Sinopse
Inspirado em 'o pequeno príncipe', este livro fala do retorno do menino, já na adolescência, à terra. ao viajar sozinho no vazio da patagônia, um homem maduro encontra um adolescente desacordado e o socorre. quando o rapaz acorda, o homem percebe que não se trata de um jovem qualquer, mas de um famoso príncipe que cresceu e resolveu revisitar o planeta terra. os dois viajantes embarcam num diálogo que aborda questões existenciais. assim, a viagem de carro se transforma em uma trajetória espiritual, que abrange a transição da inocência à maturidade, do cotidiano ao transcendente e da tristeza à alegria.
Com o aval dos netos e familiares de Antoine Sant-Exupéry, A.G.Roemmers aprofundou-se na história do Pequeno Príncipe, grande clássico em escala mundial, e o trouxe de volta à Terra, dessa vez já jovem, na transição para o mundo adulto; exatamente por isso, o jovem príncipe apresenta preocupações e questionamentos sobre o que está por vir, sobre quem se tornará.
Na mesma linha poética e filosófica do clássico mundial, O Retorno do Jovem Príncipe aborda questões de vida, pensamentos e infelicidades que são comuns na vida adulta. O autor ambienta a história em uma de suas viagens pela Patagônia, onde encontrou o jovem príncipe - até então um jovem qualquer - deitado na beira da estrada. O autor o resgata e eles iniciam uma trajetória de grandes aprendizados acerca da vida, refletindo sobre questões do cotidiano, e como elas refletem o que está dentro de nós.
Durante todo o livro, diferentemente de em O Pequeno Príncipe, não é o jovem príncipe que nos passa as lições, mas sim o autor, que é aparentemente um resultado muito sábio de uma introspecção interior. Um aspecto que achei interessantíssimo na história é que ao final, o autor descobre que todas as tais lições foram aprendidas através dos questionamentos do jovem príncipe. Ele lhe passara conhecimento simplesmente por questionar, levando o autor - e consequentemente o leitor - a entender mais sobre o seu interior, e questionar sobre até que ponto as superficialidades da vida valem a pena.
Entendo O Retorno do Jovem Príncipe como uma continuação de Pequeno Príncipe, mesmo que estes tenham sido escritos por diferentes autores. A história é um prato cheio de filosofia aplicada, e aprecio bastante a maneira como o autor abordou pontos relativos aos questionamentos da juventude, e justamente por isso, ao contrário de o Pequeno Príncipe, este livro não é delicado ou suave na mesma medida. Indico a todos os sonhadores ou fãs de O Pequeno Príncipe.
Trechos: "Por alguns momentos, pensei em como os adultos, com alertas que visam nossa própria proteção, fazem com que nos afastemos das outras pessoas, a ponto de que tocar um indivíduo, ou olhá-lo nos olhos, provoca um desconfortável sentimento de apreensão,"
"É impressionante como sempre presumimos que os outros seguem a mesma direção que nós."
"Enquanto você demora a enfrentar o obstáculo em seu caminho, a dificuldade se torna maior e você, menor. Em outras palavras, quanto mais tempo carrega um problema, mais pesado ele se torna."
"Como nossa vida seria mais positiva, se parássemos de nos julgar e julgar os outros, se não reclamássemos sobre todos os tipos de inconveniências e deixássemos de torturar a nós mesmos, perguntando se merecemos ou se poderíamos ter evitado as dificuldades que nos confrontam. E se, em vez disso, aplicássemos nossos talentos para solucionar os problemas e aceitar o que não pode ser mudado!"
"(...) tudo o que nos perturba no mundo exterior é um sinal da falta de reconciliação com um princípio análogo em nosso interior. (...) É como se a avareza de outra pessoa só pudesse perturbar alguém que é avarento, pois um indivíduo generoso consideraria esse atributo apenas um fato, sem ser muito afetado por ele."
"Só existe uma maneira de mudar o mundo: mudar a si mesmo."
"Você não deve se fechar a outras pessoas enquanto estiver procurando um amigo."
"Nenhuma conquista oferece uma recompensa maior que a conquista do nosso próprio ser."
"Pensar que a felicidade depende de se possuir alguma coisa é uma autoilusão reconfortante. Como depende de ter, não de ser, buscamos algo que está fora de nós. Assim, não precisamos olhar para nosso interior. De acordo com essa forma de raciocínio, podemos ser felizes sem mudarmos nossa maneira de ser. Basta obter isto e aquilo."
"Os seres humanos não podem dar o melhor de si, como seu amor e sua força criativa, se não estiverem livres."
"A felicidade não é tanto o objetivo final que alcançamos, como se fosse a estação final de um trem, mas um modo de viajar, ou seja, de viver."
Depressão pós-livro: 80%
Avaliação Final: 90%
Sinopse
Mathilda Savitch tem conflitos que extrapolam as dores comuns da adolescência: sua irmã mais velha é brutalmente assassinada, jogada na frente de um trem por um desconhecido. Com a angústia de uma nação em guerra contra o terrorismo e os pais enlutados pela tragédia familiar, Mathilda decide usar a maldade para provocar alguma reação neles, que estão completamente catatônicos. Eleito o melhor livro de 2009 pelo The Christian Science Monitor, pela Booklist e pelo The Globe and Mail, o romance de estreia do poeta e dramaturgo Victor Lodato retrata, de maneira impressionante, a vulnerabilidade e a aparente ousadia adolescente.
