Showing posts with label Aventura. Show all posts
Showing posts with label Aventura. Show all posts

Saturday, May 21, 2016

Cruzando o Caminho do Sol, por Corban Addison

Cruzando o Caminho do Sol

Sinopse

Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um...


     Se eu tivesse que descrever esse livro em uma única palavra, diria "poderoso". Há uma força, uma energia que percorre suas páginas que não sei exatamente de onde vem. Talvez dos mistérios do hinduísmo, do amor da fraternidade, ou da perseverança e desalento causados por uma tragédia. Esse é aquele tipo de livro  que costuma ser julgado pela capa, e acaba indo totalmente contra o que parece ser, confirmando o dito popular de que "as aparências enganam".
     Ahalya e Sita viviam uma boa vida no litoral de Chennai, no extremo sul da Índia com sua família. Seu bangalô localizava-se a 1,5 km da praia, onde sempre brincavam e passavam o tempo juntos. Numa manhã, de forma totalmente inesperada e brutal, o litoral onde vivem é atingido por um tsunami, devastando tudo o que elas conheciam como casa e proteção. Ao sobreviverem às grandes ondas com muita dificuldade, os primeiros golpes contra sua estabilidade vieram: seus pais e sua família estavam destroçados pela força das águas, seus corpos já sem vida. Dali em diante teriam somente uma à outra. A destruição de seu mundo só começara.
     Ao buscarem ajuda, foram terrivelmente enganadas e levadas para o caminho da escravidão sexual e abuso na cidade de Mumbai, a vários km de distância de Chennai, local onde a prostituição infantil é absurdamente proliferada. 
     Apoiando-se em sua fé em Lakshmi, uma deusa hindú, as jovens são submetidas a situações traumáticas e desumanas. A mais jovem, Sita, é comprada por um homem e seu destino por pelo menos dois meses resume-se em tráfico humano. 
     Enquanto isso do outro lado do mundo um advogado de uma empresa renomada, Thomas Clarke, passa por uma situação conflitante em sua vida profissional e pessoal. Sua esposa o abandonara e as peças do jogo não estavam favoráveis a ele em seu trabalho. Com os devidos encaminhamentos da vida (ou do autor), ele viaja à Índia para passar pelo menos um ano trabalhando em uma ONG que lida com o combate ao tráfico humano nas regiões mais vulneráveis da Índia. Aliado a isso, ele também pensa em resolver sua crise no casamento, visto que sua esposa é de origem indiana e agora vive novamente com a família. 
     As vidas das irmãs Ghai e de Thomas Clarke se conectam de uma forma brilhantemente traçada; enquanto as primeiras buscam desesperadamente por restaurar o que restou de suas vidas, o advogado busca um significado de fato pro que faz. Será que perder noites e fins de semana trabalhando no caso de vários clientes que prometem uma grande quantidade de dinheiro, ou em prol de um chefe que assegura uma promoção na empresa, à custo de destruir seu casamento e no fundo construir uma vida vazia, vale a pena? Será que seria o carma de Ahalya  perder sua família numa tragédia e ser explorada diariamente, além de se desesperar continuamente sobre o paradeiro de sua irmã? 
     "Cruzando o Caminho do Sol" é uma trama forte e muito bem trabalhada. E acima de tudo, levanta o debate e questionamentos sobre um dos maiores e horrendos problemas globais hoje em dia: comércio sexual de menores e tráfico humano. Admiro o autor por trazer à tona esse assunto muitas vezes evitado nas discussões internacionais, e até mesmo locais, por ser uma questão muito difícil de ser combatida e muito forte nas redes do submundo. É honrosa a capacidade que o autor teve de trabalhar esse tipo de questão, criar uma ficção que envolve o leitor absurdamente em uma aventura alucinante com um final 'esplêncido', e ainda, de conscientizar a comunidade literária sobre tais questões críticas. Mais do que interter, ele te toca. Ahalya e Sita nos mostram um mundo que a maioria de nós desconhece. Thomas nos ensina que viver uma vida vazia por um bem individual pode não ser o caminho mais certo. 
     Indico a leitura a jovens adultos e a todos aqueles que querem desenvolver uma melhor compreensão do outro. Não se arrependerão.



Trechos: "O submundo é tão grande quanto o mundo real."
" A guerra pode se vencida. Mas não colocando os traficantes atrás das grades. O tráfico vai acabar quando os homens deixarem de comprar mulheres. Até lá, o melhor que podemos fazer é vencer uma batalha de cada vez."



Depressão pós-livro: 100%

Avaliação Final: 100%

Sunday, April 10, 2016

Recomeço, por Cat Patrick






Sinopse

Tudo começou com um acidente de ônibus. Daisy Appleby era pequena demais para lembrar — tem apenas flashes do acidente que a matou, e de ter sido trazida de volta à vida. A partir daquele momento, ela se tornou uma das catorze crianças que fazem parte de um programa secreto do governo que visa aprovar um novo medicamento: o Recomeço.


     Sem dúvidas Cat Patrick, mesmo sendo uma autora de estreia já conquistou minha estante e meu alto conceito em leituras dinâmicas e criativas. Este é o segundo livro que leio dela, tendo ele mesmo sido escrito enquanto a autora ainda terminava o primeiro, Deslembrança. Ao meu ver, o que há de mais rico em suas histórias é o enredo, sempre muito criativo. É comum encontrarmos a mesma linhagem de histórias nas estantes de livrarias e bibliotecas, e o que gosto em Cat Patrick é o fato de que ela foge dessas linhagens normais, trazendo abordagens atrativas e diferentes.
     Daisy Appleby morreu quando tinha apenas 4 anos de idade em um acidente envolvendo seu ônibus escolar. Outras 14 crianças morreram junto com ela na ocasião. Hoje Daisy acaba de se mudar para Omaha, onde começará a construir sua vida mais uma vez. 
     Daisy e as outras 14 crianças do ônibus, logo após o acidente entraram para um programa secreto do governo chamado Recomeço. Como cobaias de testes de laboratório, estas crianças foram submetidas ao medicamento de mesmo nome (Recomeço), que visa dar um fim à morte. Ao morrerem no acidente, foram 'ressucitadas' pelo remédio. O governo possui a intenção de liberá-lo a toda população, mas enquanto ele ainda está em fase de testes, é extremamente secreto e sua existência não pode ser revelada.
      Após ser picada por abelhas em sua antiga cidade, Daisy morre novamente, sobrevive graças ao Recomeço, e ela e sua família (agentes do governo) começam uma nova vida com novos nomes em Omaha. Nessa nova cidade, a jovem constrói uma forte amizade com Audrey, que se torna sua primeira amiga fora das crianças do ônibus. Ela, por sua vez, sofre de câncer, e a incapacidade de Daisy de usar o Recomeço na amiga desperta uma onda de questionamentos acerca de tudo em que ela já acreditou. 
     Ao aproximar-se da amiga e apaixonar-se pelo irmão dela, com seus novos laços Daisy passa a questionar e descobrir informações acerca do programa Recomeço que não fazem sentido, e podem por em risco tudo o que ela acreditava, e em risco toda a sua vida - neste caso, não a vida física, mas a história que ela construiu até hoje.
     Em uma aventura de descobertas e questionamentos, Daisy descobre o verdadeiro amor e amizade e o poder que eles têm em mudar nossas vidas. Indicado para todas as idades, Recomeço é uma leitura fácil, dinâmica e criativa.




