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Saturday, January 9, 2016

A Linha, por Teri Hall




Sinopse
Rachel vive com sua mãe na Propriedade. O lado bom é que o lugar fica longe da cidade, onde o governo opressivo é mais atuante. O lado ruim, pelo menos para a maioria das pessoas, é que fica perto da Linha – uma porção intransponível do Sistema de Defesa das Fronteiras Nacionais, uma barreira invisível que circunda todo o país.Ela pode ver a Linha através das janelas da estufa, mas está proibida de se aproximar dela. Apesar de Rachel ter ouvido incontáveis rumores sobre os perigos que existem do outro lado da Linha, ela nunca acreditou de fato neles. Até o dia em que ouve uma gravação que só poderia ter vindo de lá. É uma voz pedindo socorro. Quem enviou a mensagem? O que sua mãe estará escondendo? E até onde Rachel irá para fazer o que acha que é certo? Com uma narrativa impressionante, A Linha investiga o esforço de uma menina para tentar atravessar – não apenas a Linha, mas as barreiras que sua mãe traçou para protegê-la.


     Futurista, misterioso, distópico. Essas características de cara já me conquistaram quando esbarrei com este livro - em uma irresistível feirinha de rua. Em seu livro de estreia, resolvi apostar em Teri Hall, com altas expectativas.
     Rachel vive na Propriedade, espaço que compreende a casa de uma senhora para quem sua mãe trabalha, e onde ela acaba tendo de viver. Sem muitas informações sobre o mundo exterior, Rachel passa a maior parte do seu tempo na Propriedade, trabalhando na estufa e auxiliando sua mãe, a mesma pessoa que a ensina e passa matérias escolares. Nelas, ela aprende sobre um governo que está lá fora e é opressor com aqueles que não podem pagar por uma liberdade maior. Guerras do passado levaram à criação de uma Linha pelo governo, que delimita todo o território dos Estados Unificados, e nada nem ninguém pode ultrapassá-la, a não ser que possua uma autorização especial. Essa estratégia de controle do governo desperta muito o interesse de Rachel pelo mundo em que vive, e principalmente por ultrapassar as barreiras que sua mãe cria para protegê-la desse tempo em que vivem. 
     Há muitos rumores sobre o que há do outro lado da Linha. Centauros? Homens diferentes? Animais deformados? Rachel é uma menina curiosa que tenta a todo tempo desvendar o mundo. Muito tempo ela passa em frente a Transmissor - espécie de TV e computador do futuro, que está presente em todas as casas, e ao mesmo tempo que é uma porta de entrada para informações, é uma saída de informações para controle e domínio. O que você pesquisa, o que te interessa, se possui atividades suspeitas, tudo é observado pelo Governo e por seus Agentes. 
     No decorrer da história Rachel empreende uma busca por entender tudo ao seu redor, e um certo dia se depara com uma mensagem vinda aparentemente do outro lado da Linha, e isso a intriga a procurar por mais pistas. Em quem ela deve acreditar? No Governo? Em sua mãe que tenta protegê-la o tempo todo? Ou talvez nela mesma?
     Este livro trabalhou comigo num formato de uma mão dupla - ao mesmo tempo que sua temática me conquistou e inclusive foi ela que me chamou a atenção desde o início, ele trouxe uma certa pitada de decepção. Talvez por ser a escrita de estreia da autora, o livro dá muito foco na história pessoal dos personagens e deixa a desejar na caracterização da ambientação em que tudo se passa, que o que o livro traz de mais interessante, e também o que é ressaltado em sua sinopse. Contudo, ainda acho válida a sua leitura por uma questão de que distopias e livros futuristas abrem nossas mentes para novas possibilidades e para a visão crítica do mundo. Da forma que a humanidade se comporta e pensa atualmente, para onde vamos? Onde vamos chegar? Questionar já é um bom começo.



Trechos: "Você não vê? Não dá para ter coragem sem ter medo. Os corajosos sempre temem. Mas, mesmo assim, fazem o que é preciso."




Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 85%



Friday, May 15, 2015

The Death Cure, by James Dashner





Synopsis
     It´s the end of the line. WICKED has taken everything from Thomas: his life, his memories, and now his only friends - the Gladers. But it´s finally over. The trials are complete, after one final test. What WICKED doesn´t know is that Thomas remebers far more than they think. And it´s enough to prove that he can´t believe a word of what they say. Thomas beat the Maze. He survived the Scorch. He´ll risk anything to save his friends. But the truth might be what ends it all. The time for lies is over.


      I always wondered what it would be like to find a new beginning for a humanity that chased its own destruction because of the hypocrisy and selfishness in its heart. How long could humans live for with a mentality of power that was always present throughout their whole history? How far would go their hearts to overpower their rationality? All these questions pop up in the minds of the Deth Cure´s readers. This is a dystopia and if there´s something I most like about them is how they bring us out of the box and to think of our roles in the world.
     In the third book of the Maze Runner series, Thomas and his friends keep proving us how strong they are - and I don´t mean the strength we get for having muscles, but the one you conquer by being smart. They never gave up fighting against what they believed. WICKED proved to be lying and Thomas never doubted his remaining memories. 
    They are finally able to see what the world really looks like, how it is after the great catastrophe. The only possible ending for the human race is more destruction; the Flare is uncontrollable, and the resources that are left are being wasted in a cruel project which is far from finding a cure. 
     The truth is terrifying, and there´s no turning back now. Thomas and his friends are the only hopes, and it will take courage and humility from someone we wouldn´t expect it to come from - to save the human race. And far more than that, I can´t help but wonder: is it possible to find a new beginning for humans, if we still carry the same hearts and desires of power? Would it be a happy ending or just a different part of the cycle? 




