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Sunday, January 17, 2016

Álbum de Casamento, por Nora Roberts



Sinopse
Primeiro livro da série Quarteto de Noivas, 'Álbum de Casamento' conta uma linda história de amor, amizade e família – e daqueles momentos imprevisíveis que transformam uma imagem bonita numa verdadeira obra de arte. Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.


     Como uma autora altamente aclamada pelo mundo literário, Nora Roberts sempre me despertou a curiosidade sobre o diferencial de suas obras com relação à outros livros da categoria de romance, principalmente pela quantidade de obras publicadas nessa linha pela autora. "Álbum de Casamento" é o primeiro de uma série de quatro livros que trazem a história de quatro melhores amigas que se conhecem desde pequenas, e já adultas são donas de uma empresa que gerencia e organiza casamentos, a Votos.
    Fugindo da realidade predominante nos meios de mídia e comunicação que expõem o homem como líder, ou sempre com uma posição superior ou privilegiada, a série "Quarteto de Noivas" de início já me conquistou por esse detalhe que faz toda a diferença ao trazer quatro mulheres como protagonistas nas histórias. 
     Desde crianças sonhando e brincando com casamentos de mentirinha, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac alcançam o que o destino já previa: elas fundam a Votos, empresa de casamentos bem-sucedida no seu ramo de atuação. Estando cada uma responsável por uma área específica, todas trabalham como excelentes profissionais e melhores amigas. Mackensie, a quem "Álbum de Casamentos" é dedicado, é a fotógrafa da empresa tendo um talento nato para ângulos e iluminação. 
     Por ter crescido em uma família desestruturada com um pai ausente e uma mãe que se divorciava e casava várias vezes, Mac nunca teve muita fé no amor. Ela não acreditava que os casamentos que realizava, e as fotos dos casais felizes e animados para o Grande Dia fossem de fato algo duradouro. Sendo assim, ela nutria uma desestabilização interna, em conflitos com ela mesma e com o amor em si. Quando Carter Maguire, antigo colega de escola, aparece em seu estúdio por conta de sua irmã estar se casando pela Votos, o mundo de Mac começa a ser revolucionado e ela inicia uma busca não só pelo amor, mas por si mesma.
     Acho bastante interessante a autora ter ressaltado um ponto que acho essencial para um relacionamento: cada um deve se conhecer e confiar em si como pessoa, ser completo consigo mesmo para que então possa vir a completar outra pessoa. Buscar a outra metade não sendo um inteiro usualmente leva a conflitos no relacionamentos - não necessariamente inciais. A busca pelo eu é fundamental para se chegar ao nós.
    Carter Maguire, professor de inglês na mesma escola em que cresceu, traz uma segurança que Mac desconhecia, e a compreende e respeita seu caminho de busca por si. Eles sofrem uma atração desde os primeiros momentos em que se revêem, e começam uma história que passa por altos e baixos até chegar ao ponto da constância. 
     Apesar de a história ser cativante e sua ideia muito boa, comparada com outros livros de romance (Como a série Os Bridgertons de Julia Quinn), Nora Roberts deixou a desejar em termos de conteúdo. Um fator que pode prender bem o leitor é sua escrita leve e dinâmica. Contudo, a obra poderia ser muito mais interessante e trabalhar mais afundo as lições que traz. A ideia de trazer personagens femininos marcantes e protagonistas, e um personagem masculino nada clichê é sim uma inovação para o mercado de romance, que por convenção está estufado de linhas óbvias. Como o primeiro livro que li da autora Nora Roberts, pude apreciar mais sua escrita do que sua obra, e sustento assim esperanças maiores para os próximos livros da série. 


Trechos: "Há coisas na vida que escapam ao nosso controle. Podemos fazer disso uma festa ou uma tragédia."
"Momentos vêm e vão, pensou. É o amor que une todos eles para formar uma vida."



Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 88%




Monday, March 30, 2015

Um perfeito Cavalheiro, por Julia Quinn




Sinopse
Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.


     Não é surpresa nenhuma que eu tenha realizado esta leitura em três dias, ou que tenha me envolvido completamente com a história. Uma das grandes capacidades de Julia Quinn, além de escrever brilhantemente, é fazer com que o enredo e os personagens pareçam reais. Tudo o que se lê por sua escrita parece que existe de fato, ou que já existiu, e essa qualidade é para poucos escritores. 
     "Um Perfeito Cavalheiro" é o terceiro livro da Série Os Bridgertons, que conta a história dos oito filhos desta encantadora família da sociedade londrina. Neste terceiro volume, a autora faz uma releitura da história de Cinderela ao nos apresentar Sophie, uma filha ilegítima de um conde, que é maltratada pela madrasta e pelas irmãs, quando seu pai morre. Desde então, sua função é viver como uma criada, sem perspectivas de um futuro melhor. 
     Sophie recebe a chance da sua vida de ser uma dama da alta sociedade por uma noite, no baile hospedado pela Lady Bridgerton, em sua casa. Na ocasião, ela vai escondida de sua madrasta e irmãs, e conhece Benedict Bridgerton, o segundo na linhagem da família. Assim como diz a tradição, ela tinha de retornar à meia-noite para não ser descoberta, deixando o rapaz sem saber de sua identidade. A genialidade da releitura feita autora começa aqui; após grandes dias de procura, o jovem rapaz não é capaz de encontrar aquela única jovem que o encantou no baile na casa de sua mãe, e após anos eles vêm a se encontrar, ainda com muitas descobertas e novos sentimentos no decorrer da história.
     Esta aparenta ser mais uma fofa história de romance de época, mas o brilhantismo da escrita de Julia Quinn levam-na muito além de um mero romance. Há como se fosse uma energia entre seus livros que funciona como uma liga, conectando todos os fatos, e tornando-os quase palpáveis ao leitor. Indico a todos os jovens e amantes de romance, aguardo ansiosamente os próximos livros da série!




