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Sunday, May 8, 2016

Mar de Rosas, por Nora Roberts




Sinopse

Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.


    Um tanto decepcionante mas de forma alguma ruim, Nora Roberts traz em suas segunda trama da série "Quarteto de Noivas" uma história dedicada a uma das quatro amigas apaixonadas por casamentos e fundadoras da Votos, sua empresa que organiza essas celebrações. 
     Emmaline é a responsável pela organização e confecção de buquês e qualquer artefato decorativo que envolva flores, sua especialidade. Por ter crescido numa família tradicionalmente romântica e com laços afetivos muito fortes, ela sempre estabeleceu como seu ideal encontrar um amor um dia. Apesar de estar acostumada a conhecer homens diferentes, nunca teve essa área da sua vida completamente preenchida. 
     Em contrapartida, ela sempre teve uma atração secreta e internamente proibida por Jack, amigo da família e dos seus amigos há muitos anos, o que os fazia com que se vissem como irmãos muito próximos, gerando uma regra implícita de que não haveria possibilidade ética de se envolverem em um relacionamento amoroso. Dessa forma, Jack e Emma nutriam uma atração e amor platônico um pelo outro, que sempre estivera escondido.
     Na oportunidade mais remota, esse amor estourou e ambos não acreditavam no que acontecia. Sua paixão sempre fora posta na caixinha mental 'Ignorados', e de repente esse compartimento era revirado de cabeça pra baixo, e tudo saiu dele. 
     A história possui muito potencial pra tornar-se A Referência em um romance difícil, porém conquistável. Contudo, a autora manteve um ritmo muito normal no enredo, com acontecimentos de impacto medianos, não criando  uma esfera de atração no leitor. O que enriquece bastante a trama é o momento do clímax, que desta vez, fora muito bem trabalhado ganhando um destaque dos demais pontos da história.
     Considero o livro indicado para os românticos de plantão, e leitores insistentes. Em muitos momentos a história mantém uma frequência não tão estimulante assim, embora seja muito importante para a compreensão da história de vida do "Quarteto de Noivas" como um todo, que compõe a série. 


Trechos: "Para Emmaline, o romance torna as mulheres especiais. Faz com que todas sejam bonitas e transforma os homens em príncipes. Com romance, a vida de uma mulher é tão imponente quanto a de uma rainha, porque o seu coração passa a ser precioso."
"O amor pode ferrar bastante com você antes que descubra como conviver com ele. E uma vez que você descobre, fica se perguntando como conseguiu viver até ali sem ele."
"Corações partidos se curavam. Talvez as marcas ficassem para sempre, como cicatrizes, mas iam sarar. As pessoas viviam e trabalhavam, riam e comiam, andavam e falavam sem ligar para essas marcas."


Depressão pós-livro: 80%
Avaliação Final: 75%

Sunday, April 10, 2016

Recomeço, por Cat Patrick






Sinopse

Tudo começou com um acidente de ônibus. Daisy Appleby era pequena demais para lembrar — tem apenas flashes do acidente que a matou, e de ter sido trazida de volta à vida. A partir daquele momento, ela se tornou uma das catorze crianças que fazem parte de um programa secreto do governo que visa aprovar um novo medicamento: o Recomeço.


     Sem dúvidas Cat Patrick, mesmo sendo uma autora de estreia já conquistou minha estante e meu alto conceito em leituras dinâmicas e criativas. Este é o segundo livro que leio dela, tendo ele mesmo sido escrito enquanto a autora ainda terminava o primeiro, Deslembrança. Ao meu ver, o que há de mais rico em suas histórias é o enredo, sempre muito criativo. É comum encontrarmos a mesma linhagem de histórias nas estantes de livrarias e bibliotecas, e o que gosto em Cat Patrick é o fato de que ela foge dessas linhagens normais, trazendo abordagens atrativas e diferentes.
     Daisy Appleby morreu quando tinha apenas 4 anos de idade em um acidente envolvendo seu ônibus escolar. Outras 14 crianças morreram junto com ela na ocasião. Hoje Daisy acaba de se mudar para Omaha, onde começará a construir sua vida mais uma vez. 
     Daisy e as outras 14 crianças do ônibus, logo após o acidente entraram para um programa secreto do governo chamado Recomeço. Como cobaias de testes de laboratório, estas crianças foram submetidas ao medicamento de mesmo nome (Recomeço), que visa dar um fim à morte. Ao morrerem no acidente, foram 'ressucitadas' pelo remédio. O governo possui a intenção de liberá-lo a toda população, mas enquanto ele ainda está em fase de testes, é extremamente secreto e sua existência não pode ser revelada.
      Após ser picada por abelhas em sua antiga cidade, Daisy morre novamente, sobrevive graças ao Recomeço, e ela e sua família (agentes do governo) começam uma nova vida com novos nomes em Omaha. Nessa nova cidade, a jovem constrói uma forte amizade com Audrey, que se torna sua primeira amiga fora das crianças do ônibus. Ela, por sua vez, sofre de câncer, e a incapacidade de Daisy de usar o Recomeço na amiga desperta uma onda de questionamentos acerca de tudo em que ela já acreditou. 
     Ao aproximar-se da amiga e apaixonar-se pelo irmão dela, com seus novos laços Daisy passa a questionar e descobrir informações acerca do programa Recomeço que não fazem sentido, e podem por em risco tudo o que ela acreditava, e em risco toda a sua vida - neste caso, não a vida física, mas a história que ela construiu até hoje.
     Em uma aventura de descobertas e questionamentos, Daisy descobre o verdadeiro amor e amizade e o poder que eles têm em mudar nossas vidas. Indicado para todas as idades, Recomeço é uma leitura fácil, dinâmica e criativa.