Depression after reading: 100%
Final Rating: 99%
     

The Scorch Trials, by James Dashner




Synopsis
     Solving the Maze was supposed to be the end. Thomas was sure that escape from the Maze wouldn´t mean freedom for him and the Gladers. But WICKED isn´t done yet. Phase Two has just begun. The Scorch. There are no rules. There is no help. You either make it or die. The Gladers have two weeks to cross the Scorch - the most burned-out section of the world. And WICKED has been sure to adjust the variables and stack the odds against them. 

     After swallowing every page of The Maze Runner book 1, it couldn´t be diffetent with The Scorch Trials. James Dashner has an incredible pace of writing that mesmerizes the reader in a way you can´t leave the book before you´re done with it - or until you know there´s a book 2.
     Holding the hope that finding the Maze´s exit would be the end of all the Gladers´s suffering wasn´t enough. James Dashner didn´t spare Thomas and his friends on his creativity as a writer. Now the challenges are bigger and deeper, and there´s no rule or no help. The Gladers now are obligated to go through the Scorch and face the worst place on earth to be at - a burned landscape area where danger could come from every direction. Although they had a choice to either go or not to the Scorch, they were promised to be given the cure for the Flare - the awful virus that took control of a great part of the population after the Sun flares burned the earth. The human race is fading and now they can see it with their eyes, and now they have no choice but cooperate with WICKED in order to try to have a "normal" life.
     What the reader does not expect to see is the testing of how far a friendship can go. How can you be sure someone is loyal to you when you do not even remember your past? One of the tests the Scorch promotes is about the strength of the Gladers´s friendship, combined with many other peculiarities in order to examine their actions to a bigger purpose. Will all of this effort be worth it?
     The author proves again his ability to write in a fast-paced rythm and conquers the reader with it, though sometimes the sequence of events can be overwhelming and lead to a exhaustive reading. Thinking out of the box is still present in book 2, but mostly of all, it makes the public think about how far humans can go in a limited world and their unlimited selfishness. I wonder if all the dystopias aren´t just what the future holds for us. Maybe they are. 



Depressions after reading: 100%
Final Rating: 98%


Monday, September 29, 2014

A Esperança, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?


     Após um término arrasador de "Em Chamas", estava ávida para iniciar "Esperança". Não tão surpreendente e envolvente como os demais livros da série, mas inteligente, este livro trabalha com vários momentos de uma guerra contra o sistema. Acredito que o que sempre me atraiu mais à série de Jogos Vorazes é a sua denúncia contra um sistema opressor, qualidade que não podemos 100% descartar com relação aos dias de hoje.
     Depois de sobreviver duas vezes à arena dos Jogos Vorazes, Katniss pensava que não precisaria mais lutar, mas estava enganada. Com a crescente guerra contra a Capital, veio a necessidade de um estímulo, do verdadeiro Símbolo da Revolta: O Tordo. Ainda muito debilitada e atormentada por tudo o que passou, a personagem sai da arena direto para o 13, o lendário Distrito que não sobreviveu aos Dias Escuros do passado. Os rebeldes precisam de um Tordo, alguém com coragem suficiente para ir contra a opressão, alguém que até nos simples atos desafie a Capital e o seu poder totalitário. Katniss fica entre a difícil escolha entre colaborar na luta a favor da liberdade, e ao mesmo tempo, arriscar a vide de sua família e seus amigos novamente. A luta é maior em tempos de guerra do que na arena.
     Mantendo o ritmo de toda a série, "Esperança" é um dos melhores livros que já li, mas que se comparado ao livro anterior, não atende completamente às expectativas, por conta de sua má organização com relação à narração sobre as diferentes fases da guerra, e também por conta da quebra de alguns propósitos que vêm com a história desde o primeiro livro. Entretanto, a crítica ao sistema opressor e a mensagem de incentivo à luta contra a manipulação por parte do governo são bem claras e trabalhadas.
     Esperança já ganhou sua adaptação para o cinema em duas partes finais que serão lançadas em 2014 e 2015.


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Depressão pós-livro: 90%
Avaliação Final: 98%

Saturday, September 13, 2014

Em Chamas, por Suzanne Collins



Sinopse
Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o terceiro Massacre Quaternário, uma edição da luta na arena com regras ainda mais duras que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

   
     Depois de uma aprovação quase instantânea de Jogos Vorazes, Em Chamas seguiu o mesmo ritmo, e quando parei de ler, já estava totalmente imersa no mundo de Katniss. Mais uma vez.

     Depois de vencer a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes com um ato de inteligência e ingênuo ataque contra a Capital, Katniss volta pra casa com um fardo maior do que o que esperava: sua atitude na arena incentivou multidões nos distritos a organizarem levantes contra a Capital. A partir disto, ela e sua família e amigos não estão mais seguros, e cada ação sua pode trazer mais problemas para aqueles que ama.
     Enquanto encontra-se numa situação complicada entre Gale e Peeta, a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes chega com o Massacre Quaternário, que só ocorre de 25 em 25 anos, levando Katniss e Peeta de volta à Arena. Dessa vez os riscos são maiores, e não somente suas vidas estão em jogo, como também a de suas famílias.
    Repleto de novidades e muita ação, Em Chamas não dá chances para o leitor recuperar o fôlego; a aventura é perseguida por surpresas a todo instante, as quais se orquestram muito bem com um mar de criatividade e enigmas bem bolados. 
     O título é perfeito para a história, uma vez que em Jogos Vorazes Katniss era a faísca que se alastrou por toda Panem, que agora está em chamas.
     Este é um livro extremamente cativante e envolvente. É claro o amadurecimento dos personagens com o passar do tempo, e a qualidade da escrita de Collins me atraem demasiadamente. Gostaria de ver a autora futuramente mais presente na literatura juvenil, com outros títulos.
     Ansiosamente aguardando por "A Esperança".

