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Saturday, May 21, 2016

Cruzando o Caminho do Sol, por Corban Addison

Cruzando o Caminho do Sol

Sinopse

Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um...


     Se eu tivesse que descrever esse livro em uma única palavra, diria "poderoso". Há uma força, uma energia que percorre suas páginas que não sei exatamente de onde vem. Talvez dos mistérios do hinduísmo, do amor da fraternidade, ou da perseverança e desalento causados por uma tragédia. Esse é aquele tipo de livro  que costuma ser julgado pela capa, e acaba indo totalmente contra o que parece ser, confirmando o dito popular de que "as aparências enganam".
     Ahalya e Sita viviam uma boa vida no litoral de Chennai, no extremo sul da Índia com sua família. Seu bangalô localizava-se a 1,5 km da praia, onde sempre brincavam e passavam o tempo juntos. Numa manhã, de forma totalmente inesperada e brutal, o litoral onde vivem é atingido por um tsunami, devastando tudo o que elas conheciam como casa e proteção. Ao sobreviverem às grandes ondas com muita dificuldade, os primeiros golpes contra sua estabilidade vieram: seus pais e sua família estavam destroçados pela força das águas, seus corpos já sem vida. Dali em diante teriam somente uma à outra. A destruição de seu mundo só começara.
     Ao buscarem ajuda, foram terrivelmente enganadas e levadas para o caminho da escravidão sexual e abuso na cidade de Mumbai, a vários km de distância de Chennai, local onde a prostituição infantil é absurdamente proliferada. 
     Apoiando-se em sua fé em Lakshmi, uma deusa hindú, as jovens são submetidas a situações traumáticas e desumanas. A mais jovem, Sita, é comprada por um homem e seu destino por pelo menos dois meses resume-se em tráfico humano. 
     Enquanto isso do outro lado do mundo um advogado de uma empresa renomada, Thomas Clarke, passa por uma situação conflitante em sua vida profissional e pessoal. Sua esposa o abandonara e as peças do jogo não estavam favoráveis a ele em seu trabalho. Com os devidos encaminhamentos da vida (ou do autor), ele viaja à Índia para passar pelo menos um ano trabalhando em uma ONG que lida com o combate ao tráfico humano nas regiões mais vulneráveis da Índia. Aliado a isso, ele também pensa em resolver sua crise no casamento, visto que sua esposa é de origem indiana e agora vive novamente com a família. 
     As vidas das irmãs Ghai e de Thomas Clarke se conectam de uma forma brilhantemente traçada; enquanto as primeiras buscam desesperadamente por restaurar o que restou de suas vidas, o advogado busca um significado de fato pro que faz. Será que perder noites e fins de semana trabalhando no caso de vários clientes que prometem uma grande quantidade de dinheiro, ou em prol de um chefe que assegura uma promoção na empresa, à custo de destruir seu casamento e no fundo construir uma vida vazia, vale a pena? Será que seria o carma de Ahalya  perder sua família numa tragédia e ser explorada diariamente, além de se desesperar continuamente sobre o paradeiro de sua irmã? 
     "Cruzando o Caminho do Sol" é uma trama forte e muito bem trabalhada. E acima de tudo, levanta o debate e questionamentos sobre um dos maiores e horrendos problemas globais hoje em dia: comércio sexual de menores e tráfico humano. Admiro o autor por trazer à tona esse assunto muitas vezes evitado nas discussões internacionais, e até mesmo locais, por ser uma questão muito difícil de ser combatida e muito forte nas redes do submundo. É honrosa a capacidade que o autor teve de trabalhar esse tipo de questão, criar uma ficção que envolve o leitor absurdamente em uma aventura alucinante com um final 'esplêncido', e ainda, de conscientizar a comunidade literária sobre tais questões críticas. Mais do que interter, ele te toca. Ahalya e Sita nos mostram um mundo que a maioria de nós desconhece. Thomas nos ensina que viver uma vida vazia por um bem individual pode não ser o caminho mais certo. 
     Indico a leitura a jovens adultos e a todos aqueles que querem desenvolver uma melhor compreensão do outro. Não se arrependerão.