Depressão pós-livro: 60%
Avaliação Final: 85%
     
     

As Consequências do amor, por Sulaiman Addonia



Sinopse

Jidá, fim dos anos 1980. Depois de turbulência política em sua terra natal, Naser, um jovem eritreu de 20 anos, foi obrigado a emigrar para a Arábia Saudita. Lá as mulheres vivem escondidas sob véus, os homens possuem plenos poderes, e a justiça dos ricos e poderosos prevalece. Naser cresceu em um clima brutal; seus menores gestos e movimentos são vigiados pela polícia religiosa, enquanto a vida é ritmada pelos sermões estridentes do implacável imame da mesquita local. Inesperadamente ele recebe uma mensagem de amor escrita por uma desconhecida. Desafiando políticos e líderes religiosos, Naser se entrega a essa paixão, arriscando sua vida se for descoberto. Uma comovente história de amor proibido, em uma Arábia Saudita efervescente e opressiva.


     Um dos livros mais surpreendentes que já li. Uma história que contraria clichés islâmicos e amores proibidos; que tem o poder de tocar em qualquer leitor apaixonado pelo amor - ou pela sagacidade em persegui-lo como seu último fim. 
     "As Consequências do Amor" foi um livro que comprei por acaso e fiz leitura conjunta com uma amiga muito querida. Primeira experiência que tenho do tipo, e que diga-se de passagem, mostrou-se ser uma estratégia muito enriquecedora.
     Naser é um rapaz eritreu que ainda quando criança foi obrigado a deixar a mãe em sua terra natal, e emigrar para a Arábia Saudita por motivos de conflitos políticos, onde passou a viver com seu tio e seu irmão mais novo. Em Jidá a vida não era fácil; os mais ricos e poderosos ditavam as leis e os civis eram controlados por um sistema de polícia religiosa que visava garantir o cumprimento das 'leis da fé' estabelecidas com base no 'Islã'. Nem perto do amor e da compaixão pregados por essa crença, esse sistema tinha a real intenção de controlar os cidadãos moradores daquela região, e seu modo de vida.
     Com um background de perdas, dificuldades econômicas, abusos sexuais e injustiças, Naser não mantinha uma forte crença na religião que lhe era imposta por seu país, mas tinha aceso dentro de si uma busca pelo amor, o qual ainda era uma incógnita. A Arábia Saudita, diferente da Eritreia, mostra-se como uma nação de dominação patriarcal, onde o valor feminino é reduzido, muitas vezes inexistente e escondido. Por baixo dos véus rigorosamente arranjados para que as feições femininas não 'provoquem os homens', as mulheres formavam um grupo paralelo à existência e predominância masculina nas lideranças e nas ruas. 
     Mesmo nesse contexto controlado por ricos, poderosos, líderes e polícia religiosa, um ato de rebeldia perante a esse sistema é realizado por uma jovem de coragem, ao deixar cair um bilhete de amor ao caminhar, aos pés de Naser. Poderia ser uma armadilha da polícia? Ou uma zombação?
     Determinado a acreditar que o amor puro poderia existir, eles começam a se comunicar por bilhetes e estratégias bem calculadas para não serem pegos. E aqui está a prova da força do amor e do quanto esta pode nos alimentar nos momentos em que mais precisamos de força. Esse foi o instante em que a história de Naser de fato me conquistou; esse jovem casal lutava para burlar esse sistema que não permitia que se vissem. De pouco a pouco foram ganhando confiança um no outro, de modo que Naser passou a vestir-se com o véu (abaya) para conseguir permissão de entrada na casa da jovem, pela ala feminina. 
     O próprio ato de se comunicarem já era um desafio e prova de amor por ele mesmo. A vida da jovem desconhecida e de Naser começava a tomar rumos que sempre sonharam ao entregarem-se a essa paixão repentina, mas agora lidam com um jogo de estratégias e audácia para não serem descobertos. A jovem, por sua vez apresenta-se como uma pensadora crítica, ao apoiar a força feminina e não baixar a cabeça para o sistema que a oprime como ser humano.
     Além de um simples amor proibido e ideologia Islâmica, esta é uma história de inteligência sentimental. E o que torna o livro ainda mais rico em seus termos, é o fato de que o autor, Sulaiman Addonia, tenha nascido na Eritreia e vivido também em Jidá, na Arábia Saudita. Muitas vezes nos deparamos com histórias que abordam esses temas polêmicos, contudo são escritas não por nativos de seus meios, mas por ocidentais, que além de serem influenciados pela visão de sua própria cultura, carregam uma bagagem alimentada por uma mídia julgadora, que ao moldarem as notícias e fatos, em conjunto, tornam quase impossível que haja imparcialidade na abordagem de assuntos delicados referentes ao estilo de vida de países africanos e do Oriente Médio. 
    Um ponto interessante é como o autor deixa claro em vários momentos da história a hipocrisia que há por trás de toda a máscara religiosa de conduta correta, existente principalmente entre o imame e seus colaboradores nas mesquitas e a polícia religiosa. Sendo ele mesmo nativo dessa região, não podemos afirmar que estas informações sejam de caráter injusto. 
     Penso que talvez esta tenha sido a própria história de vida de Sulaiman Addonia. Por que não? Enquanto estamos cercados pela mídia ocidental e concepção popular que traz a ideia de inferiorização do povo de crença islâmica, é saudável que nos cerquemos do pensamento crítico e de pesquisas de fontes confiáveis acerca desse assunto.
Sobretudo, apesar de um contexto triste, esta história nos conquista e nos puxa página após página, sendo a coragem um grande atrativo ao ser humano, principalmente quando ela lhe é necessária para viver. 
     

Trechos: " - A lei, filho - respondeu-me com um suspiro -, só é aplicada contra os pobres e estrangeiros, não serve para os ricos nem para a família real."
" E como pode afirmar que a razão para impedir as mulheres de serem governantes é que somos emocionalmente fracas e sangramos? Se ele conseguisse enxergar, poderia subir ao minarete de sua mesquita e olhar para o outro lado do Mar Vermelho na direção dos países africanos, onde muitas rainhas governaram alguns dos mais eminentes reinos que já existiram. Se alguém lesse para ele livros sobre a história desses países, ele conheceria Sabá, Cleópatra, Nefertiti, bem como saberia que o antigo reino de Núbia foi controlado por rainhas durante um período muito maior que os anos que ele tem de vida."



Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 100%



Saturday, January 9, 2016

O Diário Secreto de Lizzie Bennet, por Bernie Su e Kate Rorick





Sinopse
"Uma adaptação moderna de Orgulho e Preconceito, baseada na série The Lizzie Bennet Diaries. Lizzie Bennet é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um Vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a de suas irmãs. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, as coisas começam a ficar mais interessantes para as irmãs Bennet - e para os seguidores de Lizzie na internet. De repente, Lizzie - que sempre se considerou uma garota bastante normal - se torna uma figura pública. Mas nem tudo acontece diante das câmeras. E, felizmente para nós, ela escreve um diário secreto..."


     Aquele tipo de leitura claro e interativo: "O Diário de Lizzie Bennet"é uma releitura maravilhosa e muito bem associada de Orgulho e Preconceito, da renomada Jane Austen. Trazendo adaptações deste clássico ao mundo moderno, Bernie Su e Kate Rorick conseguem criar uma atmosfera apaixonante e divertida nesta leitura essencial típica de férias. 
     Lizzie Bennet é uma jovem no início dos 20 anos, estudante de pós-graduação em comunicação de massa, e pronta para começar a vida, mesmo que ainda não saiba muito bem por qual caminho seguir quando acabar a faculdade. Como projeto para sua tese da pós, ela tem a brilhante ideia de criar um vlog sobre sua vida. O interessante aqui é a possibilidade que o leitor tem de acompanhar esse vlog real no site do livro: www.lizziebennet.com, e assim pode ter um maior envolvimento com a história, por meio do livro e virtualmente; tornando essa adaptação muito mais interativa e ligada à ideia de uma modernidade nessa nova representação de Orgulho e Preconceito.
     Com a chegada de dois amigos bem-sucedidos, ricos e charmosos à cidade, a mãe de Lizzie - arduamente por dentro do objetivo mor de casar suas filhas -  faz de tudo para que eles venham a se encontrar com elas, e encontra a oportunidade perfeita no casamento de amigos em comum. 
     Desde seu primeiro encontro com o sr. Darcy, Lizzie sabia que não gostava dele. Arrogante, grosseiro e anti-social, Darcy era como uma pedra no caminho de Lizzie, e após sua irmã ter se encantado pelo amigo amigo de Darcy, teve que passar a aturá-lo.
     Com o sucesso rápido e surpreendente de seu vlog na internet, ela tornou-se de um dia para o outro uma figura pública, e a partir de então, tudo o que acontecia na vida dela o seu público tomava conhecimento, com exceção de algumas aventuras..Questões internas como perdão, conflitos familiares, paixão e o entendimento do verdadeiro amor são magistralmente abordadas pelas autoras.
     O próprio livro é um diário onde Lizzie refugia seus desesperos e alegrias, fato que só tende a aproximar o leitor da personagem principal. Esta releitura traz muitas reviravoltas o que cria grandes expectativas - até mesmo para aqueles que já são fãs de Orgulho e Preconceito. Cheio de luz e dinâmico, foi bem aclamado pela crítica e é totalmente indicado aos fãs de Jane Austen e àqueles que buscam por uma leitura dinâmica e aventureira. 



Depressão pós-livro: 80%
Avaliação Final: 90%



Monday, March 30, 2015

Um perfeito Cavalheiro, por Julia Quinn




Sinopse
Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.


     Não é surpresa nenhuma que eu tenha realizado esta leitura em três dias, ou que tenha me envolvido completamente com a história. Uma das grandes capacidades de Julia Quinn, além de escrever brilhantemente, é fazer com que o enredo e os personagens pareçam reais. Tudo o que se lê por sua escrita parece que existe de fato, ou que já existiu, e essa qualidade é para poucos escritores. 
     "Um Perfeito Cavalheiro" é o terceiro livro da Série Os Bridgertons, que conta a história dos oito filhos desta encantadora família da sociedade londrina. Neste terceiro volume, a autora faz uma releitura da história de Cinderela ao nos apresentar Sophie, uma filha ilegítima de um conde, que é maltratada pela madrasta e pelas irmãs, quando seu pai morre. Desde então, sua função é viver como uma criada, sem perspectivas de um futuro melhor. 
     Sophie recebe a chance da sua vida de ser uma dama da alta sociedade por uma noite, no baile hospedado pela Lady Bridgerton, em sua casa. Na ocasião, ela vai escondida de sua madrasta e irmãs, e conhece Benedict Bridgerton, o segundo na linhagem da família. Assim como diz a tradição, ela tinha de retornar à meia-noite para não ser descoberta, deixando o rapaz sem saber de sua identidade. A genialidade da releitura feita autora começa aqui; após grandes dias de procura, o jovem rapaz não é capaz de encontrar aquela única jovem que o encantou no baile na casa de sua mãe, e após anos eles vêm a se encontrar, ainda com muitas descobertas e novos sentimentos no decorrer da história.
     Esta aparenta ser mais uma fofa história de romance de época, mas o brilhantismo da escrita de Julia Quinn levam-na muito além de um mero romance. Há como se fosse uma energia entre seus livros que funciona como uma liga, conectando todos os fatos, e tornando-os quase palpáveis ao leitor. Indico a todos os jovens e amantes de romance, aguardo ansiosamente os próximos livros da série!




Depressão-pós-livro: 100%

Avaliação Final: 99%

Monday, December 8, 2014

O Duque e Eu, por Julia Quinn



Sinopse
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Primeiro dos oito livros da série Os BridgertonsO duque e Eu é uma bela história sobre o poder do amor, contada com o senso de humor afiado e a sensibilidade que são marcas registradas de Julia Quinn, autora com 8 milhões de exemplares vendidos. 