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Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Sunday, September 7, 2014

Jogos Vorazes, por Suzanne Collins



Sinopse
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

    Sempre tive muita vontade de ler a Saga de Jogos Vorazes, não só pela fama que esta série conquistou, tanto no meio literário quanto no meio cinematográfico, mas também por sua sinopse inédita. Amante de distopias, não tinha baixas expectativas para esta história, e Suzanne Collins não me decepcionou. 
     Katniss Everdeen vive num mundo pós apocalítico, que era antigamente conhecido como Estados Unidos. No país de Panem, há 12 distritos, e cada um deles é fortemente controlado pela Capital. Cada distrito é responsável pela produção de um produto ou bem de consumo específico, que são enviados a Capital, que por sua vez é o centro da riqueza e da sociedade elitizada. A maioria dos habitantes dos distritos vive em completa miséria, cenário contrastante com a realidade da Capital. Em meio a isso, há anos atrás os distritos organizaram um levante contra a Capital, no qual esta saiu vencedora, tendo destruído o antigo distrito 13, e estabelecido a implementação dos Jogos Vorazes. 
     Os Jogos Vorazes ocorrem todos os anos em Panem, e são como um lembrete a todos dos distritos de como estão submetidos às forças da Capital; são como uma punição que pagam pelos levantes organizado há anos atrás. Dois jovens, chamados de tributos, entre 12 e 18 anos são selecionados em cada distrito, sendo um menino e uma menina para participar obrigatoriamente dos Jogos, que são uma disputa em que somente um jovem sai vencedor, quando os demais estão mortos. Eles são submetidos a variados tipos de situações como fome, sede, lutas e todo tipo de coisa na Arena, espaço onde os Jogos se desenrolam, até que haja somente um sobrevivente. Este programa é nada mais nada menos que um bom retrato do que conhecemos hoje em dia como um reality show, que funciona como um entretimento para as elites da Capital.
     Para salvar a irmã, Katniss se voluntaria a tomar o seu lugar e ir para os Jogos Vorazes, acompanhada de Peeta Mellark, jovem filho do padeiro de seu distrito. O leitor embarca na aventura dos dois na Arena. Uma característica muito forte para mim deste livro é sua vivacidade. Nunca li uma história tão viva, tão acordada. A autora tem uma enorme capacidade de fazer o leitor se envolver com a história, a ponto de sofrer junto com os personagens, ou comemorar com eles em cada momento.
     Este é sim um dos melhores livros que já li. Não o classificaria como juvenil, pois trata de assuntos implícitos como o Controle Social, as ideias de Big Brother e o impacto que isso exerce nas pessoas, disfarçado em um enredo muito bom, incrementado com um romance delicioso e angustiante ao mesmo tempo.
     Impossível de largar do início ao fim, Jogos Vorazes deixa um legado muito bom para os próximo livros da série.



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Depressão-pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Thursday, August 14, 2014

Allegiant, by Veronica Roth



Synopsis
The faction-based society that Tris Prior once believed in is shattered—fractured by violence and power struggles and scarred by loss and betrayal. So when offered a chance to explore the world past the limits she’s known, Tris is ready. Perhaps beyond the fence, she and Tobias will find a simple new life together, free from complicated lies, tangled loyalties, and painful memories. 
But Tris’s new reality is even more alarming than the one she left behind. Old discoveries are quickly rendered meaningless. Explosive new truths change the hearts of those she loves. And once again, Tris must battle to comprehend the complexities of human nature—and of herself—while facing impossible choices about courage, allegiance, sacrifice, and love. 
Told from a riveting dual perspective, Allegiant, by #1 New York Times best-selling author Veronica Roth, brings the Divergent series to a powerful conclusion while revealing the secrets of the dystopian world that has captivated millions of readers in Divergent and Insurgent.


     This is the end. This book means to me both the end of a window of thought I have developed and a new beggining for Tri´s world. Big Divergent fans got astonished as they read the conclusion of this thrilling dystopian series. There´s a lot of death reaching  the dearest ones. There´s new information, a whole world discovered beyond the city limits. Beyond the reader´s limits.
     After the truth about the city was revealed in the end of Insurgent, Allegiant brings a new reality to be explored. Tris and friends go outside the city just so they can understand the truth and the existence of their city - lasted found out as an experiment. 
     Allegiant isn´t as close to an action book as Insurgent is. It explores ideologies, genetics, mind, technology and human behavior. There are those who say it hasn´t achieved their expectations in the matter of action, saying it´s too much drama. I guess what they haven´t noticed is that there was so much speed already, seeking for a truth they put their beliefs on. And when you acknowledge a revelation, you´ve got to spend some time until it settles in your mind. It may not be as easy as it seems to realize the life you had and the world you gave everything for wasn´t real, or wasn´t for real. 
     I was surprised and glad to have the chance to see Tris´s and Tobias´s realtionship grow more mature each page I got to turn. Even thoug they were young, they went through a lot together, and that shows to me that you grow emotionally mature when you get to experience both sides of life with the one you love - the good and the bad. Those moments shape who you are and who you are together.
     Roth leaves the reader with an astonishing end, but satisfying. I was afraid that the peace or maybe part of it wouldn´t be achieved once these book series perceives the deep humam nature, and for me humanity wouldn´t be able to reach complete peace, since one is always looking forward to be better than the neighboor. Partial piece is enough for now.
     I could list here how many things I learned through this reading, but I think it all consists in how I view myself and mankind. It´ll be different from now on. My fears now belong to my fear landscape and nowhere else. Selflessness became the true bravery. True love is stronger than it haven´t been before.
     Be brave.