Depressão-pós-livro: 100%

Avaliação Final: 99%

Saturday, December 13, 2014

O Visconde que me Amava, por Julia Quinn



Sinopse
A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração. Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.



     Atendendo à todas as devidas expectativas, O Visconde que me Amava está muito bem situado em meu ranking de leituras. Julia Quinn permanece com seu senso de humor intacto, e é claro, toda a imersão á Inglaterra dos anos de 1800 traz uma vivacidade e riqueza ao livro que são dificilmente encontradas nas ficções atuais.
    Anthony Bridgerton, irmão mais velho e agora chefe da grande família Bridgerton sempre fora um libertino da alta sociedade. Após casar sua irmã Daphne, ele chega aos 28 anos e decide que é hora de se casar e sossegar. Suas maiores prioridades numa mulher são gerar herdeiros, uma amiga, e cama. Nada de amor. Para ele, o amor é uma força capaz de envolver um homem e torná-lo algo que ele não tem mais controle sob. Dessa forma, ele investiga que Edwina Sheffield é a debutante mais bela da temporada. Recém chegada à cidade, ela preenche todas as prioridades do visconde Bridgerton acerca da escolha de uma mulher.
     O que o visconde também descobre é que para cortejar Edwina, terá de passar por Katherine, sua irmã, e convencê-la de que será um bom marido para ela. Dessa forma, Kate apresenta-se como uma pedra no meio do caminho, uma vez que está disposta a fazer o possível para que sua irmã não se case com ele. Ela não acredita que ex-libertinos possam se tornar bons maridos após o casamento.
     Envolto nessa jornada para alcançar sua futura esposa, Anthony encontra-se cada vez mais atraído e envolvido por Katherine. Ela não preenche de forma alguma suas expectativas numa mulher, entretanto o atrai como ninguém. Será difícil evitar que o coração tome o controle de tudo. Será isso o amor?
     Julia Quinn mantém sua maestria na escrita da época antiga; além de muito engraçados, seus livros são envolventes e muito bonitos. Sim, uma beleza diferente, não facilmente encontrada nos amores ficcionais dos clichês atuais. Para o bem dos leitores, há mais 6 livros na série, e não vejo a hora de lê-los!



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 99%

Monday, December 8, 2014

O Duque e Eu, por Julia Quinn



Sinopse
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Primeiro dos oito livros da série Os BridgertonsO duque e Eu é uma bela história sobre o poder do amor, contada com o senso de humor afiado e a sensibilidade que são marcas registradas de Julia Quinn, autora com 8 milhões de exemplares vendidos. 



     
     O Duque e Eu é uma história que soube superar todas as expectativas que eu carregava até sua leitura. É fato que Julia Quinn é uma verdadeira Jane Austen contemporânea, tratando de romance de época como ninguém. Porém, ela vai além disso, e presenteia o leitor com um enredo divertidíssimo, personagens muito ricos e sagazes e uma história super atraente. Estar imersa nesta época de costumes tão diferentes é uma experiência muito interessante.
     Este livro inicia a série Os Bridgertons, a qual nos apresenta uma família típica da nobreza inglesas da época de 1813, que possui oito filhos que receberam nomes em ordem alfabética. Em nossa história, a protagonista é Daphne Bridgerton, quarta filha da família. Ela está participando há 1 ano do que é conhecido como Temporada, período de festas e bailes da nobreza no qual frequentam jovens senhoritas debutantes. Tais bailes são ricos em mães casamenteiras que procuram por um bom partido para suas filhas, tudo dentro dos conformes como diz a tradição. Violet Bridgerton, mãe de Daphne, está louca por um marido para a filha, e não mede esforços ao exercer sua função.
     Paralelo a isto, todos comentam em Londres sobre o retorno de Simon Basset, o novo duque que passou 6 anos no exterior viajando e agora está de volta para governar suas propriedades em Londres, uma vez que seu pai faleceu. Simon sofreu grande rejeição do pai desde criança, e por conta disso, criou uma lei para si: jamais deve se casar. O agora duque da Hastings é totalmente contra a continuação do ducado de seu pai, visto a enorme mágoa que carrega dele. 
     Para fazer jus a esta lei contra o casamento, Simon cria um plano infalível para permanecer solteiro e ao mesmo tempo não ser atacado pelas mamães casamenteiras nos bailes e festas da alta sociedade; Daphne, irmã mais nova de Anthony, seu melhor amigo está a procurar um bom marido, entretanto, todos os que se interessam por ela são pouco inteligentes ou nada dotados de charme. Dessa forma, os dois se unem, e Simon finge cortejar a senhorita, sendo que ele afasta as mães, e Daphne atrai boa atenção e bons olhos para si, uma vez que um duque apresenta-se interessado por ela. 
     A mãe de Daphne fica totalmente encantada com toda a situação, e o casal segue firme no fingimento. Contudo, ninguém é capaz de prever o amor, e exatamente por conta disso, torna-se cada vez mais impossível para os dois não se apaixonarem, enquanto um arde de desejo pelo outro.
     Esta é uma bela história, Julia Quinn possui uma das melhores escritas que já conheci. Ela soube unir a formalidade exigida pela contexto da época e ironias e diversão através de trocadilhos muito inteligentes. Este é um dos melhores e mais atraentes livros que já li, o que só aumenta minha curiosidade para os próximos livros da série!