     
     O Duque e Eu é uma história que soube superar todas as expectativas que eu carregava até sua leitura. É fato que Julia Quinn é uma verdadeira Jane Austen contemporânea, tratando de romance de época como ninguém. Porém, ela vai além disso, e presenteia o leitor com um enredo divertidíssimo, personagens muito ricos e sagazes e uma história super atraente. Estar imersa nesta época de costumes tão diferentes é uma experiência muito interessante.
     Este livro inicia a série Os Bridgertons, a qual nos apresenta uma família típica da nobreza inglesas da época de 1813, que possui oito filhos que receberam nomes em ordem alfabética. Em nossa história, a protagonista é Daphne Bridgerton, quarta filha da família. Ela está participando há 1 ano do que é conhecido como Temporada, período de festas e bailes da nobreza no qual frequentam jovens senhoritas debutantes. Tais bailes são ricos em mães casamenteiras que procuram por um bom partido para suas filhas, tudo dentro dos conformes como diz a tradição. Violet Bridgerton, mãe de Daphne, está louca por um marido para a filha, e não mede esforços ao exercer sua função.
     Paralelo a isto, todos comentam em Londres sobre o retorno de Simon Basset, o novo duque que passou 6 anos no exterior viajando e agora está de volta para governar suas propriedades em Londres, uma vez que seu pai faleceu. Simon sofreu grande rejeição do pai desde criança, e por conta disso, criou uma lei para si: jamais deve se casar. O agora duque da Hastings é totalmente contra a continuação do ducado de seu pai, visto a enorme mágoa que carrega dele. 
     Para fazer jus a esta lei contra o casamento, Simon cria um plano infalível para permanecer solteiro e ao mesmo tempo não ser atacado pelas mamães casamenteiras nos bailes e festas da alta sociedade; Daphne, irmã mais nova de Anthony, seu melhor amigo está a procurar um bom marido, entretanto, todos os que se interessam por ela são pouco inteligentes ou nada dotados de charme. Dessa forma, os dois se unem, e Simon finge cortejar a senhorita, sendo que ele afasta as mães, e Daphne atrai boa atenção e bons olhos para si, uma vez que um duque apresenta-se interessado por ela. 
     A mãe de Daphne fica totalmente encantada com toda a situação, e o casal segue firme no fingimento. Contudo, ninguém é capaz de prever o amor, e exatamente por conta disso, torna-se cada vez mais impossível para os dois não se apaixonarem, enquanto um arde de desejo pelo outro.
     Esta é uma bela história, Julia Quinn possui uma das melhores escritas que já conheci. Ela soube unir a formalidade exigida pela contexto da época e ironias e diversão através de trocadilhos muito inteligentes. Este é um dos melhores e mais atraentes livros que já li, o que só aumenta minha curiosidade para os próximos livros da série!



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 99%

Monday, October 27, 2014

Adeus à Humanidade, por Marcia Rubim




Sinopse
Uma paixão acendendo após mais de um século de escuridão.Uma doença atual apagando a luz de uma vida.Somente sua mordida poderia curá-la.Apenas seu tipo sanguíneo seria capaz de matá-lo. Como um amor tão improvável sobreviveria? Do que você seria capaz de abdicar para salvar e vivenciar, mesmo que por pouco tempo, um amor jamais sentido antes? Da cura de milhares de humanos? Da própria vida? Stephanie tinha todos os motivos do mundo para não acreditar em seres míticos ou na felicidade, mas vai descobrir que estava totalmente enganada. Sua alma-gêmea existe! O problema é que a linha do tempo que a separa do amor eterno é muito tênue. E somente um milagre possa uni-los novamente. 

     Se há uma palavra que descreve bem minha reação a este livro é surpresa. Que a literatura nacional é tremendamente desvalorizada em meio aos best-sellers mundiais é um fato. Entretanto, esta história quebrou todas as expectativas que já tive na vida por um livro brasileiro, e dá de dez a zero em muitos contos da literatura estrangeira.
     Stephanie (minha xará!) era uma jovem que vivia uma vida confortável. É amante de fotografia, e nunca soube exatamente o que fazer da vida. Ao ganhar um concurso do mesmo ramo, recebeu como prêmio uma viagem para Miami, onde aproveitou para visitar seu pai, e com o tempo, acabou optando por ficar e fazer uma graduação em enfermagem. Após a ocorrência de uma tragédia no Brasil, ela teve de voltar imediatamente, deixando para trás sua vida como sempre conhecera.
     Agora passando por dificuldades, Stephanie trabalha em um hospital de São Paulo, onde tem de se submeter a situações de trabalho horríveis. Dr. Richard, o médico com quem trabalha é um profissional de extrema exigência, e nenhuma enfermeira gosta de trabalhar com ele, apesar de sua beleza estarrecedora e atraente. Stephanie passa por maus pedaços, e com o tempo, descobre um amor onde pensava não poder existir. Ela encara um jogo de conhecimento próprio, além entender o significado de amor incondicional.
     Repleto de mistérios que vão se desvendando aos poucos, Adeus à Humanidade é uma história intensa. Um romance intenso. Qualquer leitor digno de emoção se encontrará envolvido demais com a história, que aliás possui um poder de "depressão pós-livro" magnífico. Nunca havia provado de tal poder oriundo de um livro nacional, e fico mais contente ainda por tal.
     A autora sobre combinar muito bem várias áreas da vida, deixando o leitor ávido por saber o que vem adiante, além do perfeito envolvimento com o enredo. Mal posso esperar para as continuações!


Trecho: "Não importa a eternidade que leve até que se encontre o verdadeiro amor, e sim a intensidade com que o sentimos quando ele se manifesta em nossas vidas."



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 90%

Saturday, October 25, 2014

Four, by Veronica Roth





Synopsis
Two years before Beatrice Prior made her choice, the sixteen-year-old son of Abnegation’s faction leader did the same. Tobias’s transfer to Dauntless is a chance to begin again. Here, he will not be called the name his parents gave him. Here, he will not let fear turn him into a cowering child.

Newly christened “Four,” he discovers during initiation that he will succeed in Dauntless. Initiation is only the beginning, though; Four must claim his place in the Dauntless hierarchy. His decisions will affect future initiates as well as uncover secrets that could threaten his own future—and the future of the entire faction system.

Two years later, Four is poised to take action, but the course is still unclear. The first new initiate who jumps into the net might change all that. With her, the way to righting their world might become clear. With her, it might become possible to be Tobias once again.