Trechos: "O submundo é tão grande quanto o mundo real."
" A guerra pode se vencida. Mas não colocando os traficantes atrás das grades. O tráfico vai acabar quando os homens deixarem de comprar mulheres. Até lá, o melhor que podemos fazer é vencer uma batalha de cada vez."



Depressão pós-livro: 100%

Avaliação Final: 100%

Saturday, July 26, 2014

Cidade da Penumbra, por Lolita Pille



Sinopse
Na Cidade de Clair-Monde, em um futuro próximo, sob uma espessa camada de nuvens e bruma, vivem os habitantes de uma cidade ideal na qual, para o bem de cada indivíduo, tudo o que pode ser prejudicial é proibido: os implantes bancários subcutâneos controlam os gastos, uma brigada antissuicídios fiscaliza as crises depressivas, a compatibilidade sexual é exibida em uma tela-rastreador portátil, as drogas são vendidas livremente, todos têm direito à cirurgia estética e à juventude quase eterna. Se não se deseja mais ser feliz, agora há escolha: viver nos confins da cidade, entre mortos-bancários, drogados, obesos, malucos. "Com a Clair-Monde, a felicidade não é mais uma utopia."Nessa sátira a uma sociedade utópica baseada na premissa da felicidade obrigatória, em uma atmosfera de policial noir, a autora faz referências a pesos-pesados da ficção científica, como Philip K. Dick, autor de Do Androids Dream of Electric Sheep?, o livro que inspirou o filme Blade Runner. Cidade da penumbra é um retrato muito bem-acabado do consumismo e do endividamento bancário, do uso indiscriminado de remédios e drogas e da ditadura da felicidade a qualquer preço. Ao lidar com esses temas que já assombram o presente, Lolita Pille cria polêmica e aborda o totalitarismo, o racismo, a desinformação, a vigilância big brother, as cibertecnologias e assim, mais uma vez, desafia convenções.


     Cidade da Penumbra sempre me chamou atenção por sua proposta de abordagem não tão cliché: uma governo totalitário que prega a felicidade a qualquer custo e uma sociedade cega entorpecida por todos os meios, vivendo sob o vício das drogas e sexo. Uma sociedade em que a depressão é a realidade comum em meio a uma falsa - e despercebida -felicidade anunciada. Se há uma forma correta de descrever este livro, diria que este é uma expressão dos diversos males mais profundos do ser humano. 
     A Cidade da Penumbra - Clair-Monde - recebe esse nome por justamente viver sob uma grande penumbra que não permite que seus moradores enxerguem ou tenham contato com o sol há um bom tempo; por conta disso, há grandes bolhas que objetivam gerar a iluminação que deveria ser do sol, recriando o céu. Consigo observar uma simples e significativa metáfora utilizada pela autora através deste símbolo: a verdade é tapada nesta cidade com uma penumbra que lhes cega e telas que tentam projetar a satisfação e felicidade imposta. 
     Uma série de medidas governamentais são tomadas visando o estabelecimento da plena felicidade: a legalização das drogas - tomadas até em refrigerantes -, a pedofilia, o direito a cirurgias plásticas e o serviço de proteção contra si mesmo (SPS). O trabalho escravo, a venda de crianças podem pagar dívidas; e o rastreador, equipamento eletrônico que cada morador possui, avisa sobre qualquer tipo de compatibilidade romântica.
    Em um certo dia, conhecido como o dia do apagão, quando as telas projetoras sofrem um blackout, um obeso comete suicídio. Há muito tempo enclausurado em casa, vivendo as contas de pensão por deformidade, Colin não aguentou ficar sem energia elétrica por alguns minutos - a televisão de realidade aumentada era seu refúgio. Para casos como este, é que existe a preventiva-suicídios, órgão dentro do SPS.  Este especificamente foi parar nas mãos de Syd Paradine. Alcoólatra e em processo de divórcio  com a filha do dono de metade da cidade - Aqui os casamentos expiram após 4 anos de união - ele se recusa a se adaptar as regras dessa sociedade, ignorando inclusive a Confissão obrigatória de 15 minutos diária em que todos os moradores devem despejar seus problemas e dificuldades para uma máquina. Essa sua percepção diferente daquele meio que o cercava é que o fez perceber algo estranho na cidade. Em meio a fugas e aventuras, Syd corre atrás de uma verdade, de uma clareza que não será fácil de ser achada nesta sociedade controlada por uma vigilância Big Brother.
     Lolita Pille tem uma forma própria e bem peculiar de escrita. Assim como os escritores de sua geração, ela não poupa o leitor da verdade. É direta e sincera. Aprecio esta forma de escrita, porém em alguns momentos do livros ele resultou em descrições grotescas e fortes. Sendo uma distopia bem tradicional, sou atraída pelo propósito do livro, porém a forma em que foi escrito tornou-o confuso, não sei se pela tradução do francês ou se pela própria escrita original. Este é um livro massivo, porém que vale a pena. 
     A história trata dos vícios e maldades que se encontram em cada ser humano, assim como das instituições falidas e governos falhos que encobrem todo o tipo de acontecimentos em benefício próprio. Além de destacar a dependência das pessoas e sua cegueira para o que é real.