Quotes: "People always organize into groups.That´s a fact of our existence."
"A system that relies on a group of uneducated people to do its dirty work without giving them a way to rise is hardly fair."
"Our ability to know about ourselves and the world is what makes us human."
"You don´t believe things because they make your life better, you believe them because they´re true."
"When you control information, or manipulate it, you don´t need force to keep people under your thumb. They stay there willingly."
"And I know, without being told, that´s what love does, when it´s right - it makes you more than you were, more than you thought you could be."
"There are so many ways to be brave in this world. Sometimes bravey involves laying down your life for something bigger than yourself, or for someone else. Sometimes it involves giving up everything you have ever known, or everyone you have ever loved, for the sake of something greater."
"Since I was young, I have always known this: Life damages us, every one. We can´t escape that damage."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%

Sunday, August 10, 2014

Insurgent, by Veronica Roth



Synopsis
One choice can transform you--or it can destroy you. But every choice has consequences, and as unrest surges in the factions all around her, Tris Prior must continue trying to save those she loves--and herself--while grappling with haunting questions of grief and forgiveness, identity and loyalty, politics and love. 

Tris's initiation day should have been marked by celebration and victory with her chosen faction; instead, the day ended with unspeakable horrors. War now looms as conflict between the factions and their ideologies grows. And in times of war, sides must be chosen, secrets will emerge, and choices will become even more irrevocable--and even more powerful. Transformed by her own decisions but also by haunting grief and guilt, radical new discoveries, and shifting relationships, Tris must fully embrace her Divergence, even if she does not know what she may lose by doing so.



Read the first book´s review here.

     There´s one thing I loved about Insurgent right away: it starts just after the point Divegent ended; it actually seems like the author didn´t even had the thought of creating a trilogy in the beggining, so smooth is the conection between the books. This is an awesome follow-up, so explosive throughout all the pages. 
     After Tris´s Initiation Ceremony, the world as she knew was never the same. The war was set. The factions got disestablished, and the reader gets into a frenetic pace reading. During a war, we´ve got to choose sides and to make choices - in less than a second - that will affect your life forever. Tris will suffer the loss of many of her friends through Insurgent. The heavy weight she and Tobias are carrying make things get complicated between them.
     Insurgent means "rising in active revolt" or "a rebel or a revolutionary". I think it describes really well the purpose of the book: Tris and her friends are rebelling against the system which is tried to be set in this society that is falling apart. I see this book as a good opportunity for the reader to get insider of the faction-based world they live (lived) in, as we can experience how life is like in almost all of the factions headquarters. Every detail here is important for the upcoming book - Allegiant - as it brings answers for the whole mysterious puzzle, mostly after a big truth is revealed at the end of the book, leaving the reader even more anxious for the continuation. 
     I could say Roth doesn´t hesitate to kill off characters, change the game completely or to recreate the storyline at every turn - you´ve got to be ready for intense emotions.
     I couldn´t be more satisfied with the DIvergent series; besides Veronica´s great ability to kill the people you most get attached to, it´s still worth it. The learning I get from a reading is the most important part for me and this series haven´t left me without it not even a moment.

Check out what other readers are saying about Insurgent : here.

Quotes: " Like a wild animal, the truth is too powerful to remain caged."
"The truth has a way of changing a person´s plans."
"Grief is not as heavy as guilt, but it takes more away from you."
"Insurgent. Noun. A person who acts in opposition to the established authority, who is not necessarily regarded as a belligerent."
"People, I have discovered, are layers and layers of secrets. You believe you know them, that you understand them, but their motives are always hidden from you, buried in their own hearts. You will never know them, but sometimes you decide to trust them."

Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%


Sunday, August 3, 2014

Divergent, by Veronica Roth




Synopsis
In Beatrice Prior's dystopian Chicago, society is divided into five factions, each dedicated to the cultivation of a particular virtue—Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). On an appointed day of every year, all sixteen-year-olds must select the faction to which they will devote the rest of their lives. For Beatrice, the decision is between staying with her family and being who she really is—she can't have both. So she makes a choice that surprises everyone, including herself.
During the highly competitive initiation that follows, Beatrice renames herself Tris and struggles to determine who her friends really are—and where, exactly, a romance with a sometimes fascinating, sometimes infuriating boy fits into the life she's chosen. But Tris also has a secret, one she's kept hidden from everyone because she's been warned it can mean death. And as she discovers a growing conflict that threatens to unravel her seemingly perfect society, she also learns that her secret might help her save those she loves . . . or it might destroy her.


     I can´t find a better way to start this review but admitting: This is the second best book I´ve read in my life. Divergent has played a big role on changing my point of view about how to control myself and how I should analyse the world we live in. It was such a great experience to read it. It isn´t just a surprisingly teenager adventure - it goes further than that - it´s about making choices and understanding others. 

