Sinopse
À Francesa, nome brasileiro de Le Divorce, conta a história de Isabel Walker, uma jovem americana que vai a Paris visitar a irmã grávida, Roxeanne, depois que ela é abandonada pelo marido, Charles-Henri de Persand. Ao chegar na cidade, acaba se apaixonando pelo diplomata francês Edgard, que é casado. A trama se desenvolve a partir dos problemas enfrentados pelas duas irmãs. Roxy terá que se divorciar do marido, e Isabel, além de estar vivendo um romance proibido que resultará em um grande escândalo, precisa se adaptar aos costumes e à cultura parisienses.
Através de uma trama engraçada e ao mesmo tempo rica em tensão, Diane Johnson traz para seus leitores uma história que aborda muito bem as divergências entre as culturas americana e francesa, seus pontos fortes e fracos, contando a aventura de Isabel Walker, uma californiana que decide passar uma temporada na França com sua meia-irmã que casou-se com um francês. Roxeanne, ou Roxy, está grávida, tem uma filha pequena, e assim que Isabel chega a Paris, o marido de Roxy a abandona. O grande enredo do livro aborda a recepção das irmãs pelos franceses, e as dificuldades enfrentadas pelas famílias de Roxy e Charles-Henri, seu marido, para a negociação do divórcio. Aparentemente o divórcio não é um processo de fácil execução na França, principalmente quando se possui bens para serem repartidos. Enquanto Roxy luta para se manter de pé, mesmo grávida, nessa confusão, sua irmã Isabel envolve-se secretamente com Edgard, um homem importante no cenário político internacional da França, que é da família do marido de Roxy.
Este livro é como uma grande bola de neve, bem premiada com toques franceses e americanos, que ao final, estoura, chegando a consequência esplêndidas e trágicas.
Desde o início tinha uma expectativa mediana sobre esse livro, esta que foi mudando conforme a leitura caminhava - Diane Johnson possui uma escrita suave e informativa, e isso contribuiu para que a história fosse além das expectativas que tinha. Acho válida esta leitura durante um período como as férias, por tornar-se densa em alguns momentos. Um ponto negativo do livro foi a tradução, muitas palavras foram traduzidas por palavras de um sentido não muito claro em português. Indico principalmente aos amantes de diferentes culturas.
Trechos: " Não é fácil ser americano (...) Esta é a verdade. É difícil. Nós viemos para cá para fugir de uma obrigação moral. Somos sensíveis demais... digo, nós, os expatriados, embora deteste usar esta palavra. Quando se está de volta, e se vê o que se vê, sofre-se com isso."
"Não é nada fácil ser recém-chegado a um país do qual não se conhece a língua, e de cujos costumes ou você desconfia, ou teme."
"Se você se mantém calma quando algo está errado, as pessoas acham você fria e insensível."
" Não chego a dizer que a verdade necessariamente a tornará livre, mas é melhor do que o pietismo, porque, com ela, você conhece sua própria posição."
"Eu admiro os franceses pela maneira despreocupada com que compram, pelo seu respeito às coisas criadas pela mão humana."
"Aprendi a não deixar o amor seguir seus próprios caminhos misteriosos e fatais - é preciso dar uma orientação ao amor."
"Aqui há a noção de que a felicidade intermitente estraga os outros momentos da vida, enquanto que deveria inundá-los todos, incendiando-os com labaredas de alegria."
"Na França, gostos simples, modos educados, afeições domésticas, e a ligação que os homens sentem pelo seu lugar de nascimento são percebidos como grandes garantias da tranquilidade e felicidade do Estado. Mas, na América, nada parece ser mais prejudicial do que essas virtudes."
"Em princípio, a memória serve para informar o presente, permitindo aprender com nossos erros. Por que voltar?"
"Mas há uma diferença fundamental: vocês, americanos, pensam que se o povo quer algo, então deve ser permitido. Depois se castigam com torpeza, por terem permitido algo que vocês verdadeiramente desprezam. É esse o paradoxo que vai acabar por destruí-los."
Depressão pós-livro: 34%
Avaliação Final: 73%