Trechos: " Restrição da vida para proteção da vida"

Depressão pós-livro: 75%
Avaliação Final: 60%

Saturday, December 28, 2013

Roubada, por Lesley Pearse



Sinopse

Ao se aproximar, David percebeu, para seu horror, que era uma mulher. Suas pernas desnudas ainda estavam dentro da água e, quando as ondas chegavam, levantavam a saia do vestido e faziam com que se agitassem. A cabeça não ficou visível até que ele se aproximasse, e David percebeu que ela era jovem, com mais de 20 anos, esguia e bela, e que seu cabelo loiro havia sido cortado de forma descuidada e brutal. —Quem é você?—ele perguntou, abaixando-se ao seu lado nos pedriscos da praia, erguendo-a até que estivesse sentada e apoiada contra seu ombro. David tomou o pulso da mulher. Embora a pele dela estivesse fria como o gelo e muito enrugada por causa da submersão, ele conseguiu sentir uma pulsação leve.” Contrariando todas as expectativas, ela está viva, mas não faz a menor ideia de quem seja. Contudo, quando sua foto é colocada no jornal local, uma antiga companheira de trabalho no cruzeiro que fez pela América do Sul a reconhece. Quando uma bela moça loira foi encontrada desacordada em uma praia, ela não tinha nenhuma lembrança de quem era ou dos horrores pelos quais havia passado antes de chegar ali. A esteticista Dale não via Lotte Wainwright há tempos, mas, para seu pesar, reconheceu sua amiga na foto publicada pela imprensa local em um artigo que noticiava as misteriosas circunstâncias do aparecimento da jovem que, recentemente, havia dado à luz...

     Lesley Pearse, renomada autora inglesa que já vendeu mais de 7 milhões de cópias de seus escritos pelo mundo, os quais já foram traduzidos para 30 idiomas, encantou-me com a potencialidade de "Roubada". Não dava tantos créditos a este livro até que o li. Está aí uma autora que superou as expectativas.
     As melhores palavras para qualificar esta obra seriam "Agonia" e "Coragem". Lotte Wainwhright foi encontrada na beira da praia no litoral de uma cidade inglesa ainda viva e sofrendo de perda de memória. Ela não sabia quem era e nem o que lhe havia acontecido. Com o passar do tempo ela recobra algumas lembranças de um passado mais distante, mas nenhuma delas respondia a pergunta sobre o que aconteceu para ter sido jogada no mar. Com a divulgação do seu caso nos noticiários locais, alguns amigos seus aparecem e contam-lhe sobre um passado que ela não reconhece como seu. Ao descobrir no hospital que ela deu à luz a uma criança, ela passa a não dormir direito, pois não suporta a ideia de ter tido um filho e não saber nada sobre ele. Quando um homem aparece no hospital e tenta estrangulá-la, seu caso já aparece em noticiário nacional, e as investigações sobre seu passado aumentam. O que ela teria feito para que alguém a odiasse? Seria ela uma má pessoa? Todas essas perguntas e o sofrimento pelo qual a protagonista passou enchem as páginas de agonia. E o mais brilhante desta obra é que essa agonia, com o decorrer da história, transforma-se em coragem, quando a força feminina aparece intensamento até o fim do livro quando Lotte Wainwhright prova que a determinação de uma pessoa é capaz de ditar o seu futuro.
     Lesley Pearse envolve seus leitores em uma trama de passo forte, que é ao mesmo tempo envolvente e revoltante. A revolta surge quando o leitor percebe-se em um mar de injustiça, que apesar de ser somente uma obra fictícia, também está presente na realidade mundial. Porém, suas páginas envolventes são impossíveis de deixar de lado. O livro explora um pouco de tudo: romance, drama, assassinato, suspense, ação.
     Indico o livro a adultos e pessoas de pulso firme.


Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 90%

Monday, October 7, 2013

Inferno, por Dan Brown

Neste novo e fascinante thriller Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em O código Da Vinci, Anjos e demônios e O símbolo perdido e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.

     Sendo fã há anos de Dan Brown, tenho duas palavras para seu mais novo lançamento: Decepção e Surpresa. Já tinha o interesse de ler esse livro desde seu lançamento nos EUA; quando a obra chegou às minhas mãos no Brasil, comecei a lê-la com uma expectativa que não foi correspondida. Apesar de ser ainda, uma obra incrível e inteligente, esta não se enquadra nos padrões de Dan Brown. 
     "Inferno" narra mais uma aventura de Robert Langdon, que desta vez se passa principalmente nas ruas da Itália. O personagem acorda em um hospital na Europa, desorientado, sofrendo de uma amnésia leve, sem ter a menor ideia de como fora parar ali. Quando tenta encontrar respostas, descobre que as autoridades locais e internacionais estão a sua procura e querem matá-lo. Sem escolhas, Langdon mergulha em uma aventura na busca para descobrir os motivos para tais acontecimentos, e conta com a companhia da médica Sienna Brooks, que o ajuda a desvendar os mistérios propostos por um famoso cientista de mente brilhante que possui teorias de certa forma macabras em relação á espécie humana. Ele acredita que a raça humana levará a si própria à extinção, por conta da superpopulação do planeta, a falta de recursos e alimentos para todos, e que ainda, o mundo se tornará um verdadeiro caos, que poderá visualizar-se o próprio inferno na Terra. Uma catástrofe Malthusiana.
     Robert Langdon, a OMS - Organização Mundial de Saúde, e as autoridades mundias juntam-se nessa história para tentar impedir que a criação deste "brilhante" cientista venha à tona: seu projeto consistia em diminuir a população mundial através de uma manipulação biológica de genes humanos assistida, e a disseminação deste entre a população mundial.
     Inferno trata de assuntos interessantes, que levam o leitor a refletir sobre o papel da ciência para o futuro da humanidade, e até que ponto seria ético o homem interferir na vida. O transumanismo, também abordado na história, é uma filosofia que diz respeito à manipulação dos genes humanos ao submetê-los a uma evolução, o que implicaria em tornar o ser humano mais forte, mais potente, mais ágil, o que traria consequências absurdas. Dan Brown constrói um enredo rico em informações, e em uma promoção turística das cidades de Florença e Veneza. 
     Não concordo com o destaque que foi dado ao tema da superpopulação do planeta Terra, uma vez que as taxas de natalidade estão caindo absurdamente, principalmente em países desenvolvidos como Japão e a própria Itália. Alguns governos já até mesmo criaram incentivos à reprodução aos seus cidadãos. 
     Apesar de um ideia central interessante para o livro, Brown parece em ter se preciptado ao ter apostado tão alto em "Inferno", que é uma obra que apesar de estar sendo bastante promovida e divulgada pela mídia, deixa a desejar. Um ponto que considero de importante sustentação para o enredo ocorre mais para o fim do livro, quando há uma reviravolta no ponto de vista do leitor, fazendo com que a história tivesse seu clímax todo concentrado mais para o fim, quando Dan Brown realmente mostra-se o autor do livro. Em relação à história como um todo, Brown reduziu sua capacidade de envolver o leitor 100% com seus mistérios, e há algo faltando nesta obra, algo a mais, que era sua especialidade: dinamismo. 