      Beatrice lives in a society which is divided into five factions, each connected to a different value - Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). When kids turn sixteen, they´re supposed to take an aptitude test and choose a faction to belong in. Beatrice is naturally from Abnegation, but she isn´t satisfied with the life she has got - the rules she has to follow hide who she really is. And she will make a choice that has the power to change her world - and mainly to change her perspective about herself.
     The consequences for the choice she made are tough - Beatrice, now called Tris, needs to go through a competitive and brutal initiation to her faction. She´ll find out about what her biggest fears are and learn how to deal with them. Besides these obstacles, she finds herself drawn to a boy who seems to both threaten and protect her.
     This thrilling story is set in a futurist  post-apocalypt version of Chicago and takes the reader to an exploration of a clearly controlled society. The system of factions was created in order to prevent humanity from another war. Each individual works to the faction they belong in, and the factions work together as a strategy to survive. The book settles a great contrast to the deep human being wills - it is often called status quo - wealthy, prestige and power. And these three are combined in Divergent, showing how, even in a post-apocalypt world, societies cannot find piece. Someone has to be in power, and the Abnegation faction, known for its selflessness has always occupied the government positions - until the human instinct and attraction for power calls louder.
     Tris´s choices need to take into account the fragile world she is living in, besides her family and friends. It isn´t about selflessness anymore. It´s about being brave. Or maybe the two are strictly connected.
     There are many reasons this is a great formulated book. One of them is that I could take a lot from it - I got to learn how to deal with my fears and how I should face them. I feel braver after this reading. And that´s what attracts me to a book: not just its power to entertain me, but to make me reflect about my life and the directions it is turning to, and to deeply learn. Learning gets to knowledge, and knowledge is a power no one can take away from me.

Quotes: "Decades ago, our ancestors realized that it is not political ideology, religious belief, race, or nationalism that is to blame for a warring world. Rather, they determined that it was the fault of human personality - of humankind´s inclination toward evil, in whatever form that is. They divided into factions that sought to eradicate those qualities they believed responsible for the world´s disarray."

"In our factions, we find meaning, we find purpose, we find love."
"My father says that those who want power and get it live in terror of losing it. That´s why we have to give power to those who do not want it."
"Intentios are the only thing they care about. They try to make you think they care about what you do, but they don´t. They don´t want you to act a certain way. They want you to think a certain way. So you´re easy to understand. So you won´t pose a threat to them."



Depression after reading: 100%
Final Rating: 100%

Saturday, July 26, 2014

Cidade da Penumbra, por Lolita Pille



Sinopse
Na Cidade de Clair-Monde, em um futuro próximo, sob uma espessa camada de nuvens e bruma, vivem os habitantes de uma cidade ideal na qual, para o bem de cada indivíduo, tudo o que pode ser prejudicial é proibido: os implantes bancários subcutâneos controlam os gastos, uma brigada antissuicídios fiscaliza as crises depressivas, a compatibilidade sexual é exibida em uma tela-rastreador portátil, as drogas são vendidas livremente, todos têm direito à cirurgia estética e à juventude quase eterna. Se não se deseja mais ser feliz, agora há escolha: viver nos confins da cidade, entre mortos-bancários, drogados, obesos, malucos. "Com a Clair-Monde, a felicidade não é mais uma utopia."Nessa sátira a uma sociedade utópica baseada na premissa da felicidade obrigatória, em uma atmosfera de policial noir, a autora faz referências a pesos-pesados da ficção científica, como Philip K. Dick, autor de Do Androids Dream of Electric Sheep?, o livro que inspirou o filme Blade Runner. Cidade da penumbra é um retrato muito bem-acabado do consumismo e do endividamento bancário, do uso indiscriminado de remédios e drogas e da ditadura da felicidade a qualquer preço. Ao lidar com esses temas que já assombram o presente, Lolita Pille cria polêmica e aborda o totalitarismo, o racismo, a desinformação, a vigilância big brother, as cibertecnologias e assim, mais uma vez, desafia convenções.


     Cidade da Penumbra sempre me chamou atenção por sua proposta de abordagem não tão cliché: uma governo totalitário que prega a felicidade a qualquer custo e uma sociedade cega entorpecida por todos os meios, vivendo sob o vício das drogas e sexo. Uma sociedade em que a depressão é a realidade comum em meio a uma falsa - e despercebida -felicidade anunciada. Se há uma forma correta de descrever este livro, diria que este é uma expressão dos diversos males mais profundos do ser humano. 
     A Cidade da Penumbra - Clair-Monde - recebe esse nome por justamente viver sob uma grande penumbra que não permite que seus moradores enxerguem ou tenham contato com o sol há um bom tempo; por conta disso, há grandes bolhas que objetivam gerar a iluminação que deveria ser do sol, recriando o céu. Consigo observar uma simples e significativa metáfora utilizada pela autora através deste símbolo: a verdade é tapada nesta cidade com uma penumbra que lhes cega e telas que tentam projetar a satisfação e felicidade imposta. 
     Uma série de medidas governamentais são tomadas visando o estabelecimento da plena felicidade: a legalização das drogas - tomadas até em refrigerantes -, a pedofilia, o direito a cirurgias plásticas e o serviço de proteção contra si mesmo (SPS). O trabalho escravo, a venda de crianças podem pagar dívidas; e o rastreador, equipamento eletrônico que cada morador possui, avisa sobre qualquer tipo de compatibilidade romântica.
    Em um certo dia, conhecido como o dia do apagão, quando as telas projetoras sofrem um blackout, um obeso comete suicídio. Há muito tempo enclausurado em casa, vivendo as contas de pensão por deformidade, Colin não aguentou ficar sem energia elétrica por alguns minutos - a televisão de realidade aumentada era seu refúgio. Para casos como este, é que existe a preventiva-suicídios, órgão dentro do SPS.  Este especificamente foi parar nas mãos de Syd Paradine. Alcoólatra e em processo de divórcio  com a filha do dono de metade da cidade - Aqui os casamentos expiram após 4 anos de união - ele se recusa a se adaptar as regras dessa sociedade, ignorando inclusive a Confissão obrigatória de 15 minutos diária em que todos os moradores devem despejar seus problemas e dificuldades para uma máquina. Essa sua percepção diferente daquele meio que o cercava é que o fez perceber algo estranho na cidade. Em meio a fugas e aventuras, Syd corre atrás de uma verdade, de uma clareza que não será fácil de ser achada nesta sociedade controlada por uma vigilância Big Brother.
     Lolita Pille tem uma forma própria e bem peculiar de escrita. Assim como os escritores de sua geração, ela não poupa o leitor da verdade. É direta e sincera. Aprecio esta forma de escrita, porém em alguns momentos do livros ele resultou em descrições grotescas e fortes. Sendo uma distopia bem tradicional, sou atraída pelo propósito do livro, porém a forma em que foi escrito tornou-o confuso, não sei se pela tradução do francês ou se pela própria escrita original. Este é um livro massivo, porém que vale a pena. 
     A história trata dos vícios e maldades que se encontram em cada ser humano, assim como das instituições falidas e governos falhos que encobrem todo o tipo de acontecimentos em benefício próprio. Além de destacar a dependência das pessoas e sua cegueira para o que é real.