     It is interesting to know, for those who are fans of Divergent series, how the author had an inicial plan to write Four´s story, instead of Tris´. I believe this book is a great extension for those who are truly fans or just appreciate this series.
     The story explores the life Tobias had before he entered the Dauntless faction, and how disgusting it was, given that his father, Marcus, controlled everything he did and made him suffer from being a divergent. As one of the faction leaders, Marcus tried to shape Tobias´s behavior and make his life a hell.
     The book is divided into stories which are parts of his life, and the biggest part of the book happens as he is a Dauntless. Dropped inside of the Dauntless world readers are already familiar with from Tris’ initiation, Roth does not waste any time reestablishing the world. Instead, in a condensed space, readers are treated to a glimpse at the life Tobias was desperate to flee and the emotional backlash of his choice to do so. The result is a new appreciation for the harsh exterior Four portrays in Divergent after discovering the pieces of his training he used to build it. The reader can get to know new pieces that complete the story we already know.
     The book already counts with extra scenes with Tris; they are cheap and occupied two to three pages, not enriching that much that is promised. 
      Event though the book "Four" brings many missing pieces to the Divergent story, it leaves the reader wanting more.


Depression after reading: 77%
Final Rating: 81%

Monday, October 13, 2014

Todo Dia, por David Levithan



Sinopse
Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

     Este é um livro que sempre estive curiosa para ler. Enredos não-cliché e com uma história bem diferente das ficções normais que sempre encontramos abarrotando as prateleiras das livrarias sempre me atraem demasiadamente. Não fui desapontada nem um pouquinho, apesar de a história ter tomado um rumo bem diferente do que era o esperado. 
     A é uma pessoa, um ser humano. Desde seu primeiro dia de vida, ele troca de corpo a cada dia, vivendo a vida de uma pessoa diferente a cada 24h. Há dias que ele é menino, menina, gay, nego, branco, baixo, gordo, alto e por aí vai. Sempre foi assim para ele; no início ele pensava que a vida de todos era assim, até notar que as pessoas faziam planos contando com o dia de amanhã: "Amanhã a gente se vê", " Vamos sair amanhã a noite". Ele sempre entra no corpo de pessoas com a mesma idade que a sua, e tem acesso aos pensamentos e fatos delas, mas não de seus sentimentos sobre tais fatos.
     Com o tempo, A criou para si uma regra fundamental de vivência: não interferir. Observando como cada detalhe, cada alteração que ele causa na vida das pessoas que habita pode causar um verdadeiro rebuliço, ele resolve não interferir; simplesmente viver aquele dia como a pessoa viveria se estivesse em controle de sua mente. Com o passar dos anos - agora 16 - ele já se acostumara. Já reconhece a vida e a personalidade de seus hospedeiros logo de manhã, quando acorda; reconhece o tipo de corpo, se é um enfermo, alguém muito pesado, alguém em depressão, ou alguém somente feliz. No caso destes primeiros ele torce para o dia passar rápido, visto que ele vive uma vida a cada dia. É só por um dia.
     Ao acordar no corpo de Justin, e conhecer sua namorada Rhiannon, o sentido de muitas coisas mudam para A. Ainda no copo de Justin ele se apaixona por ela, e a pós alguns dias decide contar a ela sobre sua vida. Nunca havia feito isso antes, e de repente já estava lá se mostrando e se abrindo para ela, que só pôde comprovar sua veracidade nas mudanças que cada dia proporcionava. Daí em diante a vida de A resume-se em lutar para se encontrar com Rhiannon a cada 24h, e tentar tomar um rumo mais sólido pra sua vida, tendo alguém que o conhece pela primeira vez na vida.
     "Todo Dia" proporciona ao leitor uma perspectiva incrível de mundo, uma vez que o protagonista tem a possibilidade de transmitir a vida pela visão de pessoas muito diferentes, de todos os tipos. É uma história que aguça muito a curiosidade, principalmente por seu enredo ser rico e inédito no mercado literário. Um ponto negativo que eu achei exagero do autor foi na abordagem sobre os homossexuais. David Levithan possui um histórico de várias obras gays publicadas, e, parece que para fazer jus a tal título, ele bate na mesma tecla nessa história. Não tenho nada contra homossexuais, possuo  a minha própria opinião, mas acredito que cada um deva encontrar sua felicidade na vida. O que não gosto é da abordagem desse assunto no livro. Aproveitando-se do fato de que o protagonista muda de sexo todos os dias, o autor se usa disso para explicar que a essência de cada pessoa é significante, sendo ela hetero, homossexual e assim por diante. Concordo. Só não acho válido falar disso o tempo todo, passar a mensagem uma vez basta.
     Indico a leitura para jovens adultos. O livro resultaria em um bom filme também! 


Trechos: "Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande?"
"Uma coisa é se apaixonar. Outra é sentir alguém se apaixonando por você, e sentir-se responsável por esse amor."
"A bondade tem a ver com quem você é, enquanto a gentileza tem a ver com o modo como quer ser visto."
"O som das palavras quando são ditas é sempre diferente do som que fazem ao serem ouvidas, porque o falante ouve parte do som do lado de dentro."
"Não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, todos nós temos cerca de 98 por cento em comum com todos os outros. Sim, as diferenças entre homens e mulheres são biológicas, mas se você observa a biologia como uma mera questão de porcentagem, não há muita coisa diferente. A raça é diferente apenas como uma construção social, e não como uma diferença inerente. E quanto à religião, quer você acredite em Deus, Javé, Alá ou qualquer outra coisa, é provável que, em seu coração, vocês queiram a mesma coisa. Por uma razão qualquer, nós nos concentramos nos dois por cento da diferença, e a maior parte dos conflitos que acontece no mundo é consequência disso."


Depressão pós-livro: 77%
Avaliação Final: 90%

Saturday, October 4, 2014

Um Porto Seguro, por Nicholas Sparks




Sinopse
Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.