Por ser um livro da autoria de um poeta, vejo em Mathilda Savitch uma história sempre com duas faces, reinada pela subjetividade que só a poesia possui, e ao mesmo tempo a certeza que esta traz. Mathilda passa pela transição da infância para a adolescência, e como se os monstros internos da mudança não fossem suficientes, sua irmã mais velha foi assassinada ao ser jogada na frente de um trem por um desconhecido, e seus pais tornaram-se zumbis e nunca se recuperaram da tragédia.
Enquanto passa pelo processo de auto descoberta, Mathilda deixa florescer sua maldade adolescente e tenta a todo momento provocar seus pais e o mundo ao seu redor. Sente que não há mais reação, e é isso o que busca, uma reação. A história mantém-se a uma velocidade constante, por mais que hajam atitudes que confiram ação à obra, o seu próprio tom de poesia inibe essa ação, tornando-a um tanto parada. Diria que esse livro é para o tipo de leitor que busca fatos e não ações, drama poético e não aventura.
Mathilda prova ser uma personagem de coragem ao tentar buscar respostas para a morte da irmã. Quando percebeu que o mundo não reagiria, ela mesma reagiu e foi atrás da verdade. É interessante analisar os dois lados em constante luta dentro dela, a criança sincera e a adolescente nada inocente e cheia de ideias. Indicaria esse livro para amantes da poesia e prosa.
Trechos: " Há muito pouca imaginação no mundo. Uma pessoa como eu fica basicamente sozinha. Se eu quiser viver no mesmo mundo que as outras pessoas, tenho que fazer um esforço especial."
" No mundo há coisas bonitas e coisas tristes e, quando elas se juntam, formam uma estrela. A luz é muito distante, e o mais estranho é que ela fica dentro da gente. Só que, por mais que a pessoa olhe, nunca pode ver a estrela em si, vê apenas o reflexo dela num lago, que também fica dentro da gente."
Depressão-pós-livro: 69%
Avaliação Final: 65%
Sinopse
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
John Green é um autor que está em grande ascensão no mercado literário, e sua obra de maior sucesso, "A Culpa é das Estrelas", tem conquistado muitos leitores, principalmente o público jovem. Já havia ouvido comentários elogiando esta obra, e resolvi lê-la.
Green já começa sua história quebrando o clichê do romance adolescente: seus personagens principais sofrem de uma doença, e esse fato traz uma realidade diferente para o enredo. A leitura é focada no romance que existe entre os personagens, e como este coexiste com suas vidas aprisionadas ao câncer. O autor abordou de forma simples e bonita, o amor sincero entre dois jovens, Hazel e Augustus.
O livro é rico em metáforas e associações que entrelaçam-se na narrativa, causando um efeito de significados duplos em vários pontos, o que torna a história mais interessante enquanto o leitor avança nas páginas.
John Green tem o incrível dom de deixar um certo "gostinho de quero mais" em suas obras; uma necessidade de continuação; acredito que esse efeito tenha sido causado por conta de a história caminhar para um final mais intenso do que foi apresentado, deixando assim, o leitor com certa curiosidade pelo o que está por vir. "A Culpa é das Estrelas" é um romance doce e leve, porém de grande impacto quando lido com o coração. Ele é capaz de deixar o leitor se perguntando como algumas pessoas lidam com a dor que carregam, qual é a importância de suas vidas, porque e como ele seria lembrado nesta Terra. O livro traz a tona reflexões sobre a vida e sobre o amor, de uma forma poética, leve, intensa, suave.
Para completar o estilo "metafórico" de John Green, nada melhor do que o título, "A Culpa é das Estrelas", a qual faz referência a uma citação da obra Romeu e Julieta, de Shakespeare, esta que se utiliza das estrelas para culpar e simbolizar o destino pelo o que acontece com seus personagens, e nesta obra, não é diferente, mesmo que o mundo e o destino sejam injustos para muitas pessoas, aqui, as estrelas de Hazel Grace e Augustus Waters cruzaram-se.
Faço das palavras do autor Markus Zusak, as minhas: "Você vai rir, vai chorar, e ainda vai querer mais".
Trechos: " Esse é o problema da dor. Ela precisa ser sentida." Imagem: Trilha Literária
" Dada a frivolidade derradeira de nossa luta pela vida, terá algum valor a efêmera carga de significado que a arte nos empresta? Ou o único valor estará em passarmos o tempo o mais confortavelmente possível?"
" Quando falamos dos mortos, não somos tão generosos. Não se imortaliza a perda se escrevendo sobre eles."
" Os mortos são visíveis apenas através do terrível olho vigilante da memória."
" Você está tão ocupada sendo você mesma, que não faz ideia de quão absolutamente sem igual você é."
" Não importa quão forte seja o impulso, não importa o quão alto se chegue, não será possível dar uma volta completa."
" As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza."
" Alguns infinitos são maiores que outros."
" O mundo não é uma fábrica de realização de desejos."
" Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados."
" A tristeza não nos muda, ela nos revela."
" A ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez."
" Não dá pra escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo."
Visite aqui o site " A Culpa é das Estrelas"
Depressão pós-livro: 95%
Avaliação Final: 94%