Depressão pós-livro: 60%
Avaliação Final: 85%
     
     

As Consequências do amor, por Sulaiman Addonia



Sinopse

Jidá, fim dos anos 1980. Depois de turbulência política em sua terra natal, Naser, um jovem eritreu de 20 anos, foi obrigado a emigrar para a Arábia Saudita. Lá as mulheres vivem escondidas sob véus, os homens possuem plenos poderes, e a justiça dos ricos e poderosos prevalece. Naser cresceu em um clima brutal; seus menores gestos e movimentos são vigiados pela polícia religiosa, enquanto a vida é ritmada pelos sermões estridentes do implacável imame da mesquita local. Inesperadamente ele recebe uma mensagem de amor escrita por uma desconhecida. Desafiando políticos e líderes religiosos, Naser se entrega a essa paixão, arriscando sua vida se for descoberto. Uma comovente história de amor proibido, em uma Arábia Saudita efervescente e opressiva.


     Um dos livros mais surpreendentes que já li. Uma história que contraria clichés islâmicos e amores proibidos; que tem o poder de tocar em qualquer leitor apaixonado pelo amor - ou pela sagacidade em persegui-lo como seu último fim. 
     "As Consequências do Amor" foi um livro que comprei por acaso e fiz leitura conjunta com uma amiga muito querida. Primeira experiência que tenho do tipo, e que diga-se de passagem, mostrou-se ser uma estratégia muito enriquecedora.
     Naser é um rapaz eritreu que ainda quando criança foi obrigado a deixar a mãe em sua terra natal, e emigrar para a Arábia Saudita por motivos de conflitos políticos, onde passou a viver com seu tio e seu irmão mais novo. Em Jidá a vida não era fácil; os mais ricos e poderosos ditavam as leis e os civis eram controlados por um sistema de polícia religiosa que visava garantir o cumprimento das 'leis da fé' estabelecidas com base no 'Islã'. Nem perto do amor e da compaixão pregados por essa crença, esse sistema tinha a real intenção de controlar os cidadãos moradores daquela região, e seu modo de vida.
     Com um background de perdas, dificuldades econômicas, abusos sexuais e injustiças, Naser não mantinha uma forte crença na religião que lhe era imposta por seu país, mas tinha aceso dentro de si uma busca pelo amor, o qual ainda era uma incógnita. A Arábia Saudita, diferente da Eritreia, mostra-se como uma nação de dominação patriarcal, onde o valor feminino é reduzido, muitas vezes inexistente e escondido. Por baixo dos véus rigorosamente arranjados para que as feições femininas não 'provoquem os homens', as mulheres formavam um grupo paralelo à existência e predominância masculina nas lideranças e nas ruas. 
     Mesmo nesse contexto controlado por ricos, poderosos, líderes e polícia religiosa, um ato de rebeldia perante a esse sistema é realizado por uma jovem de coragem, ao deixar cair um bilhete de amor ao caminhar, aos pés de Naser. Poderia ser uma armadilha da polícia? Ou uma zombação?
     Determinado a acreditar que o amor puro poderia existir, eles começam a se comunicar por bilhetes e estratégias bem calculadas para não serem pegos. E aqui está a prova da força do amor e do quanto esta pode nos alimentar nos momentos em que mais precisamos de força. Esse foi o instante em que a história de Naser de fato me conquistou; esse jovem casal lutava para burlar esse sistema que não permitia que se vissem. De pouco a pouco foram ganhando confiança um no outro, de modo que Naser passou a vestir-se com o véu (abaya) para conseguir permissão de entrada na casa da jovem, pela ala feminina. 
     O próprio ato de se comunicarem já era um desafio e prova de amor por ele mesmo. A vida da jovem desconhecida e de Naser começava a tomar rumos que sempre sonharam ao entregarem-se a essa paixão repentina, mas agora lidam com um jogo de estratégias e audácia para não serem descobertos. A jovem, por sua vez apresenta-se como uma pensadora crítica, ao apoiar a força feminina e não baixar a cabeça para o sistema que a oprime como ser humano.
     Além de um simples amor proibido e ideologia Islâmica, esta é uma história de inteligência sentimental. E o que torna o livro ainda mais rico em seus termos, é o fato de que o autor, Sulaiman Addonia, tenha nascido na Eritreia e vivido também em Jidá, na Arábia Saudita. Muitas vezes nos deparamos com histórias que abordam esses temas polêmicos, contudo são escritas não por nativos de seus meios, mas por ocidentais, que além de serem influenciados pela visão de sua própria cultura, carregam uma bagagem alimentada por uma mídia julgadora, que ao moldarem as notícias e fatos, em conjunto, tornam quase impossível que haja imparcialidade na abordagem de assuntos delicados referentes ao estilo de vida de países africanos e do Oriente Médio. 
    Um ponto interessante é como o autor deixa claro em vários momentos da história a hipocrisia que há por trás de toda a máscara religiosa de conduta correta, existente principalmente entre o imame e seus colaboradores nas mesquitas e a polícia religiosa. Sendo ele mesmo nativo dessa região, não podemos afirmar que estas informações sejam de caráter injusto. 
     Penso que talvez esta tenha sido a própria história de vida de Sulaiman Addonia. Por que não? Enquanto estamos cercados pela mídia ocidental e concepção popular que traz a ideia de inferiorização do povo de crença islâmica, é saudável que nos cerquemos do pensamento crítico e de pesquisas de fontes confiáveis acerca desse assunto.
Sobretudo, apesar de um contexto triste, esta história nos conquista e nos puxa página após página, sendo a coragem um grande atrativo ao ser humano, principalmente quando ela lhe é necessária para viver. 
     

Trechos: " - A lei, filho - respondeu-me com um suspiro -, só é aplicada contra os pobres e estrangeiros, não serve para os ricos nem para a família real."
" E como pode afirmar que a razão para impedir as mulheres de serem governantes é que somos emocionalmente fracas e sangramos? Se ele conseguisse enxergar, poderia subir ao minarete de sua mesquita e olhar para o outro lado do Mar Vermelho na direção dos países africanos, onde muitas rainhas governaram alguns dos mais eminentes reinos que já existiram. Se alguém lesse para ele livros sobre a história desses países, ele conheceria Sabá, Cleópatra, Nefertiti, bem como saberia que o antigo reino de Núbia foi controlado por rainhas durante um período muito maior que os anos que ele tem de vida."



Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 100%



Saturday, January 9, 2016

A Linha, por Teri Hall




Sinopse
Rachel vive com sua mãe na Propriedade. O lado bom é que o lugar fica longe da cidade, onde o governo opressivo é mais atuante. O lado ruim, pelo menos para a maioria das pessoas, é que fica perto da Linha – uma porção intransponível do Sistema de Defesa das Fronteiras Nacionais, uma barreira invisível que circunda todo o país.Ela pode ver a Linha através das janelas da estufa, mas está proibida de se aproximar dela. Apesar de Rachel ter ouvido incontáveis rumores sobre os perigos que existem do outro lado da Linha, ela nunca acreditou de fato neles. Até o dia em que ouve uma gravação que só poderia ter vindo de lá. É uma voz pedindo socorro. Quem enviou a mensagem? O que sua mãe estará escondendo? E até onde Rachel irá para fazer o que acha que é certo? Com uma narrativa impressionante, A Linha investiga o esforço de uma menina para tentar atravessar – não apenas a Linha, mas as barreiras que sua mãe traçou para protegê-la.


     Futurista, misterioso, distópico. Essas características de cara já me conquistaram quando esbarrei com este livro - em uma irresistível feirinha de rua. Em seu livro de estreia, resolvi apostar em Teri Hall, com altas expectativas.
     Rachel vive na Propriedade, espaço que compreende a casa de uma senhora para quem sua mãe trabalha, e onde ela acaba tendo de viver. Sem muitas informações sobre o mundo exterior, Rachel passa a maior parte do seu tempo na Propriedade, trabalhando na estufa e auxiliando sua mãe, a mesma pessoa que a ensina e passa matérias escolares. Nelas, ela aprende sobre um governo que está lá fora e é opressor com aqueles que não podem pagar por uma liberdade maior. Guerras do passado levaram à criação de uma Linha pelo governo, que delimita todo o território dos Estados Unificados, e nada nem ninguém pode ultrapassá-la, a não ser que possua uma autorização especial. Essa estratégia de controle do governo desperta muito o interesse de Rachel pelo mundo em que vive, e principalmente por ultrapassar as barreiras que sua mãe cria para protegê-la desse tempo em que vivem. 
     Há muitos rumores sobre o que há do outro lado da Linha. Centauros? Homens diferentes? Animais deformados? Rachel é uma menina curiosa que tenta a todo tempo desvendar o mundo. Muito tempo ela passa em frente a Transmissor - espécie de TV e computador do futuro, que está presente em todas as casas, e ao mesmo tempo que é uma porta de entrada para informações, é uma saída de informações para controle e domínio. O que você pesquisa, o que te interessa, se possui atividades suspeitas, tudo é observado pelo Governo e por seus Agentes. 
     No decorrer da história Rachel empreende uma busca por entender tudo ao seu redor, e um certo dia se depara com uma mensagem vinda aparentemente do outro lado da Linha, e isso a intriga a procurar por mais pistas. Em quem ela deve acreditar? No Governo? Em sua mãe que tenta protegê-la o tempo todo? Ou talvez nela mesma?
     Este livro trabalhou comigo num formato de uma mão dupla - ao mesmo tempo que sua temática me conquistou e inclusive foi ela que me chamou a atenção desde o início, ele trouxe uma certa pitada de decepção. Talvez por ser a escrita de estreia da autora, o livro dá muito foco na história pessoal dos personagens e deixa a desejar na caracterização da ambientação em que tudo se passa, que o que o livro traz de mais interessante, e também o que é ressaltado em sua sinopse. Contudo, ainda acho válida a sua leitura por uma questão de que distopias e livros futuristas abrem nossas mentes para novas possibilidades e para a visão crítica do mundo. Da forma que a humanidade se comporta e pensa atualmente, para onde vamos? Onde vamos chegar? Questionar já é um bom começo.



Trechos: "Você não vê? Não dá para ter coragem sem ter medo. Os corajosos sempre temem. Mas, mesmo assim, fazem o que é preciso."




Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 85%



Friday, May 15, 2015

The Death Cure, by James Dashner





Synopsis
     It´s the end of the line. WICKED has taken everything from Thomas: his life, his memories, and now his only friends - the Gladers. But it´s finally over. The trials are complete, after one final test. What WICKED doesn´t know is that Thomas remebers far more than they think. And it´s enough to prove that he can´t believe a word of what they say. Thomas beat the Maze. He survived the Scorch. He´ll risk anything to save his friends. But the truth might be what ends it all. The time for lies is over.


      I always wondered what it would be like to find a new beginning for a humanity that chased its own destruction because of the hypocrisy and selfishness in its heart. How long could humans live for with a mentality of power that was always present throughout their whole history? How far would go their hearts to overpower their rationality? All these questions pop up in the minds of the Deth Cure´s readers. This is a dystopia and if there´s something I most like about them is how they bring us out of the box and to think of our roles in the world.
     In the third book of the Maze Runner series, Thomas and his friends keep proving us how strong they are - and I don´t mean the strength we get for having muscles, but the one you conquer by being smart. They never gave up fighting against what they believed. WICKED proved to be lying and Thomas never doubted his remaining memories. 
    They are finally able to see what the world really looks like, how it is after the great catastrophe. The only possible ending for the human race is more destruction; the Flare is uncontrollable, and the resources that are left are being wasted in a cruel project which is far from finding a cure. 
     The truth is terrifying, and there´s no turning back now. Thomas and his friends are the only hopes, and it will take courage and humility from someone we wouldn´t expect it to come from - to save the human race. And far more than that, I can´t help but wonder: is it possible to find a new beginning for humans, if we still carry the same hearts and desires of power? Would it be a happy ending or just a different part of the cycle? 




Depression after reading: 100%
Final Rating: 99%
     

The Scorch Trials, by James Dashner




Synopsis
     Solving the Maze was supposed to be the end. Thomas was sure that escape from the Maze wouldn´t mean freedom for him and the Gladers. But WICKED isn´t done yet. Phase Two has just begun. The Scorch. There are no rules. There is no help. You either make it or die. The Gladers have two weeks to cross the Scorch - the most burned-out section of the world. And WICKED has been sure to adjust the variables and stack the odds against them. 

     After swallowing every page of The Maze Runner book 1, it couldn´t be diffetent with The Scorch Trials. James Dashner has an incredible pace of writing that mesmerizes the reader in a way you can´t leave the book before you´re done with it - or until you know there´s a book 2.
     Holding the hope that finding the Maze´s exit would be the end of all the Gladers´s suffering wasn´t enough. James Dashner didn´t spare Thomas and his friends on his creativity as a writer. Now the challenges are bigger and deeper, and there´s no rule or no help. The Gladers now are obligated to go through the Scorch and face the worst place on earth to be at - a burned landscape area where danger could come from every direction. Although they had a choice to either go or not to the Scorch, they were promised to be given the cure for the Flare - the awful virus that took control of a great part of the population after the Sun flares burned the earth. The human race is fading and now they can see it with their eyes, and now they have no choice but cooperate with WICKED in order to try to have a "normal" life.
     What the reader does not expect to see is the testing of how far a friendship can go. How can you be sure someone is loyal to you when you do not even remember your past? One of the tests the Scorch promotes is about the strength of the Gladers´s friendship, combined with many other peculiarities in order to examine their actions to a bigger purpose. Will all of this effort be worth it?
     The author proves again his ability to write in a fast-paced rythm and conquers the reader with it, though sometimes the sequence of events can be overwhelming and lead to a exhaustive reading. Thinking out of the box is still present in book 2, but mostly of all, it makes the public think about how far humans can go in a limited world and their unlimited selfishness. I wonder if all the dystopias aren´t just what the future holds for us. Maybe they are. 