     Apesar de ser há bastante tempo uma grande fã de Nicholas Sparks, "Um Porto Seguro" permaneceu intacto em minha estante por vários meses. Livro veio, livro foi, e nunca me animei com a sinopse; até que chegou sua hora. Pra variar, não me decepcionei nem um pouco e fui completamente pega de surpresa com a capacidade deste autor brilhante de me prender a suas histórias; histórias as quais sempre são romances, mas que o abordam de diferentes espectros. Há muito mais adrenalina e suspense nesse livro do que a capa indica, ou a sinopse, que não representa nem um quinto de sua qualidade.
     Katie é a mais nova cidadã de Southport, uma cidadezinha no interior da Carolina do Norte. Ela chega a cidade guardando grandes mistérios sobre seu passado e com o profundo objetivo de começar a vida do zero nesta pequena cidade. Com o passar do tempo, ela consegue criar suas raízes e sua independência no local, o que ocorre quando o destino, ou a própria sorte lhe aproxima de Alex, o dono da loja de conveniência do local. Ela descobre nele um Porto Seguro para se apoiar dali em diante em sua nova jornada, ao apaixonarem-se um pelo outro, mesmo com suas dificuldades pessoais. O que ela não imaginava era que seu misterioso passado a perseguiria e viria atingir as pessoas que agora ama, e ela tem de aprender a lidar primeiramente consigo mesma ao ter de enfrentar seus grandes medos do passado.
     Há muito mais nesta história do que ela transparece, e essa é mais uma prova de que Sparks é um excelente autor em sua categoria. O livro carrega uma trama doce e grandiosa, e sua narração, apesar de ser dada em terceira pessoa, trabalha tão bem com a transfiguração dos sentimentos e circunstâncias de cada personagem que muitas vezes o leitor se vê mais próximo dele do que se o livro fosse narrado em primeira pessoa. Esta é mais uma qualidade elogiável de Sparks.
     Um Porto Seguro está em segundo lugar nos meus favoritos do autor, só perdendo para O Casamento, o qual realmente apresenta uma lição de vida. Entretanto, esta obra orquestra muito bem romance com ação e suspense, o que enriquece demasiadamente a leitura.
     O livro recebeu uma  adaptação para o cinema este ano, que vale a pena ser conferida.

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Depressão pós-livro: 70%
Avaliação Final: 97%

Monday, September 29, 2014

A Esperança, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?


     Após um término arrasador de "Em Chamas", estava ávida para iniciar "Esperança". Não tão surpreendente e envolvente como os demais livros da série, mas inteligente, este livro trabalha com vários momentos de uma guerra contra o sistema. Acredito que o que sempre me atraiu mais à série de Jogos Vorazes é a sua denúncia contra um sistema opressor, qualidade que não podemos 100% descartar com relação aos dias de hoje.
     Depois de sobreviver duas vezes à arena dos Jogos Vorazes, Katniss pensava que não precisaria mais lutar, mas estava enganada. Com a crescente guerra contra a Capital, veio a necessidade de um estímulo, do verdadeiro Símbolo da Revolta: O Tordo. Ainda muito debilitada e atormentada por tudo o que passou, a personagem sai da arena direto para o 13, o lendário Distrito que não sobreviveu aos Dias Escuros do passado. Os rebeldes precisam de um Tordo, alguém com coragem suficiente para ir contra a opressão, alguém que até nos simples atos desafie a Capital e o seu poder totalitário. Katniss fica entre a difícil escolha entre colaborar na luta a favor da liberdade, e ao mesmo tempo, arriscar a vide de sua família e seus amigos novamente. A luta é maior em tempos de guerra do que na arena.
     Mantendo o ritmo de toda a série, "Esperança" é um dos melhores livros que já li, mas que se comparado ao livro anterior, não atende completamente às expectativas, por conta de sua má organização com relação à narração sobre as diferentes fases da guerra, e também por conta da quebra de alguns propósitos que vêm com a história desde o primeiro livro. Entretanto, a crítica ao sistema opressor e a mensagem de incentivo à luta contra a manipulação por parte do governo são bem claras e trabalhadas.
     Esperança já ganhou sua adaptação para o cinema em duas partes finais que serão lançadas em 2014 e 2015.


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Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 98%

Saturday, September 13, 2014

Em Chamas, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o terceiro Massacre Quaternário, uma edição da luta na arena com regras ainda mais duras que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

   
     Depois de uma aprovação quase instantânea de Jogos Vorazes, Em Chamas seguiu o mesmo ritmo, e quando parei de ler, já estava totalmente imersa no mundo de Katniss. Mais uma vez.

     Depois de vencer a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes com um ato de inteligência e ingênuo ataque contra a Capital, Katniss volta pra casa com um fardo maior do que o que esperava: sua atitude na arena incentivou multidões nos distritos a organizarem levantes contra a Capital. A partir disto, ela e sua família e amigos não estão mais seguros, e cada ação sua pode trazer mais problemas para aqueles que ama.
     Enquanto encontra-se numa situação complicada entre Gale e Peeta, a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes chega com o Massacre Quaternário, que só ocorre de 25 em 25 anos, levando Katniss e Peeta de volta à Arena. Dessa vez os riscos são maiores, e não somente suas vidas estão em jogo, como também a de suas famílias.
    Repleto de novidades e muita ação, Em Chamas não dá chances para o leitor recuperar o fôlego; a aventura é perseguida por surpresas a todo instante, as quais se orquestram muito bem com um mar de criatividade e enigmas bem bolados. 
     O título é perfeito para a história, uma vez que em Jogos Vorazes Katniss era a faísca que se alastrou por toda Panem, que agora está em chamas.
     Este é um livro extremamente cativante e envolvente. É claro o amadurecimento dos personagens com o passar do tempo, e a qualidade da escrita de Collins me atraem demasiadamente. Gostaria de ver a autora futuramente mais presente na literatura juvenil, com outros títulos.
     Ansiosamente aguardando por "A Esperança".

