens diferentes? Animais deformados? Rachel é uma menina curiosa que tenta a todo tempo desvendar o mundo. Muito tempo ela passa em frente a Transmissor - espécie de TV e computador do futuro, que está presente em todas as casas, e ao mesmo tempo que é uma porta de entrada para informações, é uma saída de informações para controle e domínio. O que você pesquisa, o que te interessa, se possui atividades suspeitas, tudo é observado pelo Governo e por seus Agentes. 
     No decorrer da história Rachel empreende uma busca por entender tudo ao seu redor, e um certo dia se depara com uma mensagem vinda aparentemente do outro lado da Linha, e isso a intriga a procurar por mais pistas. Em quem ela deve acreditar? No Governo? Em sua mãe que tenta protegê-la o tempo todo? Ou talvez nela mesma?
     Este livro trabalhou comigo num formato de uma mão dupla - ao mesmo tempo que sua temática me conquistou e inclusive foi ela que me chamou a atenção desde o início, ele trouxe uma certa pitada de decepção. Talvez por ser a escrita de estreia da autora, o livro dá muito foco na história pessoal dos personagens e deixa a desejar na caracterização da ambientação em que tudo se passa, que o que o livro traz de mais interessante, e também o que é ressaltado em sua sinopse. Contudo, ainda acho válida a sua leitura por uma questão de que distopias e livros futuristas abrem nossas mentes para novas possibilidades e para a visão crítica do mundo. Da forma que a humanidade se comporta e pensa atualmente, para onde vamos? Onde vamos chegar? Questionar já é um bom começo.



Trechos: "Você não vê? Não dá para ter coragem sem ter medo. Os corajosos sempre temem. Mas, mesmo assim, fazem o que é preciso."




Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 85%



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