Depressions after reading: 100%
Final Rating: 98%


Tuesday, April 28, 2015

The Maze Runner, by James Dashner




Synopsis
When Thomas wakes up in the lift, the only thing he can remember is his first name. His memory is blank. But he’s not alone. When the lift’s doors open, Thomas finds himself surrounded by kids who welcome him to the Glade—a large, open expanse surrounded by stone walls. Just like Thomas, the Gladers don’t know why or how they got to the Glade. All they know is that every morning the stone doors to the maze that surrounds them have opened. Every night they’ve closed tight. And every 30 days a new boy has been delivered in the lift. Thomas was expected. But the next day, a girl is sent up—the first girl to ever arrive in the Glade. And more surprising yet is the message she delivers. Thomas might be more important than he could ever guess. If only he could unlock the dark secrets buried within his mind.

     The Maze Runner was not even a bit a surprise. Compared to Divergent and The Hunger Games, it thrilled me that I would be emerged in the dystopic futuristic society type of reading again, which amazes and always inspires me to think out of the box. The Maze Runner is the kind of book I would say that pushes further my thoughts and ideas. 
    Mystery I believe is the best word to define this wonderful story. You never now what is to come, what you are supposed to expect, much less do the characters. The very first chapter already presents a mystery: Thomas is being lifted by an elevator and is in total panic. He gets to a glade - the Glade - and realizes his memory got wiped up. He does not remember who he is, where he had come from, or where he is. Nothing seems familiar. Adding more mystery to it, he is pulled out of the elevator box by a bunch of boys of all ages, but all are young like him, and they also do not know a thing about their lives or the purpose of them being there. 
     The boys have built their own way of living, have created an hierarchy and job functions for each one in the Glade. Thomas soon understands they are surrounded by a maze and that they are expected to find its exit. Also, every month the elevator box goes up with a new boy, exactly thirty days. Although they had been stuck in the Glade for about two years, things start to change after Thomas´s arrival. The next day he gets to the Glade, the box lifts again and a girl shows up - the first girl. She comes in a coma stage and wrapped around her hand there is a piece of paper carrying a message. 
     The Creators change the course of events in the Glade. The gladers are now forced to find a solution for their situation. But now that things have changed forever, no one knows exactly how to act or what to expect. Still, why are they there for? Some attribute it to Thomas´s coming to the Glade. Everything had changed since then. 
     Completly praised by the media, The Maze Runner has an enlightening plot, and I shall warn you dear reader, it´s vicious. Getting addicted to enveil mysteries and think out of the box when reflecting about a likely future for the humanity isn´t hard.
     I totally recommend this reading to all those who are not frightened to find out the truth. 




Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%


Monday, December 8, 2014

Malala, por Viviana Mazza



Sinopse
Malala tinha apenas 11 anos de idade quando decidiu levantar sua voz e lutar para que mulheres e meninas tivessem os mesmos direitos que os homens em seu país, o Paquistão. Com o apoio de sua família, Malala escolheu a gritar um basta às diferenças. Lutou sem armas ou violência, com a coragem das palavras e da educação, com a força da verdade e da inocência. Aos quinze anos, em um dia como outro qualquer a caminho da escola, Malala descobriu que o Talibã queria matá-la. De maneira grandiosa e emocionante, este livro revela a trajetória, os medos e os sonhos da mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

     
     Malala, a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, também conhecida como a menina mais corajosa do mundo. Malala encantou famílias, pais, crianças e jovens de todo o mundo ao levantar sua voz contra a repressão que sofria no Paquistão. Este livro de Viviana Mazza traz um apanhado da trajetória da mocinha desde antes ela ser reprimida em seu próprio país.
     Para início de conversa, creio que a autora escolheu uma boa forma de apresentar a vida de Malala, através de uma história de fato tratada como se fosse ficção. Dessa forma, o leitor compreende ainda melhor como teria sido para a jovem tomar a frente dos problemas que seu país enfrentava. 
     Malala era uma jovem como qualquer outra aos 11 anos. Ela brincava, passava o tempo com as amigas e ia a escola. Essa realidade mudou quando o Talibã simplesmente passou a proibir meninas e mulheres de estudarem. O Talibã era um grupo político e religioso que estava em constante confronto com o governo do Pasquistão, como um poder paralelo na região. Os desequilíbrios econômicos e sociais do país levaram à aderência de várias pessoas ao Talibã, que de início apresentava uma proposta atraente, e que com o tempo, tornou-se exigente e conservador. Quando eles emitiram o decreto de que as meninas e mulheres não poderiam nem mais sair de casa, Malala resolveu levantar sua voz em defesa de seus direitos de estudar e todas as jovens de seu país. Seu pai era dono de uma escola de maioria feminina, e tinha contato com um jornalista inglês, quem foi o meio pelo qual a jovem se comunicou e desabafou ao mundo a respeito da repressão sofrida pelas cidadãs de seu país.
     Viviana Mazza traz ao leitor a prova de que Malala é um grande exemplo de liderança e pensamento crítico. O mundo deve espelhar-se em jovens como esta, que acham válido arriscar sua própria vida em prol da justiça. Já aos 15 anos, Malala foi atacada por um membro do Talibã quando ia para a escola, levando um tiro em uma van. 
     Malala vive atualmente na Inglaterra, estuda como uma jovem normal, e foi recentemente, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, com todo o direito. Que sigamos mais exemplos como este que abrem nossa visão não para o comodismo, mas sim para a libertação da mente e da alma. 



Depressão pós-livro:60%
Avaliação Final: 90%

Monday, October 27, 2014

Adeus à Humanidade, por Marcia Rubim




Sinopse
Uma paixão acendendo após mais de um século de escuridão.Uma doença atual apagando a luz de uma vida.Somente sua mordida poderia curá-la.Apenas seu tipo sanguíneo seria capaz de matá-lo. Como um amor tão improvável sobreviveria? Do que você seria capaz de abdicar para salvar e vivenciar, mesmo que por pouco tempo, um amor jamais sentido antes? Da cura de milhares de humanos? Da própria vida? Stephanie tinha todos os motivos do mundo para não acreditar em seres míticos ou na felicidade, mas vai descobrir que estava totalmente enganada. Sua alma-gêmea existe! O problema é que a linha do tempo que a separa do amor eterno é muito tênue. E somente um milagre possa uni-los novamente. 