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Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Sunday, September 7, 2014

Jogos Vorazes, por Suzanne Collins



Sinopse
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

    Sempre tive muita vontade de ler a Saga de Jogos Vorazes, não só pela fama que esta série conquistou, tanto no meio literário quanto no meio cinematográfico, mas também por sua sinopse inédita. Amante de distopias, não tinha baixas expectativas para esta história, e Suzanne Collins não me decepcionou. 
     Katniss Everdeen vive num mundo pós apocalítico, que era antigamente conhecido como Estados Unidos. No país de Panem, há 12 distritos, e cada um deles é fortemente controlado pela Capital. Cada distrito é responsável pela produção de um produto ou bem de consumo específico, que são enviados a Capital, que por sua vez é o centro da riqueza e da sociedade elitizada. A maioria dos habitantes dos distritos vive em completa miséria, cenário contrastante com a realidade da Capital. Em meio a isso, há anos atrás os distritos organizaram um levante contra a Capital, no qual esta saiu vencedora, tendo destruído o antigo distrito 13, e estabelecido a implementação dos Jogos Vorazes. 
     Os Jogos Vorazes ocorrem todos os anos em Panem, e são como um lembrete a todos dos distritos de como estão submetidos às forças da Capital; são como uma punição que pagam pelos levantes organizado há anos atrás. Dois jovens, chamados de tributos, entre 12 e 18 anos são selecionados em cada distrito, sendo um menino e uma menina para participar obrigatoriamente dos Jogos, que são uma disputa em que somente um jovem sai vencedor, quando os demais estão mortos. Eles são submetidos a variados tipos de situações como fome, sede, lutas e todo tipo de coisa na Arena, espaço onde os Jogos se desenrolam, até que haja somente um sobrevivente. Este programa é nada mais nada menos que um bom retrato do que conhecemos hoje em dia como um reality show, que funciona como um entretimento para as elites da Capital.
     Para salvar a irmã, Katniss se voluntaria a tomar o seu lugar e ir para os Jogos Vorazes, acompanhada de Peeta Mellark, jovem filho do padeiro de seu distrito. O leitor embarca na aventura dos dois na Arena. Uma característica muito forte para mim deste livro é sua vivacidade. Nunca li uma história tão viva, tão acordada. A autora tem uma enorme capacidade de fazer o leitor se envolver com a história, a ponto de sofrer junto com os personagens, ou comemorar com eles em cada momento.
     Este é sim um dos melhores livros que já li. Não o classificaria como juvenil, pois trata de assuntos implícitos como o Controle Social, as ideias de Big Brother e o impacto que isso exerce nas pessoas, disfarçado em um enredo muito bom, incrementado com um romance delicioso e angustiante ao mesmo tempo.
     Impossível de largar do início ao fim, Jogos Vorazes deixa um legado muito bom para os próximo livros da série.



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Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Thursday, August 14, 2014

Allegiant, by Veronica Roth



Synopsis
The faction-based society that Tris Prior once believed in is shattered—fractured by violence and power struggles and scarred by loss and betrayal. So when offered a chance to explore the world past the limits she’s known, Tris is ready. Perhaps beyond the fence, she and Tobias will find a simple new life together, free from complicated lies, tangled loyalties, and painful memories. 
But Tris’s new reality is even more alarming than the one she left behind. Old discoveries are quickly rendered meaningless. Explosive new truths change the hearts of those she loves. And once again, Tris must battle to comprehend the complexities of human nature—and of herself—while facing impossible choices about courage, allegiance, sacrifice, and love. 
Told from a riveting dual perspective, Allegiant, by #1 New York Times best-selling author Veronica Roth, brings the Divergent series to a powerful conclusion while revealing the secrets of the dystopian world that has captivated millions of readers in Divergent and Insurgent.


     This is the end. This book means to me both the end of a window of thought I have developed and a new beggining for Tri´s world. Big Divergent fans got astonished as they read the conclusion of this thrilling dystopian series. There´s a lot of death reaching  the dearest ones. There´s new information, a whole world discovered beyond the city limits. Beyond the reader´s limits.
     After the truth about the city was revealed in the end of Insurgent, Allegiant brings a new reality to be explored. Tris and friends go outside the city just so they can understand the truth and the existence of their city - lasted found out as an experiment. 
     Allegiant isn´t as close to an action book as Insurgent is. It explores ideologies, genetics, mind, technology and human behavior. There are those who say it hasn´t achieved their expectations in the matter of action, saying it´s too much drama. I guess what they haven´t noticed is that there was so much speed already, seeking for a truth they put their beliefs on. And when you acknowledge a revelation, you´ve got to spend some time until it settles in your mind. It may not be as easy as it seems to realize the life you had and the world you gave everything for wasn´t real, or wasn´t for real. 
     I was surprised and glad to have the chance to see Tris´s and Tobias´s realtionship grow more mature each page I got to turn. Even thoug they were young, they went through a lot together, and that shows to me that you grow emotionally mature when you get to experience both sides of life with the one you love - the good and the bad. Those moments shape who you are and who you are together.
     Roth leaves the reader with an astonishing end, but satisfying. I was afraid that the peace or maybe part of it wouldn´t be achieved once these book series perceives the deep humam nature, and for me humanity wouldn´t be able to reach complete peace, since one is always looking forward to be better than the neighboor. Partial piece is enough for now.
     I could list here how many things I learned through this reading, but I think it all consists in how I view myself and mankind. It´ll be different from now on. My fears now belong to my fear landscape and nowhere else. Selflessness became the true bravery. True love is stronger than it haven´t been before.
     Be brave.

Quotes: "People always organize into groups.That´s a fact of our existence."
"A system that relies on a group of uneducated people to do its dirty work without giving them a way to rise is hardly fair."
"Our ability to know about ourselves and the world is what makes us human."
"You don´t believe things because they make your life better, you believe them because they´re true."
"When you control information, or manipulate it, you don´t need force to keep people under your thumb. They stay there willingly."
"And I know, without being told, that´s what love does, when it´s right - it makes you more than you were, more than you thought you could be."
"There are so many ways to be brave in this world. Sometimes bravey involves laying down your life for something bigger than yourself, or for someone else. Sometimes it involves giving up everything you have ever known, or everyone you have ever loved, for the sake of something greater."
"Since I was young, I have always known this: Life damages us, every one. We can´t escape that damage."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%

Sunday, August 10, 2014

Insurgent, by Veronica Roth



Synopsis
One choice can transform you--or it can destroy you. But every choice has consequences, and as unrest surges in the factions all around her, Tris Prior must continue trying to save those she loves--and herself--while grappling with haunting questions of grief and forgiveness, identity and loyalty, politics and love. 