Trechos: "As decisões do passado são os arquitetos do presente."
" A humanidade, quando não controlada, funciona como uma praga, um câncer: nosso número se multiplica a cada geração até os confortos terrenos que um dia nutriram nossa virtude e fraternidade se reduzirem a nada, revelando os monstros que vivem dentro de nós quando somos obrigados a lutar até a morte para alimentar nossos filhos."
" Nada é mais criativo ou destrutivo do que uma mente brilhante com um propósito."
" Mas, acredite, o fato de a mente humana não conseguir imaginar que algo vá acontecer não significa que seja impossível."
" Diante do desespero, os seres humanos se tornam animais."
" Fosse para valorizar um mercado de ações, justificar uma guerra, ganhar uma eleição ou atrair um terrorista para fora de seu esconderijo, os poderosos do mundo dependiam da disseminação de informações enganosas para ajudar a moldar a opinião pública."
" Só existe um contaminante que se propaga mais depressa que um vírus. O medo."

Depressão pós-livro: 80%
Avaliação Final: 70%

Tuesday, March 5, 2013

Promise Me, by Harlan Coben

Synopsis 
The school year is almost over. In these last pressure cooker months of high school, some kids will make the all too common and all too dangerous mistake of drinking and driving. But Myron is determined to help keep his friends’ children safe, and so he makes two neighborhood girls promise him that if they are ever in a bind but are afraid to call their parents, they will call him. Several nights later, the call comes at two a.m. The next day, a girl is missing, and Myron is the last person who saw her. Desperate to fulfill a well-intentioned promise turned horribly wrong, Myron races to find her before she’s gone forever. 





     As I knew from the second I got "Promise Me" from the bookshelf, this book became an "addictive page-turner" for me. Not just because Forbes or Entertainment Weekly said the same, but because Harlan Coben has always been a master in grabbing the reader with his fascinating suspense and involving mood. I've read other titles by Harlan Coben such as "Trust Me" and "When she was gone", both read in portuguese. Now I had the chance to read one of his most sold titles, "Promise Me" which I knew would be a great and smart story, especially because the main character is Myron Bolitar who is the main figure in other 6 books by Harlan Coben.
     The way Harlan Coben works with Myron Bolitar is amazing. His personality and thoughts are a huge part of the story. Myron has an incredible perceptive mind in which leads the reader to deep thoughts. 
     "Promise Me" could be said as a typical Coben's story. It starts with a simple point, a simple and innocent beginning about a promise made by Myron to help senior high-schoolers to prevent them getting in trouble for drinking and driving, and maybe, saving their lives. What Myron did not know when he made this promise was that it would initiate a whole set of entangled problems involving not just the girl's life, Aimee Biel, but also her family,doctor, teachers...
     The book summarizes itself as a pursue for Aimee Biel when she disappears after Myron's help, and he became the first target of the police and of her parents who begged him to help them find their daughter. Making another promise, Myron seeks the girl and tries to solve and understand the context she was involved in, as an detective.
     A brilliant point of this book is how the facts connect with each other in the end. What seemed to be impossible to make even a little bit of sense, after some conclusions, becomes clear and the reader realizes how the answer could have been right there, right in front of you, and Myron Bolitar comes as a smart and intelligent character who breaks the mystery step by step. 
     The book shows how we can change and how far we can go for whose we love. It is not a matter of just love, it is a natural instinct, especially from parents, how it is showed in the book.
     "Promise Me" as a Harlan Coben work, captures the reader and tells lessons revealed by mystery well told. 




Depression after the reading: 70%
Final Rating: 90%