Trechos: " Restrição da vida para proteção da vida"

Depressão pós-livro: 75%
Avaliação Final: 60%

Saturday, April 19, 2014

Fahrenheit 451, por Ray Bradbury



Sinopse
A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo,  ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.

     
A temperatura na qual o livro pega fogo e queima...

   Fahrenheit 451 é uma verdadeira relíquia da história do homem. Ray Bradbury previu uma sociedade do futuro em 1953 e acertou praticamente em cheio.
   Fahrenheit 451 é a temperatura em que o livro queima - esta ideia faz jus a profissão de Guy Montag, homem que no inicio da história é um bombeiro,e que nessa sociedade futurística tem a função de queimar em vez de apagar o fogo - queimar livros. A humanidade chegou a conclusão de que livros, filosofia, línguas, história e o conhecimento não dizem nada com nada, sendo gradualmente dispensados da vida dos homens. Professores, pesquisadores e escritores não existem mais. Todos concentram-se nos grandes telões que têm nas salas de suas casas, que apresentam grande importância ao ponto de serem conhecidos como a "família" de cada indivíduo. 
    Neste ambiente, Montag conhece Clarisse McClellan, personagem jovem que é considerada estranha e anti social por parar para refletir sobre o mundo ao seu redor e sobre as atitudes das pessoas nessa sociedade - como tudo é mais superficial, e as relações pessoais não têm mais espaço.
    Após algumas conversas com esta jovem, Montag passa por uma revolução em si mesmo e passa a se indagar sobre o mundo no qual está vivendo e porque todos agem da forma que agem. Ele passa a ser crítico. Por que as pessoas são proibidas de ler? Por que todos não ligam mais para o simples da vida, mas sim para o que se passa nos grandes telões? Por que a verdade de suas vidas tornou-se o que a mídia e o governo dizem, e não seu próprio pensamento reflexivo?
     Montag vê se com um novo olhar sobre tudo a sua volta, e resolve seguir o seu caminho para encontrar a felicidade. Assim como na Teoria da Caverna de Platão, sair de sua caverna de conforto nessa sociedade totalitária tem seu peso e seu sacrifício, porém Montag mesmo assim o enfrenta e questiona tudo e todos.
     A obra de Ray Bradbury é brilhante, e explora uma ótima análise do ser humano. Esta história foi publicada no ano de 1953 - ano em que as transmissões de TV foram criadas, a década de 50, os "anos dourados" com grandes avanços na tecnologia. Este escritor simplesmente pôde prever como as sociedades estariam dali a alguns anos, e ele não errou. Quantas famílias hoje em dia perderam seu contato pessoal e dão mais atenção ao que a grande mídia controladora diz, aos grandes "telões" em suas salas? Quantos são aqueles que não concordam com o governo e agem contra isso? 
     Este livro tem fundamentos inteligentes, e mesmo tendo sido escrita há 61 anos atrás, nos traz verdades presentes nos dias de hoje. Há grandes lições e aprendizados aqui, indico a todo o público que deseja enxergar a sociedade de forma diferente.

Quer saber o que outros leitores estão achando deste livro? Clique aqui.

Trechos: " Os livros, assim diziam os malditos críticos esnobes, eram água de louça suja. Não admira que parassem de ser vendidos, disseram os críticos. Mas o público, sabendo o que queria, com a cabeça no ar, deixou que as histórias em quadrinhos sobrevivessem. E as revistas de sexo em 3D, é claro. Aí está, Montag. A coisa não veio do governo. Não houve nenhum decreto, nenhuma declaração, nenhuma censura como ponto de partida. Não! A tecnologia, a exploração das massas e a pressão das minorias realizaram a façanha, graças a Deus."
" Ela não queria saber como uma coisa era feita, mas porquê. Isso pode ser embaraçoso. Você pergunta o porquê de muitas coisas e, se insistir, acaba se tornando realmente muito infeliz."
" Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficaz, despótico e ávido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem se ele é ou não."
" O televisor é "real", É imediato, tem dimensão. Diz o que você deve pensar e o bombardeia com isso. Ele tem que ter razão. Ele parece ter muita razão. Ele o leva tão depressa às conclusões que sua cabeça não tem tempo para protestar: "Isso é bobagem!"


Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 100%

Wednesday, March 27, 2013

Reached, by Ally Condie


     Synopsis

After leaving Society to desperately seek The Rising, and each other, Cassia and Ky have found what they were looking for, but at the cost of losing each other yet again. Cassia is assigned undercover in Central city, Ky outside the borders, an airship pilot with Indie. Xander is a medic, with a secret. All too soon, everything shifts again. 

     As a conclusion for the "Matched" trilogy, Reached presents a world ready for the change. After the Society's control in "Matched", and new discoveries and challenges in "Crossed", Cassia, Xander and Ky are ready to change. They are ready to get the right to choose how the world they live in should be. Or, at least, they think they are.
     Reached explores how the Rising, the rebellion against the Society, takes over and how the main characters help it happen. Based on facts in the past such as Revolutions and rebellions against governments, I personally thought that the Rising would get control of the Society with more fighting, not so smoothly as it was in the book. I was hoping that the people would react in a different way, specially the Society sympathizers. 
     After the Rising took control of the Society, the people always believed that the next one to be in power would be the Rising's leader, called the Pilot, and they always expected to see him. They actually did, a normal man with leadership skills. But what they did not realize, is that, after the Rising supposedly took control, the next leader was not a man, but a Plague. The Plague was a virus created by the Society to kill "The Enemy", or the people from lands out of the controlled Society. This virus spread all over the Society, weakening it, and initially, the Rising came as a savior with The Cure. But what they did not expect to happen was a mutation. The majority of the book explores the search for a Second Cure, to save the people who were still alive. 
     Ally Condie brought the readers to a different world and exposed them to a different reality and how people planned to take over it, when not satisfied. They were looking for democracy. 
     When the previous problems are solved, the focus is to find how their part of the world is going to be; who was going to lead them. They had three options left: The Rising, The Society, and Anna, a character that represented a democracy based on how some governments work nowadays. The author leaves the reader with the choice. In his own mind, he can choose who would win, he can choose what would have been a mistake or a right choice. I believe that it would have became a democracy, which is a position in the middle, where the majority of the people are. Not control, not total freedom. This way, people are socially controlled, but it has a limit, a limit that gives them the right to choose the path their lives take.
     Reached is a great book, it combines the young romance with the mind of Social Control and how we view the world. It seems to me that it was more extended than it should have been. But still, a pleasure to read. 
     It is a thoughtful book, and Condie combines poetry and a smooth motif in a incredible way.
     The book cover's also have a meaning, their colors relate to the tablets mentioned in the book and what they do with the people. I loved the illustrations in the covers.
     I think I would recommend Reached and the whole Matched trilogy to young adults or teenagers. It explores critical thinking at the same time that it entertains the reader with a good story on the background.
      The "Matched" trilogy would turn into a good movie series!!!

Quotes: " Sometimes paper is only paper, words are just words. Ways to capture the real thing. Don't be afraid to remember that."

" For we are all walking each other to our deaths, and the journey there between footsteps makes up our lives."

" I wish the two of them could see all of this: green field planted with cures for the future; blue sky; a red flag on the top of the City Hall signaling that it is time to choose."



Depression after reading: 90%
Final Rating: 95%

Sunday, March 17, 2013

Crossed, by Ally Condie


     Sinopsis

In search of a future that may not exist and faced with the decision of who to share it with, Cassia journeys to the Outer Provinces in pursuit of Ky - taken by the Society to his certain death - only to find that he has escaped, leaving a series of clues in his wake.
Cassia's quest leads her to question much of what she holds dear, even as she finds glimmers of a different life across the border. But as Cassia nears resolve and certainty about her future with Ky, an invitation for rebellion, an unexpected betrayal, and a surprise visit from Xander - who may hold the key to the uprising and, still, to Cassia's heart - change the game once again. Nothing is as expected on the edge of Society, where crosses and double crosses make the path more twisted than ever.


     After an interesting and incredible adventure in the beginning of the "Matched" trilogy, "Crossed" keeps its futuristic dystopia active, immersing the reader in a different and challenging world in which is narrated this time by two of the main characters: Cassia and Ky.
     The name "Crossed" describes really well the book, which follows Cassia's and Ky's journey out of The Society with one major goal: find the Rising - the rebellion against the controlled Society that had been planned and developed for years.
     The story explores the details of their journey through canyons, rivers, farms... A completely different world from the one presented in the first book "Matched", which is organized, there are no mistakes, no diseases,  everything is controlled by The Society that works as an hierarchy , but a major leader was never presented.
     "Crossed" combines a long journey with a teenager romance. It points out details about a simple life that even citizens of our society nowadays do not realize.
     A whole world is out there. Is it good? Is it bad? That's your choice.
     At to what extent is it worth to have your life controlled with no freedom of thinking, but at the same time, to have no worries? The Society will always keep you safe, everything will be in order, you would know and be secure about your job, who you would marry, what you would eat and do. No worries. No freedom.
     A fact that intrigues me and is also mentioned in the book is that back in the past, before the Society even exists, the people who came up with "this idea" asked the others if they wanted to live in a Society designed like it is described in the book. Most of them agreed and accepted. Even though "Matched" is a fictional trilogy, I can see and apply its roots to our society and to the humans we are. The ones who did not want to live in the Society became farmers our villagers, and eventually they started to be attacked and classified by the Society as Aberrations and Anomalies. They chose to be free, but most of them chose to loose their liberty and be "taken care". 
     Citizen or Aberration.
     Again, the choice is yours.