Tris's initiation day should have been marked by celebration and victory with her chosen faction; instead, the day ended with unspeakable horrors. War now looms as conflict between the factions and their ideologies grows. And in times of war, sides must be chosen, secrets will emerge, and choices will become even more irrevocable--and even more powerful. Transformed by her own decisions but also by haunting grief and guilt, radical new discoveries, and shifting relationships, Tris must fully embrace her Divergence, even if she does not know what she may lose by doing so.



Read the first book´s review here.

     There´s one thing I loved about Insurgent right away: it starts just after the point Divegent ended; it actually seems like the author didn´t even had the thought of creating a trilogy in the beggining, so smooth is the conection between the books. This is an awesome follow-up, so explosive throughout all the pages. 
     After Tris´s Initiation Ceremony, the world as she knew was never the same. The war was set. The factions got disestablished, and the reader gets into a frenetic pace reading. During a war, we´ve got to choose sides and to make choices - in less than a second - that will affect your life forever. Tris will suffer the loss of many of her friends through Insurgent. The heavy weight she and Tobias are carrying make things get complicated between them.
     Insurgent means "rising in active revolt" or "a rebel or a revolutionary". I think it describes really well the purpose of the book: Tris and her friends are rebelling against the system which is tried to be set in this society that is falling apart. I see this book as a good opportunity for the reader to get insider of the faction-based world they live (lived) in, as we can experience how life is like in almost all of the factions headquarters. Every detail here is important for the upcoming book - Allegiant - as it brings answers for the whole mysterious puzzle, mostly after a big truth is revealed at the end of the book, leaving the reader even more anxious for the continuation. 
     I could say Roth doesn´t hesitate to kill off characters, change the game completely or to recreate the storyline at every turn - you´ve got to be ready for intense emotions.
     I couldn´t be more satisfied with the DIvergent series; besides Veronica´s great ability to kill the people you most get attached to, it´s still worth it. The learning I get from a reading is the most important part for me and this series haven´t left me without it not even a moment.

Check out what other readers are saying about Insurgent : here.

Quotes: " Like a wild animal, the truth is too powerful to remain caged."
"The truth has a way of changing a person´s plans."
"Grief is not as heavy as guilt, but it takes more away from you."
"Insurgent. Noun. A person who acts in opposition to the established authority, who is not necessarily regarded as a belligerent."
"People, I have discovered, are layers and layers of secrets. You believe you know them, that you understand them, but their motives are always hidden from you, buried in their own hearts. You will never know them, but sometimes you decide to trust them."

Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%


Sunday, August 3, 2014

Divergent, by Veronica Roth




Synopsis
In Beatrice Prior's dystopian Chicago, society is divided into five factions, each dedicated to the cultivation of a particular virtue—Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). On an appointed day of every year, all sixteen-year-olds must select the faction to which they will devote the rest of their lives. For Beatrice, the decision is between staying with her family and being who she really is—she can't have both. So she makes a choice that surprises everyone, including herself.
During the highly competitive initiation that follows, Beatrice renames herself Tris and struggles to determine who her friends really are—and where, exactly, a romance with a sometimes fascinating, sometimes infuriating boy fits into the life she's chosen. But Tris also has a secret, one she's kept hidden from everyone because she's been warned it can mean death. And as she discovers a growing conflict that threatens to unravel her seemingly perfect society, she also learns that her secret might help her save those she loves . . . or it might destroy her.


     I can´t find a better way to start this review but admitting: This is the second best book I´ve read in my life. Divergent has played a big role on changing my point of view about how to control myself and how I should analyse the world we live in. It was such a great experience to read it. It isn´t just a surprisingly teenager adventure - it goes further than that - it´s about making choices and understanding others. 

      Beatrice lives in a society which is divided into five factions, each connected to a different value - Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). When kids turn sixteen, they´re supposed to take an aptitude test and choose a faction to belong in. Beatrice is naturally from Abnegation, but she isn´t satisfied with the life she has got - the rules she has to follow hide who she really is. And she will make a choice that has the power to change her world - and mainly to change her perspective about herself.
     The consequences for the choice she made are tough - Beatrice, now called Tris, needs to go through a competitive and brutal initiation to her faction. She´ll find out about what her biggest fears are and learn how to deal with them. Besides these obstacles, she finds herself drawn to a boy who seems to both threaten and protect her.
     This thrilling story is set in a futurist  post-apocalypt version of Chicago and takes the reader to an exploration of a clearly controlled society. The system of factions was created in order to prevent humanity from another war. Each individual works to the faction they belong in, and the factions work together as a strategy to survive. The book settles a great contrast to the deep human being wills - it is often called status quo - wealthy, prestige and power. And these three are combined in Divergent, showing how, even in a post-apocalypt world, societies cannot find piece. Someone has to be in power, and the Abnegation faction, known for its selflessness has always occupied the government positions - until the human instinct and attraction for power calls louder.
     Tris´s choices need to take into account the fragile world she is living in, besides her family and friends. It isn´t about selflessness anymore. It´s about being brave. Or maybe the two are strictly connected.
     There are many reasons this is a great formulated book. One of them is that I could take a lot from it - I got to learn how to deal with my fears and how I should face them. I feel braver after this reading. And that´s what attracts me to a book: not just its power to entertain me, but to make me reflect about my life and the directions it is turning to, and to deeply learn. Learning gets to knowledge, and knowledge is a power no one can take away from me.

Quotes: "Decades ago, our ancestors realized that it is not political ideology, religious belief, race, or nationalism that is to blame for a warring world. Rather, they determined that it was the fault of human personality - of humankind´s inclination toward evil, in whatever form that is. They divided into factions that sought to eradicate those qualities they believed responsible for the world´s disarray."

"In our factions, we find meaning, we find purpose, we find love."
"My father says that those who want power and get it live in terror of losing it. That´s why we have to give power to those who do not want it."
"Intentios are the only thing they care about. They try to make you think they care about what you do, but they don´t. They don´t want you to act a certain way. They want you to think a certain way. So you´re easy to understand. So you won´t pose a threat to them."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%