     Se há uma palavra que descreve bem minha reação a este livro é surpresa. Que a literatura nacional é tremendamente desvalorizada em meio aos best-sellers mundiais é um fato. Entretanto, esta história quebrou todas as expectativas que já tive na vida por um livro brasileiro, e dá de dez a zero em muitos contos da literatura estrangeira.
     Stephanie (minha xará!) era uma jovem que vivia uma vida confortável. É amante de fotografia, e nunca soube exatamente o que fazer da vida. Ao ganhar um concurso do mesmo ramo, recebeu como prêmio uma viagem para Miami, onde aproveitou para visitar seu pai, e com o tempo, acabou optando por ficar e fazer uma graduação em enfermagem. Após a ocorrência de uma tragédia no Brasil, ela teve de voltar imediatamente, deixando para trás sua vida como sempre conhecera.
     Agora passando por dificuldades, Stephanie trabalha em um hospital de São Paulo, onde tem de se submeter a situações de trabalho horríveis. Dr. Richard, o médico com quem trabalha é um profissional de extrema exigência, e nenhuma enfermeira gosta de trabalhar com ele, apesar de sua beleza estarrecedora e atraente. Stephanie passa por maus pedaços, e com o tempo, descobre um amor onde pensava não poder existir. Ela encara um jogo de conhecimento próprio, além entender o significado de amor incondicional.
     Repleto de mistérios que vão se desvendando aos poucos, Adeus à Humanidade é uma história intensa. Um romance intenso. Qualquer leitor digno de emoção se encontrará envolvido demais com a história, que aliás possui um poder de "depressão pós-livro" magnífico. Nunca havia provado de tal poder oriundo de um livro nacional, e fico mais contente ainda por tal.
     A autora sobre combinar muito bem várias áreas da vida, deixando o leitor ávido por saber o que vem adiante, além do perfeito envolvimento com o enredo. Mal posso esperar para as continuações!


Trecho: "Não importa a eternidade que leve até que se encontre o verdadeiro amor, e sim a intensidade com que o sentimos quando ele se manifesta em nossas vidas."



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 90%

Saturday, September 13, 2014

Em Chamas, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o terceiro Massacre Quaternário, uma edição da luta na arena com regras ainda mais duras que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

   
     Depois de uma aprovação quase instantânea de Jogos Vorazes, Em Chamas seguiu o mesmo ritmo, e quando parei de ler, já estava totalmente imersa no mundo de Katniss. Mais uma vez.

     Depois de vencer a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes com um ato de inteligência e ingênuo ataque contra a Capital, Katniss volta pra casa com um fardo maior do que o que esperava: sua atitude na arena incentivou multidões nos distritos a organizarem levantes contra a Capital. A partir disto, ela e sua família e amigos não estão mais seguros, e cada ação sua pode trazer mais problemas para aqueles que ama.
     Enquanto encontra-se numa situação complicada entre Gale e Peeta, a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes chega com o Massacre Quaternário, que só ocorre de 25 em 25 anos, levando Katniss e Peeta de volta à Arena. Dessa vez os riscos são maiores, e não somente suas vidas estão em jogo, como também a de suas famílias.
    Repleto de novidades e muita ação, Em Chamas não dá chances para o leitor recuperar o fôlego; a aventura é perseguida por surpresas a todo instante, as quais se orquestram muito bem com um mar de criatividade e enigmas bem bolados. 
     O título é perfeito para a história, uma vez que em Jogos Vorazes Katniss era a faísca que se alastrou por toda Panem, que agora está em chamas.
     Este é um livro extremamente cativante e envolvente. É claro o amadurecimento dos personagens com o passar do tempo, e a qualidade da escrita de Collins me atraem demasiadamente. Gostaria de ver a autora futuramente mais presente na literatura juvenil, com outros títulos.
     Ansiosamente aguardando por "A Esperança".

Quer saber o que outros leitores estão comentando sobre este livro? Clique aqui.


Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Sunday, September 7, 2014

Jogos Vorazes, por Suzanne Collins



Sinopse
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

    Sempre tive muita vontade de ler a Saga de Jogos Vorazes, não só pela fama que esta série conquistou, tanto no meio literário quanto no meio cinematográfico, mas também por sua sinopse inédita. Amante de distopias, não tinha baixas expectativas para esta história, e Suzanne Collins não me decepcionou. 
     Katniss Everdeen vive num mundo pós apocalítico, que era antigamente conhecido como Estados Unidos. No país de Panem, há 12 distritos, e cada um deles é fortemente controlado pela Capital. Cada distrito é responsável pela produção de um produto ou bem de consumo específico, que são enviados a Capital, que por sua vez é o centro da riqueza e da sociedade elitizada. A maioria dos habitantes dos distritos vive em completa miséria, cenário contrastante com a realidade da Capital. Em meio a isso, há anos atrás os distritos organizaram um levante contra a Capital, no qual esta saiu vencedora, tendo destruído o antigo distrito 13, e estabelecido a implementação dos Jogos Vorazes. 
     Os Jogos Vorazes ocorrem todos os anos em Panem, e são como um lembrete a todos dos distritos de como estão submetidos às forças da Capital; são como uma punição que pagam pelos levantes organizado há anos atrás. Dois jovens, chamados de tributos, entre 12 e 18 anos são selecionados em cada distrito, sendo um menino e uma menina para participar obrigatoriamente dos Jogos, que são uma disputa em que somente um jovem sai vencedor, quando os demais estão mortos. Eles são submetidos a variados tipos de situações como fome, sede, lutas e todo tipo de coisa na Arena, espaço onde os Jogos se desenrolam, até que haja somente um sobrevivente. Este programa é nada mais nada menos que um bom retrato do que conhecemos hoje em dia como um reality show, que funciona como um entretimento para as elites da Capital.
     Para salvar a irmã, Katniss se voluntaria a tomar o seu lugar e ir para os Jogos Vorazes, acompanhada de Peeta Mellark, jovem filho do padeiro de seu distrito. O leitor embarca na aventura dos dois na Arena. Uma característica muito forte para mim deste livro é sua vivacidade. Nunca li uma história tão viva, tão acordada. A autora tem uma enorme capacidade de fazer o leitor se envolver com a história, a ponto de sofrer junto com os personagens, ou comemorar com eles em cada momento.
     Este é sim um dos melhores livros que já li. Não o classificaria como juvenil, pois trata de assuntos implícitos como o Controle Social, as ideias de Big Brother e o impacto que isso exerce nas pessoas, disfarçado em um enredo muito bom, incrementado com um romance delicioso e angustiante ao mesmo tempo.
     Impossível de largar do início ao fim, Jogos Vorazes deixa um legado muito bom para os próximo livros da série.



Quer saber o que outros leitores estão comentando sobre este livro? Clique aqui.

Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Sunday, August 3, 2014

Divergent, by Veronica Roth




Synopsis
In Beatrice Prior's dystopian Chicago, society is divided into five factions, each dedicated to the cultivation of a particular virtue—Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). On an appointed day of every year, all sixteen-year-olds must select the faction to which they will devote the rest of their lives. For Beatrice, the decision is between staying with her family and being who she really is—she can't have both. So she makes a choice that surprises everyone, including herself.
During the highly competitive initiation that follows, Beatrice renames herself Tris and struggles to determine who her friends really are—and where, exactly, a romance with a sometimes fascinating, sometimes infuriating boy fits into the life she's chosen. But Tris also has a secret, one she's kept hidden from everyone because she's been warned it can mean death. And as she discovers a growing conflict that threatens to unravel her seemingly perfect society, she also learns that her secret might help her save those she loves . . . or it might destroy her.


     I can´t find a better way to start this review but admitting: This is the second best book I´ve read in my life. Divergent has played a big role on changing my point of view about how to control myself and how I should analyse the world we live in. It was such a great experience to read it. It isn´t just a surprisingly teenager adventure - it goes further than that - it´s about making choices and understanding others. 

      Beatrice lives in a society which is divided into five factions, each connected to a different value - Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). When kids turn sixteen, they´re supposed to take an aptitude test and choose a faction to belong in. Beatrice is naturally from Abnegation, but she isn´t satisfied with the life she has got - the rules she has to follow hide who she really is. And she will make a choice that has the power to change her world - and mainly to change her perspective about herself.
     The consequences for the choice she made are tough - Beatrice, now called Tris, needs to go through a competitive and brutal initiation to her faction. She´ll find out about what her biggest fears are and learn how to deal with them. Besides these obstacles, she finds herself drawn to a boy who seems to both threaten and protect her.
     This thrilling story is set in a futurist  post-apocalypt version of Chicago and takes the reader to an exploration of a clearly controlled society. The system of factions was created in order to prevent humanity from another war. Each individual works to the faction they belong in, and the factions work together as a strategy to survive. The book settles a great contrast to the deep human being wills - it is often called status quo - wealthy, prestige and power. And these three are combined in Divergent, showing how, even in a post-apocalypt world, societies cannot find piece. Someone has to be in power, and the Abnegation faction, known for its selflessness has always occupied the government positions - until the human instinct and attraction for power calls louder.
     Tris´s choices need to take into account the fragile world she is living in, besides her family and friends. It isn´t about selflessness anymore. It´s about being brave. Or maybe the two are strictly connected.
     There are many reasons this is a great formulated book. One of them is that I could take a lot from it - I got to learn how to deal with my fears and how I should face them. I feel braver after this reading. And that´s what attracts me to a book: not just its power to entertain me, but to make me reflect about my life and the directions it is turning to, and to deeply learn. Learning gets to knowledge, and knowledge is a power no one can take away from me.

Quotes: "Decades ago, our ancestors realized that it is not political ideology, religious belief, race, or nationalism that is to blame for a warring world. Rather, they determined that it was the fault of human personality - of humankind´s inclination toward evil, in whatever form that is. They divided into factions that sought to eradicate those qualities they believed responsible for the world´s disarray."

"In our factions, we find meaning, we find purpose, we find love."
"My father says that those who want power and get it live in terror of losing it. That´s why we have to give power to those who do not want it."
"Intentios are the only thing they care about. They try to make you think they care about what you do, but they don´t. They don´t want you to act a certain way. They want you to think a certain way. So you´re easy to understand. So you won´t pose a threat to them."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%

Saturday, July 26, 2014

Cidade da Penumbra, por Lolita Pille



Sinopse
Na Cidade de Clair-Monde, em um futuro próximo, sob uma espessa camada de nuvens e bruma, vivem os habitantes de uma cidade ideal na qual, para o bem de cada indivíduo, tudo o que pode ser prejudicial é proibido: os implantes bancários subcutâneos controlam os gastos, uma brigada antissuicídios fiscaliza as crises depressivas, a compatibilidade sexual é exibida em uma tela-rastreador portátil, as drogas são vendidas livremente, todos têm direito à cirurgia estética e à juventude quase eterna. Se não se deseja mais ser feliz, agora há escolha: viver nos confins da cidade, entre mortos-bancários, drogados, obesos, malucos. "Com a Clair-Monde, a felicidade não é mais uma utopia."Nessa sátira a uma sociedade utópica baseada na premissa da felicidade obrigatória, em uma atmosfera de policial noir, a autora faz referências a pesos-pesados da ficção científica, como Philip K. Dick, autor de Do Androids Dream of Electric Sheep?, o livro que inspirou o filme Blade Runner. Cidade da penumbra é um retrato muito bem-acabado do consumismo e do endividamento bancário, do uso indiscriminado de remédios e drogas e da ditadura da felicidade a qualquer preço. Ao lidar com esses temas que já assombram o presente, Lolita Pille cria polêmica e aborda o totalitarismo, o racismo, a desinformação, a vigilância big brother, as cibertecnologias e assim, mais uma vez, desafia convenções.


     Cidade da Penumbra sempre me chamou atenção por sua proposta de abordagem não tão cliché: uma governo totalitário que prega a felicidade a qualquer custo e uma sociedade cega entorpecida por todos os meios, vivendo sob o vício das drogas e sexo. Uma sociedade em que a depressão é a realidade comum em meio a uma falsa - e despercebida -felicidade anunciada. Se há uma forma correta de descrever este livro, diria que este é uma expressão dos diversos males mais profundos do ser humano. 
     A Cidade da Penumbra - Clair-Monde - recebe esse nome por justamente viver sob uma grande penumbra que não permite que seus moradores enxerguem ou tenham contato com o sol há um bom tempo; por conta disso, há grandes bolhas que objetivam gerar a iluminação que deveria ser do sol, recriando o céu. Consigo observar uma simples e significativa metáfora utilizada pela autora através deste símbolo: a verdade é tapada nesta cidade com uma penumbra que lhes cega e telas que tentam projetar a satisfação e felicidade imposta. 
     Uma série de medidas governamentais são tomadas visando o estabelecimento da plena felicidade: a legalização das drogas - tomadas até em refrigerantes -, a pedofilia, o direito a cirurgias plásticas e o serviço de proteção contra si mesmo (SPS). O trabalho escravo, a venda de crianças podem pagar dívidas; e o rastreador, equipamento eletrônico que cada morador possui, avisa sobre qualquer tipo de compatibilidade romântica.
    Em um certo dia, conhecido como o dia do apagão, quando as telas projetoras sofrem um blackout, um obeso comete suicídio. Há muito tempo enclausurado em casa, vivendo as contas de pensão por deformidade, Colin não aguentou ficar sem energia elétrica por alguns minutos - a televisão de realidade aumentada era seu refúgio. Para casos como este, é que existe a preventiva-suicídios, órgão dentro do SPS.  Este especificamente foi parar nas mãos de Syd Paradine. Alcoólatra e em processo de divórcio  com a filha do dono de metade da cidade - Aqui os casamentos expiram após 4 anos de união - ele se recusa a se adaptar as regras dessa sociedade, ignorando inclusive a Confissão obrigatória de 15 minutos diária em que todos os moradores devem despejar seus problemas e dificuldades para uma máquina. Essa sua percepção diferente daquele meio que o cercava é que o fez perceber algo estranho na cidade. Em meio a fugas e aventuras, Syd corre atrás de uma verdade, de uma clareza que não será fácil de ser achada nesta sociedade controlada por uma vigilância Big Brother.
     Lolita Pille tem uma forma própria e bem peculiar de escrita. Assim como os escritores de sua geração, ela não poupa o leitor da verdade. É direta e sincera. Aprecio esta forma de escrita, porém em alguns momentos do livros ele resultou em descrições grotescas e fortes. Sendo uma distopia bem tradicional, sou atraída pelo propósito do livro, porém a forma em que foi escrito tornou-o confuso, não sei se pela tradução do francês ou se pela própria escrita original. Este é um livro massivo, porém que vale a pena. 
     A história trata dos vícios e maldades que se encontram em cada ser humano, assim como das instituições falidas e governos falhos que encobrem todo o tipo de acontecimentos em benefício próprio. Além de destacar a dependência das pessoas e sua cegueira para o que é real.