Depressão pós-livro: 100%
Avaliação Final: 99%

Sunday, August 25, 2013

Orgulho e Preconceito, por Jane Austen



Sinopse
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.



     Sempre ouvi ótimos comentários com referência a autora Jane Austen, que escreveu histórias que hoje são clássicos literários, mesmo tendo sido escritos há mais de 200 anos atrás. Ela foi e ainda é uma escritora de sucesso e uma de suas obras mais conhecidas e lidas é Orgulho e Preconceito.
     A história se passa na Inglaterra por volta de 1813, quando a condição financeira, a civilidade e educação pesavam muito na reputação dos indivíduos. Havia um alto grau de respeito entre os membros de uma família e da sociedade. As pessoas utilizavam-se de uma linguagem totalmente formal, até mesmo dentro de casa.
Em uma época com poucas opções em relação a lazer e/ou atividade, as mulheres, que não trabalhavam geralmente ficavam em casa, e é possível imaginar como todos sabiam da vida de seus vizinhos.
     O livro tem um início mais pacato, pois a própria vida na época era desta forma; este conta com detalhes como a vida era para a família de Elizabeth Bennet, a personagem principal, que tem mais 4 irmãs, e vivia em uma sociedade onde o valor de uma mulher dependia do valor do seu dote. Já no início da história, Elizabeth conhece Mr. Darcy, um homem de alto poder aquisitivo, o qual veio para a cidade junto com seu amigo Mr. Bingley, que era a grande novidade da região por ser rico e bonito. Darcy passa uma imagem de orgulhoso e arrogante para Elizabeth, o que a faz criar uma máscara de preconceito sobre sua real personalidade - uma máscara que não lhe servia, mas lhe era atribuída; mas aos poucos vemos que com o desenrolar da trama, muita coisa vai mudando, muitos conceitos vão caindo, muitos preconceitos são desfeitos para que todos os personagens encontrem os seus caminhos.
     Elizabeth destaca-se como uma Cinderela esclarecida, ela é uma mulher de personalidade forte e não aceita tudo o que chega até ela, derruba os estereótipos femininos que eram bem fortes na época, e essa característica sua foi o que mais chamou a atenção de Mr. Darcy para ela.
     A mãe de Elizabeth tem síndrome de casamenteira e seu sonho é ver todas as suas filhas casadas - o que lhe significaria mais status e dinheiro. Um ponto que admiro bastante em Orgulho e Preconceito é o fato de que a história não é em nenhum momento apelativa; ela mostra a realidade da época,e como a personagem principal se destacou dessa realidade por ter e confiar em seus próprios pensamentos - ela sabia seu valor.
     A história carrega um pouco mais de clímax bem para o final do livro que traz romances inesperados. 
     Elizabeth e Mr. Darcy não são aquele casal destinado a ficar junto desde o primeiro momento em que são citados, como acontece em muitos livros de romance. É preciso uma quebra de paradigmas de ambas as partes para que haja uma aceitação mútua. É preciso ver além daquilo que está na frente deles. Acho que esse é um conceito muito interessante e que às vezes é esquecido por muitas pessoas. O julgar pelas aparências, o pré-conceito. Acredito que Orgulho e Preconceito é um livro a frente do tempo, por mais que tenha sido escrito há séculos atrás, ele ainda pode ser aplicado a sociedade de hoje em dia. 

Trecho: " Pense apenas no passado quando sua lembrança lhe der prazer."
" Muitas vezes é apenas nossa vaidade que nos engana"
" Não me considere agora como uma mulher elegante com a intenção de te contaminar, mas uma criatura racional falando a verdade de seu coração."


Depressão pós-livro: 35%
Avaliação Final: 85%