Depression after Reading: 80%
Final Rating: 80%

Friday, February 15, 2013

Destino, por Ally Condie



Sinopse:
Em "Destino", primeiro livro de uma trilogia, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema é um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu Par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do Banquete do Par, a cerimônia em que a Sociedade aponta aos jovens com quem irão casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.
Na cerimônia, Cassia recebe um microcartão onde estão armazenadas todas as informações que precisa saber sobre seu futuro marido. Mas ao inseri-lo no terminal de sua casa, tem uma grande surpresa: a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo. É Ky Markham, um antigo vizinho, quem ela vê. Neste instante, o mundo de certezas absolutas que conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.


     "Destino" vem como um grande crítico da Sociedade e o seu controle sobre os indivíduos. A história acontece em um futuro não muito distante de nós, onde o mundo está organizado em hierarquias e o poder de escolha é praticamente inexistente. Ally Condie criou um universo distópico excelente. A Sociedade é Baseada nas probabilidades e escolhe tudo por você: com quem irá casar, onde irá trabalhar e quando irá morrer. O interessante do livro, é que Destino conta com uma protagonista que muito sutilmente quebra as regras. Uma ótima pedida para os fãs de distopia.
     E o que as distopias fazem? Provocam no leitor uma grande reflexão sobre o seu conceito de realidade e verdade, envolvem teclas sensíveis dos pensamentos.
    "Destino" explora um contexto que não está muito distante de nós, nossa atual sociedade não está muito diferente dele. Cria-se uma imagem e a garantia de uma vida boa, bela, segura, saudável, perfeita, sem nenhum tipo de problema, dor ou tragédia. Essa vida é prometida por esta Sociedade, que controla a data do seu nascimento, o que você ingere diariamente, o que conversa, e até a data de sua morte - 80 anos. Com seu máximo poder de persuasão e manipulação, com o tempo, a Sociedade faz-nos entender que só temos vantagens ao aceitar este modo de vida. E de fato, as promessas são cumpridas, mas em troco de sua liberdade.
     Poder. Homens desejam poder. Riquezas, status, e Poder.
     Com o desenvolvimento da história, a personagem vai descobrindo este outro lado da Sociedade, e percebe que perdemos mais do que podemos imaginar, ao deixar nossa liberdade para trás.
     "Destino" põe muitas questões sérias a pensar, porém, tais questões permanecem todo o tempo camufladas em assuntos levianos adolescentes. Como paixões, e outros detalhes que são muito mais focados do que a mensagem do livro. Apesar desse ponto fraco, o livro é muito bom, e faz parte de um trilogia, que também parece ser de qualidade. Resultaria em um bom filme.

Trecho: " Todos os estudos mostram que a melhor idade para se morrer é aos 80 anos. É tempo o bastante para que possamos ter uma experiência completa da vida, mas não tanto assim que nos faça sentir inúteis. Essa é uma das piores sensações que os idosos podem experimentar. Em sociedades anteriores á nossa, eles podiam contrair doenças terríveis, como a depressão, por não se sentirem mais necessários. E também há um limite para o que a Sociedade pode fazer. Depois dos 80 anos, não dá para evitar a indignidade do envelhecimento por muito mais tempo. Há um limite para o que a formação de Pares com genes saudáveis pode fazer."

 " Foi o que aconteceu com a sociedade antes da nossa. Todo mundo tinha tecnologia, tecnologia demais, e as consequências foram desastrosas. Agora nós temos a tecnologia básica de que precisamos - terminais, leitores, escrevinhadores - e nosso consumo de informação é bem mais específico. Especialistas em nutrição, não precisam saber como programar trens aéreos, por exemplo, e programadores, por sua vez, não têm que preparar alimentos. Tal especialização impede que as pessoas se sobrecarreguem. Não precisamos compreender tudo. E, como nos lembra a Sociedade, existe uma diferença entre conhecimento e tecnologia. O conhecimento não nos falha."



Depressão pós-livro: 89%

Avaliação Final: 72%

Quando Ela se Foi, por Harlan Coben



Sinopse
Um dos autores mais premiados e lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com o carismático Myron Bolitar em uma busca frenética por três continentes.
Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã.
Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho. E ela foi embora, sem deixar vestígios.Agora, no meio da madrugada,ela telefona:“Venha para Paris.”
Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse em Paris. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e queTerese é a principal suspeita do crime.
Mas algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes.
Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre.
Em uma busca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

     Sou uma leitora muito suspeita para falar de Harlan Coben, mas vamos lá. ''Quando Ela se Foi'' é um livro fantástico e muito bem bolado, o que não me surpreendeu; já li uma outra obra de Harlan Coben, e já me encantei de primeira. Dessa vez não foi diferente, porém, este é um dos livros que o autor apresenta Myron Bolitar como personagem principal. Ele é muito simpático, e com um ótimo senso de humor. Muito inteligente por sinal.
     O livro conta uma história instigante, e de início, misteriosa. Esse é o tipo de livro que faz o leitor devorá-lo em menos de uma semana, com certeza. Um caso de terroristo Internacional não ocorre todo dia ( pelo menos não nos livros ), o que faz a história ter um aspecto diferente das demais ficções policiais. Mistérios aparentemente impossíveis e sem solução, produzem uma indagação sobre o que virá: livro altamente estimulante.
     Harlan soube combinar perfeitamente o lado pessoal dos personagens e seus sentimentos, com o caso policial. Aqui há espaço para romances, picos de ação e humor, muito humor inteligente.
     ''Quando Ela se foi'' é um ótimo livro para ser lido em uma semana, estimular o raciocínio,  e também daria um bom filme. Este livro abriu portas para o meu interesse em ler outras obras de Harlan Coben, com o mesmo personagem até, como 'Quebra de Confiança' e 'Alta Tensão'.


Depressão pós-livro: 70%

 Avaliação Final: 98%