Trechos: " Restrição da vida para proteção da vida"

Depressão pós-livro: 75%
Avaliação Final: 60%

Wednesday, July 16, 2014

Passaporte Diplomático, por Yeda Assumpção


Sinopse
Passaporte diplomático é o relato da vida de Yeda Assumpção, mulher do diplomata Roberto Assumpção, que teve o privilégio de participar ativamente da vida diplomática no exterior durante 29 anos. Yeda compôs sua trajetória, ao lado do marido, vivendo em países longínquos e muito diferentes entre si, com costumes e ambientes diversos, e assim obteve a exata convicção patriótica de que o verdadeiro diplomata é o mais perfeito emissário de sua pátria — e quem o acompanha também. Neste livro de memórias, que ela prefere chamar de lembranças — o primeiro do gênero no Brasil — a embaixatriz revela segredos e recorda emoções vividas, para reconstituir tudo o que testemunhou durante sua vida no mundo da diplomacia brasileira fora daqui. Yeda começou a trilhar este caminho muito cedo, como consulesa em Milão, aos 20 anos, e depois partiu para a Argélia ao lado de Roberto, país que mantinha estreita relação com o Brasil de então, e que muito a marcou. Yeda conta que “a minha vida pode ser descrita como antes e depois da Argélia. Foi lá que botei o pé no real, que comecei a deixar para trás alguns pedaços da minha inocência, das ilusões da juventude”, diz ela. 


     Apaixonada pela carreira diplomática, encantei-me com o título que este livro carrega desde o início. Não demorou muito para que me encontrasse absorta nas lembranças de uma vida que almejo - ou quase. Assim como o amor por esta carreira, a leitura deste livro não tardou; praticamente devorei suas páginas, ávida por captar, mesmo através da leitura, o glamour e desafios de uma vida nômade.
     Yeda Assumpção tornou-se embaixatriz ao se casar com Roberto Assumpção, embaixador brasileiro. Já aos vinte anos, ela embarcou na grande aventura de 'deixar pedaços de sua inocência para trás' e viver em outras culturas com a missão de representar o Brasil - tarefa peculiar, especialmente durante a época em que ocupou esse cargo, uma vez que o Brasil encontrava-se em período de ditadura militar.
     Aprecio com grande respeito a forma como Yeda trata da vida de uma embaixatriz neste livro. Ela não só exalta a parte glamourosa da carreira, como o luxo e jantares e cerimônias igualmente a altura com o corpo diplomático, como também descreve os desafios de representar toda uma nação e tomar decisões importantíssimas em momentos delicados. Muito além da habilidade do 'pensar rápido', é necessário um extremo cuidado com a forma de se portar, se vestir, pois cada detalhe transfigura-se como a visão que outros representantes terão de toda uma nação.Outro ponto abordado que merece destaque é a demonstração da importância da embaixatriz, da esposa do embaixador na organização do bem-estar diplomático.
     A autora descreve sua estada em vários países durante três décadas; as amizades construídas em cada canto do mundo, as peculiaridades dos diferentes sistemas políticos dos países e das religiões. Observo em Yeda um ponto chave essencial para a carreira: a visão de respeito e apreciação a cultura alheia, mesmo que este não envolva concordância. Posso afirmar que ela realmente viveu cada cultura, absorveu experiências, cresceu como pessoa, descobriu sua espiritualidade. 
     Não só aos aspirantes a carreira, mas a todos os interessados em diferentes culturas e visões de mundo, este livro preenche perfeitamente a categoria; sendo o primeiro brasileiro do gênero, publicado em 2002.
     Acredito que a diplomacia é um dom; um dos que, pessoalmente, possuo mais respeito, uma vez que envolve o controle de si mesmo e tolerância para com o diferente. Aquele que é capaz de se dominar, pode conquistar o mundo.

Trechos: "Na carreira diplomática, a vida é feita de chegadas e partidas, amizades e adeuses!"
"Na verdade, o glamour nas embaixadas tem uma função importante: é arma poderosa no processo de sedução diplomático."
"O corpo diplomático passa então a fazer as vezes da família que ficou em nosso país de origem: como todos estão vivendo circunstâncias semelhantes, há uma compreensão prévia, sem necessidade de explicações, e um tipo de solidariedade que nunca mais encontrei pela vida afora."
"Nunca se falou e discutiu tanto sobre o amor como nos dias em que vivemos, mas nunca também se amou tão pouco e de modo tão pobre."

Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 90%

Saturday, May 17, 2014

O futuro de nós dois, por Carolyn Asher e Jay Mackler



Sinopse
É 1996, e Josh e Emma foram vizinhos por toda sua vida. Eles foram melhores amigos por quase todo esse tempo também — pelo menos até novembro do ano passado, quando Josh fez algo que mudou tudo. Tudo vem sendo estranho entre eles desde então, mas quando a família de Josh conseguem um AOL CD, sua mãe pede que ele faça Emma instalá-lo em seu novo computador. Quando iniciam o programa, eles automaticamente são logados em suas páginas do Facebook. Mas Facebook ainda não foi inventado. E eles estão olhando quinze anos a frente. Ao atualizarem suas páginas, eles aprendem que o que eles decidem agora afetará o resultado de suas vidas depois. E enquanto lidam com os altos e baixos de seus futuros, eles são forçados a confrontar o que estão fazendo certo — e errado — no presente.


     Este é um livro que ansiei muito para ler; sua sinopse me conquistou de cara pelo enredo criativo e descontraído. Estamos em 1996. Menos da metade dos alunos americanos possui um computador, muito menos um celular. É nesse contexto que conhecemos Emma, uma jovem que acabou de ganhar seu primeiro computador de presente de seu pai. 
     Emma e Josh são amigos desde crianças, e eles se falavam pouco após um desentendimento meses antes. Sua amizade é transformada novamente quando Josh lhe dá um CD para que instalasse a AOL, e algo inesperado acontece: ela na verdade estava de frente para o Facebook, que só seria inventado dali a 15 anos. 
     A partir disso, os dois se vêem descobrindo como serão seus futuros, com quem se casarão, onde estarão vivendo e no que trabalham. No decorrer dá história, Emma tenta mudar o curso de sua vida, observando diariamente as conseqüências das decisões que tomava a cada dia. E aqui está a maior lição transmitida por está história: até que ponto vale a pena tentarmos mudar o futuro? Até que ponto temos controle sobre ele?
Por mais que cada nova decisão altere o futuro, todas as escolhas podem nos guiar a um mesmo, pré determinado destino; ao passo que os meios tornam-se diferentes a cada dia, mas o resultado é o mesmo.
     "O Futuro de Nós  Dois" é uma leitura bem leve e rica de história. Li em poucos dias, pois apesar de não surpreendente, é com certeza uma história interessante.Gostei mais ainda pelo fato de o livro citar uma intercâmbista  brasileira, pois já fui uma intercambista numa escola americana! O livro já possui direitos de adaptação comprados para o cinema, agora é ficar no aguardo!

Quer saber o que outros leitores estão comentando sobre o livro? Clique aqui.



Depressão pós-livro: 80%
Avaliação Final: 95%


Saturday, April 5, 2014

A Última Frase dos Contos de Fadas, por Massimo Gramellini



Sinopse
Tomás é um professor que há muito deixou de achar graça na própria vida. Depois de sofrer uma desilusão amorosa, encontra-se impossibilitado de levar adiante qualquer relacionamento e chega até a desenvolver uma alergia, por medo de se desiludir novamente. Ele então conhece Arianna, "o tipo de mulher por quem poderia se apaixonar" e marca um encontro com ela. Porém, poucos minutos antes do esperado momento, o medo fala mais alto e ele simplesmente desiste. Tomás decide ir à praia e dar um mergulho na tentativa de se sentir menos deprimido por sua covardia, ou, até quem sabe, acabar com tudo de uma vez. Esse mergulho marcará um antes e um depois no comportamento de Tomás: ele vai parar em outra dimensão, onde não terá outra solução que não aprender à força tudo que precisa para se lançar à vida. Tomás fica cara a cara com as escolhas erradas do passado, revive os traumas da infância e, nesse não-lugar, que se revela um verdadeiro SPA para a alma, consegue se compreender melhor e assim se fortalecer. Massimo Gramellini se propõe a responder às perguntas que atormentam a todos desde nossa infância: Qual é o sentido da dor? Existe alma gêmea? Como a vida diária pode ser transformada para a conquista de sonhos individuais? Nesta fábula moderna, o autor oferece uma mensagem de esperança e a importância de se aprender a amar.


     "A Última Frase dos Contos de Fadas" mostrou-se ser aquele tipo de livro que é o que o leitor menos espera. Inesperado aqui como algo que superou as expectativas. Este foi o meu primeiro livro de um autor italiano, que vendeu 300 mil cópias na Itália,  e não me decepcionou. 
     Tomás é um professor que desde a infância, devido a um trauma, aprendeu a fugir dos problemas, a fugir de tudo o que fosse desconhecido, inclusive relacionamentos. Sempre sofrera desilusões amorosas, sempre terminava, cancelava encontros, nunca ia adiante. Sua alma era doente. Após um incidente na praia, ele se afogou e, antes de morrer, acaba em um Spa da Alma, que é apresentado no livro como uma viagem simbólica em que Tomás é ensinado a curar sua alma de sua doença, e a identificar seus talentos. Neste spa ele passa por diferentes estágios destinados a tratar uma parte de si. Ele aprende que um de seus grandes problemas é não se conhecer. Por não se conhecer - e não se amar - ele se torna incapaz de retribuir o amor a outra pessoa. Essa viagem a um mundo diferente ocorre de forma bem simbólica, repleta de alegorias representando questões de sua vida e suas interpretações do mundo. Este spa possui mestres, um médico e orientadores. Ele passa por locais denominados como "Piscina do eu", "Piscina do nós", " Academia de Ginástica", etc. E em cada um deles, uma parte de si é trabalhada. Ele enfrenta medos presentes em sua vida há anos, aprende a identificar seu talento, usá-lo, aprende a diferença entre desejar alguém, e amá-lo.
     Está é uma história curta, porém densa e bastante sábia. Incrível aos olhos daqueles que conseguem enxergar além de palavras e através de símbolos. Acredito que o autor utilizou-se de recursos simbolísticos com maestria. Há muita sabedoria em cada fala - que não pede por desperdícios.
     Indico àqueles doentes de alma, doentes de si, e àqueles buscando algo além do superficial do ser humano.

Quer ver o que outros leitores estão comentando sobre esse livro? Clique aqui.

Trechos: "Imagine que a manifestação da vida no universo seja como o rádio de seu carro: um conjunto de frequências. Os cinco sentidos só sintonizam uma estação, e por isso você é levado a pensar que as outras não existem, que a sua é a única possível (...), Mas até a mais desconfiada das criaturas consegue se conectar com todas as estações pelo menos uma vez na vida. Isso acontece quando ela é completamente invadida pelo amor."
"A verdade deve ser revelado pouco a pouco, na medida que o homem tem a mania de corromper tudo o que tem dificuldade para entender."
"As desgraças do coração abrem fendas que permitem que a pessoa veja seu próprio interior."
" A verdadeira tragédia não é a maldade dos maus, mas a futilidade da boa intenção dos bons."
"Para atrair o amor de outra pessoa, deve primeiro desentocá-lo de dentro de você mesmo."
" Quem começa a procurar o que ama acabará por amar o que encontra."
" A meta inicial da viagem só representa o estímulo necessário para partir."
"Você não tem outros limites além daqueles que colocou para si mesmo."
" Se deseja uma coisa e pena que realmente a merece, pare de se perguntar por que ninguém lhe dá o que quer. Levante e vá pegá-la."
" As emoções servem para lembrar continuamente a expressividade de seus pensamentos. Mas têm uma natureza violenta e passageira. Por isso, deixam sempre uma insatisfação,e alimentam lamentações e saudades. Já os sentimentos são como um mar profundo e estável, que só evapora quando parado."
" A desgraça não está nos erros que se cometem, mas na desculpa com que se tenta escondê-los."
" São os sentimentos de culpa e os traumas reprimidos que levam uma pessoa a não se aceitar. E quem não se aceita não se ama. E quem não se ama, não pode mudar."
" O amor humano não é a simples soma de dois Eus. É uma criatura anônima, cujo nome é Nós. O casal que fizer projetos não conhecerá as rugas do tempo, pois o homem e a mulher não serão mais dois, mas uma coisa única."
" Quando as forças do universo parecem conspirar contra nós, não fazem isso para nos afastar de nossos objetivos, mas para nos tornar conscientes de sua importância."


Depressão pós-livro: 70%
Avaliação Final: 80%